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PSDB de Mato Grosso se esfarela e já cogita se unir ao PT

Produto em desvalorização no mercado político, o PSDB em MT tem sido empurrado para o colo de Neri e da Federação liderada pelo PT

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Nilson Leitão, grande nome da sigla, já decidiu que não será candidato. Avallone, líder estadual, pode ser cassado pelo TSE. FOTO - Ednilson Aguiar / O Livre

Longe do protagonismo nacional que carregou desde os anos 90, o que acabou enraizando força pelos estados e o fez ter o comando de Mato Grosso com Dante de Oliveira, Rogério Salles e, mais recentemente, com Pedro Taques, o PSDB de 2022 parece mais um barco à deriva.

Quem fala pela sigla em Mato Grosso segue sendo o deputado estadual, Carlos Avallone (PSDB), notadamente um homem experiente no assunto, mas que mesmo com seu prestígio dentro do cenário não consegue deter o partido de um caminho que parece inevitável rumo a um segundo escalão da política.

E para piorar, uma aparente rejeição do atual governador, Mauro Mendes (União Brasil), bem como a atmosfera bolsonarista do PL, que agora o cerca, tem empurrado o PSDB para o colo de Neri Geller (PP) e da Federação formada por PV/PCdoB e PT. Após mais de duas décadas de aparente antagonização ao PT, Avallone diz já considerar sim a união, desde que não haja um “cabeça de chapa” petista.

Embora a frase demonstre que o orgulho ainda fale alto, os tucanos estão muito próximos de um perfil de “ex-rico”, alguém que um dia já teve muito prestígio e protagonismo, mas que a falência fez com que restasse apenas bons contatos, mas uma força extremamente reduzida na hora de exigir algo para uma parceria.

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Para piorar a coisa, Avallone, inclusive, ainda pode ser cassado do seu atual mandato por um processo que ainda segue na Justiça Eleitoral por possível crime eleitoral que teria cometido em 2018. Uma sessão virtual está marcada para o dia 12 de agosto para discutir o tema no Tribunal Superior Eleitoral – TSE, já que no Tribunal Regional Eleitoral – TRE o deputado já foi cassado por unanimidade.

Leitão “deixou pra próxima”

Em meio ao cenário de abandono vivido pelo PSDB, denunciado pelas poucas lideranças tucanas que sobraram, o ex-deputado federal, Nilson Leitão (PSDB), talvez o nome mato-grossense mais relevante, nacionalmente falando, da sigla, anunciou que não será candidato nas eleições deste ano.

O ex-parlamentar era visto dentro da sigla como um dos poucos com chances de puxar votos aos tucanos. Leitão, inclusive, foi cotado até disputar o Governo de Mato Grosso, com possível apoio do presidente, Jair Bolsonaro (PL).

Em uma longa carta aos correligionários, em que lembra toda a sua trajetória política, o tucano diz que, desta vez, ficará apenas na condição de “cidadão e eleitor”.

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“Despeço-me momentaneamente dessa jornada de minha vida, mas estarei sempre aqui, para os amigos e para aqueles que acreditaram e ainda acreditam no meu trabalho e na minha capacidade”, disse ele

Nilson foi o deputado federal mais votado de 2014, com mais de 127 mil votos. De lá para cá, disputou duas vezes o Senado Federal, em 2018 e no pleito extemporâneo de 2020, perdendo nas duas ocasiões.

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Mauro é apontado com um “aliado” que esconde Bolsonaro

Mauro tentou explicar a questão à imprensa nacional e, em outras palavras, disse que entende a página como dele

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Governador apostou no pragmatismo para não correr riscos sendo adversário de Bolsonaro

“A rede é pessoal e não tenho focado em falar de política partidária, mas ainda assim temos postagens com o presidente. Nossa campanha será baseada nos resultados da gestão e nas boas perspectivas de presente e futuro. Nosso apoio ao presidente é inegável e está sendo manifestado respeitosamente de diversas formas”, afirmou.

Em grupos bolsonaristas, muita gente questionou quais seriam as formas “respeitosas” que o governador estaria procedendo para ajudar o presidente em algo. Nas últimas semanas, aliás, Mauro fez exatamente ao contrário, ao ridicularizar o questionamento de Bolsonaro sobre a eficácia plena das urnas eletrônicas. 

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O governador de Mato Grosso chegou dizer em entrevista que não se sente adversário de nenhum candidato a presidente e disse até que não via problemas se o petista Lula vencesse o pleito. 

Em outra oportunidade, quando forçava um inexplicável “palanque aberto” ao Senado Federal, Mauro não gostou do nariz torcido de Bolsonaro à proposta e sugeriu que o mandatário nacional focasse em cuidar da sua própria reeleição.     

Recentemente, o deputado federal, José Medeiros (PL), vice-líder de Bolsonaro no Congresso Nacional, comparou Mendes ao ex-governador de São Paulo, João Dória (PSDB), e previu o governador abandonando a aliança com o presidente tão logo se beneficie de sua força eleitoral.

Na avaliação de Medeiros, Mauro só se juntou ao PL para neutralizar o nascimento de um projeto ao Governo do Estado que nascesse realmente bolsonarista e viesse a ameaçar sua reeleição.

“Passou a pandemia inteira acusando o presidente, ao lado de governadores do PT. Enquanto isso o presidente despejava bilhões de reais em Mato Grosso”, comentou Medeiros.

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