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PSL monta “operação abafa” pra esconder que Blairo é novo dono do partido

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O presidente do PSL em Mato Grosso, Aécio Rodrigues (PSL), está preocupado e sendo cobrado por parlamentares da sigla pela repercussão que está ganhando a união do partido com o governador Mauro Mendes (DEM).

A preocupação é que até as eleições de 2022 ficará inviável que qualquer pessoa filiada ao partido use discurso de direita e de apoio ao presidente Jair Bolsonaro, já que a sigla no estado hoje está rendida ao poder financeiro e político do centrão.

Aécio, por exemplo, assumiu o cargo de chefe do Escritório de Representação do Governo de Mato Grosso em Brasília, o que atendeu completamente seus anseios pessoais. Agora, Elizeu Nascimento, Gilberto Cattani e Nelson Barbudo, deputados estaduais e federal, respectivamente, estão se vendo sem ter o que falar para eleitores.

Isto porque, com a filiação de Cidinho Santos (PSL) e sua mais do que reconhecida ligação hierárquica com o ex-senador e ex-governador, Blairo Maggi (PP), o partido ficou simbolicamente, e até mais do que isso, sob controle total do grande nome do agronegócio.

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O ambiente denota que se, por acaso, hoje houvesse uma revolta dos parlamentares a ponto de exigir o rompimento com Mauro Mendes, o desfecho óbvio seria o governador tomando o partido de vez e Cidinho então assumindo o comando oficialmente, já que politicamente isso já foi direcionado.

O movimento feito pela direção do PSL em Mato Grosso, na verdade, tirou o último resquício de bolsonarismo que tinha na sigla, exatamente como quer o líder nacional do partido, Luciano Bivar (PSL), que terá grandes fechamentos políticos a fazer nas 27 unidades federativas do país para 2022, em virtude de ter um dos maiores tempos de TV e verba partidária, resultado da relevância agregada por Bolsonaro, em 2018.

Elizeu, Cattani e Barbudo, provavelmente, não sairão do partido por causa da estrutura financeira e política que o PSL vai lhes render na campanha, mas o discurso de ser “de direita” ficou comprometido. Mauro, por sua vez, acusado por aliados em falhar ao não fazer política na parte inicial do seu governo, tem conseguido agir nos bastidores, enfraquecer adversários e minar o reduto bolsonarista, força que nunca foi de seu agrado.

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Ao falsamente aliar-se a alguns dos “aliados” do presidente e prender seus calcanhares na máquina mato-grossense, o governador diminui o coro dos ataques contra seu governo e aumenta seus preciosos segundos na TV, ironicamente usando a força conquistada pelo próprio Bolsonaro, que tanto critica, para si. Blairo é o novo dono do PSL e alugou o partido pra Mauro.

 

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Bem nas pesquisas, Mauro não admite que apoio de Bolsonaro influencia

Na última pesquisa realizada pelo instituto PercentBrasil, Mendes venceria em primeiro turno, com 62,5% dos votos válidos.

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Governador se irritou com fala de bolsonarista que sua consolidação em pesquisas tinha relação com anúncio de apoio do presidente

Mesmo depois de um anúncio público do presidente, Jair Bolsonaro (PL), que ignorou as tantas críticas que recebeu e colocou seu prestígio a favor de Mauro Mendes (UB), que tenta reeleição, o governador não admite que a força eleitoral do mandatário nacional tenha qualquer influência nos seus bons números em pesquisas de intenção de voto.

Vaidoso, Mauro sustenta que os seus projetados mais de 60% de prováveis votos válidos, que surgiu na amostragem, e toda boa avaliação da população à sua gestão são frutos do trabalho que tem feito desde 2019 e chegou a mostrar até visivel irritação, quando questionado no fim de semana sobre isso.

A declaração do governador ocorreu devido a uma fala do deputado estadual, Gilberto Cattani (PL), que afirmou que Mendes e o senador Wellington Fagundes (PL) só estavam favoritos nas pesquisas por causa do presidente Jair Bolsonaro (PL), que adiantou apoio aos dois. Para Mauro, não teve peso.

“Nossa administração foi conhecida em cima de trabalho e de resultados, se alguém desconhece isso é porque não vive em Mato Grosso, não conhece os números do nosso estado”, afirmou.

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Na última pesquisa realizada pelo instituto PercentBrasil, Mendes venceria em primeiro turno, com 62,5% dos votos válidos. A pesquisa foi realizada entre os dias 01 e 06 de junho e foram entrevistados 812 pessoas por telefone.

O governador disse que os números são um reflexo dos investimentos feitos em Mato Grosso que, segundo ele, inclui todas as áreas do serviço público.“Se nós estamos bem nas pesquisas não é devido à A, B ou C e sim tudo aquilo que o governo fez. Somos o estado que mais investe”, disse.

Críticas a Bolsonaro

A aparente “certeza de vitória”, já materializada por um dos seus principais aliados, o ex-senador Cidinho Santos, que desdenhou e indicou que Mauro não precisaria de Bolsonaro pra se reeleger, tem dado ao governador uma postura de quase opositor ao criticar abertamente as ações de Bolsonaro, tanto para limitar o ICMS (imposto estadual), como para conceder um voucher de R$ 1.000,00 para caminhoneiros, como para elevar o Auxílio-Brasil (antigo Bolsa Família) a R$ 600,00 dentre outros benefícios.

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Sem citar diretamente Bolsonaro, Mauro criticou o Congresso Nacional por ter validado as propostas do Governo Federal e disse que entendia o pacote de socorro econômico como “medida eleitoreira”, “papagaiada” e ação de quem só está pensando em ganhar “votinho”. Para muitos bolsonaristas, a aproximação de Mauro nos primeiros meses do ano, sinalizando a aliança ao presidente, foi uma estratégia do governador para não deixar crescer um projeto robusto de oposição com apoio do presidente, o que fatalmente lhe tiraria do cargo.

 

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