CUIABÁ

BATEU NO TETO

Prefeito lulista de MT vê ex-presidente esbarrar em rejeição e desanima

Após notar que o líder petista já bateu a cabeça no teto e que não tem pra onde crescer, Pátio deve focar na campanha da esposa à federal

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O prefeito Zé Carlos do Pátio (PSB), de Rondonópolis, tirou o pé e diminuiu a empolgação na ideia de liderar a campanha de Lula (PT), em Mato Grosso, para buscar no que chamou da “virada”, ou seja, derrubar a força atual majoritária de Jair Bolsonaro (PL) no estado. Empolgado, o prefeito militante chegou a dizer que tinha uma pesquisa onde Lula estaria na frente, em sua cidade.

Pátio chegou lançar um Comitê Pró-Lula, em evento ocorrido em Cuiabá, e viu nascer um certo ciúme de petistas tradicionais do estado, que reclamaram com o presidente da sigla, Valdir Barranco (PT), sobre o protagonismo que o prefeito tentava construir em detrimento dos próprios correligionários do ex-presidente.

O conflito, porém, não seria o maior motivo do desânimo atual de Pátio, mas sim o cenário estagnado de crescimento do líder petista, que esbarra em sua enorme rejeição frente ao eleitorado local. Em mensagem enviada ao amigo e deputado estadual, Wilson Santos (PSD), que assumiu um programa de TV, o gestor de Rondonópolis afirmou estar “desestimulado com a questão política, que está mudando muito”.

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Nos últimos meses, Pátio relembrou as vitórias e reeleições de Lula e Dilma, citando que ambos perderam no estado. O prefeito questionou se estaria “todo mundo (eleitores de outros estados) errado e só nós (mato-grossenses) certos”, buscando alguma reflexão mais forcada em prol do petista.

Sua recente entrada no PSB também serviu pra puxar mais o freio. Apesar de nacionalmente o partido seguir a tendência e possivelmente até indicar o provável vice de Lula, Geraldo Alckmin (PSB), o presidente estadual da sigla, Max Russi (PSB), não quer discursos odiosos contra Bolsonaro dentro da sigla, até porque sabe que isso pode respingar no seu próprio projeto de reeleição.

Agrega-se ainda o fato de que Pátio decidiu lançar Neuma de Morais (PSB), sua esposa, ao cargo de deputada federal. Uma votação aquém do esperado da primeira-dama da maior cidade do interior seria uma derrota conjunta e direta de Pátio. Também por isso, o prefeito saiu de fininho da foco eleitoral em Lula para cuidar do próprio quintal.

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Bem nas pesquisas, Mauro não admite que apoio de Bolsonaro influencia

Na última pesquisa realizada pelo instituto PercentBrasil, Mendes venceria em primeiro turno, com 62,5% dos votos válidos.

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Governador se irritou com fala de bolsonarista que sua consolidação em pesquisas tinha relação com anúncio de apoio do presidente

Mesmo depois de um anúncio público do presidente, Jair Bolsonaro (PL), que ignorou as tantas críticas que recebeu e colocou seu prestígio a favor de Mauro Mendes (UB), que tenta reeleição, o governador não admite que a força eleitoral do mandatário nacional tenha qualquer influência nos seus bons números em pesquisas de intenção de voto.

Vaidoso, Mauro sustenta que os seus projetados mais de 60% de prováveis votos válidos, que surgiu na amostragem, e toda boa avaliação da população à sua gestão são frutos do trabalho que tem feito desde 2019 e chegou a mostrar até visivel irritação, quando questionado no fim de semana sobre isso.

A declaração do governador ocorreu devido a uma fala do deputado estadual, Gilberto Cattani (PL), que afirmou que Mendes e o senador Wellington Fagundes (PL) só estavam favoritos nas pesquisas por causa do presidente Jair Bolsonaro (PL), que adiantou apoio aos dois. Para Mauro, não teve peso.

“Nossa administração foi conhecida em cima de trabalho e de resultados, se alguém desconhece isso é porque não vive em Mato Grosso, não conhece os números do nosso estado”, afirmou.

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Na última pesquisa realizada pelo instituto PercentBrasil, Mendes venceria em primeiro turno, com 62,5% dos votos válidos. A pesquisa foi realizada entre os dias 01 e 06 de junho e foram entrevistados 812 pessoas por telefone.

O governador disse que os números são um reflexo dos investimentos feitos em Mato Grosso que, segundo ele, inclui todas as áreas do serviço público.“Se nós estamos bem nas pesquisas não é devido à A, B ou C e sim tudo aquilo que o governo fez. Somos o estado que mais investe”, disse.

Críticas a Bolsonaro

A aparente “certeza de vitória”, já materializada por um dos seus principais aliados, o ex-senador Cidinho Santos, que desdenhou e indicou que Mauro não precisaria de Bolsonaro pra se reeleger, tem dado ao governador uma postura de quase opositor ao criticar abertamente as ações de Bolsonaro, tanto para limitar o ICMS (imposto estadual), como para conceder um voucher de R$ 1.000,00 para caminhoneiros, como para elevar o Auxílio-Brasil (antigo Bolsa Família) a R$ 600,00 dentre outros benefícios.

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Sem citar diretamente Bolsonaro, Mauro criticou o Congresso Nacional por ter validado as propostas do Governo Federal e disse que entendia o pacote de socorro econômico como “medida eleitoreira”, “papagaiada” e ação de quem só está pensando em ganhar “votinho”. Para muitos bolsonaristas, a aproximação de Mauro nos primeiros meses do ano, sinalizando a aliança ao presidente, foi uma estratégia do governador para não deixar crescer um projeto robusto de oposição com apoio do presidente, o que fatalmente lhe tiraria do cargo.

 

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