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Sebastião Rezende é mais um a forçar a barra por votos bolsonaristas

Veterano deputado estadual marcou os passos do presidente, em visita recente do mesmo ao estado, e tenta criar um rótulo que não lhe cabe

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Rezende tentou se aproveitar da agenda do presidente com o público evangélico para buscar entrosamento, mas não conseguiu

Atualmente em seu quinto mandato e já obcecado por garantir o sexto, o veterano deputado estadual por Mato Grosso, Sebastião Rezende (UB), decidiu agora que quer ser de direita e bolsonarista.

O posicionamento, por “coincidência”, vem em pleno ano eleitoral, onde pesquisas de intenção de voto mostram o presidente, Jair Bolsonaro (PL), absoluto entre os eleitores do estado.

Sebastião tem como principal reduto eleitoral o público evangélico, o que teoricamente converge com Bolsonaro, mas é só mesmo essa fonte de votos que lhes une.

Durante visita recente de Bolsonaro à Cuiabá, foi constrangedor e agoniante, segundo muita gente que acompanhou a agenda com lideranças evangélicas, as inúmeras aproximações formadas do deputado.

Deputado insistiu em poses e cliques ao lado do presidente da República, visivelmente desconfortável

Rezende não tem no histórico nada que o identifique com apoiadores do presidente. O parlamentar nunca foi, por exemplo, sequer um crítico do PT e suas políticas de corrupção endêmica no Brasil.

Sebastião optou sempre na carreira pelo fisiologismo, abrigando-se no centro e até na centro-esquerda, de olho na garantia de sua presença, sempre certa, ao lado do poder e suas reluzentes facilidades.

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É o que lhe fez aceitar, por exemplo, o convite em 2022 para se filiar ao União Brasil – UB, partido do governador, Mauro Mendes (UB), que está muito longe de ser um político aliado de Bolsonaro, embora, assim como Sebastião, já esteja de dedo erguido na beira da rodovia em sinalização ao presidente.

Para piorar ainda mais o horizonte para Rezende e para o governador, o UB acaba de confirmar a pré-candidatura de Luciano Bivar (UB) à Presidência da República, o que sepultaria o discurso, já forçado, assumido pela dupla, em busca do verniz bolsonarista.

Na política, não basta dizer que é, tem que ser, de fato. Na era da internet, não dá mais pra construir uma personalidade ou mesmo uma aliança em tão pouco tempo, ignorando o passado que mora ali numa rápida busca no Google.

Coerência é o elemento que dá a liga para tudo, é a chave do processo e, ao mesmo tempo, pode ser a parede que isola aquele que insiste em duvidar da sapiência popular.

Educadamente, Bolsonaro atendeu os pedidos para fotografia, mas cortava logo em seguida, quando o deputado tentava puxar prosa

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Wellington é apontado como o senador de MT que menos vota com Bolsonaro

O site especializado no dia a dia do Congresso Nacional, Radar Congresso em Foco, cita números de Jayme e Favaro mais governistas

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Fagundes é pré-candidato ao Senado Federal com apoio de Bolsonaro

O site especializado no dia a dia do Congresso Nacional, Radar Congresso em Foco, analisou os votos dos parlamentares e suas consonâncias com as pautas defendidas pelo Governo Bolsonaro.

No Senado Federal, em relação a Mato Grosso, verificou-se uma saia justa. Wellington Fagundes (PL), do partido do presidente e mais do que provável candidato à reeleição com apoio de Bolsonaro, ficou em último lugar.

O parlamentar mais governista, segundo o site, é o senador Jayme Campos (UB). Apesar de ser crítico ao presidente Bolsonaro, Jayme votou com a gestão federal em 93% dos projetos apresentados.

Já Carlos Fávaro, outro que vive alfinetando Bolsonaro e que está no PSD, partido de oposição a Bolsonaro e que acena ao PT, votou “sim” em 91% das matérias governistas.

O “novo bolsonarista”, Wellington Fagundes (PL), surgiu com “apenas” 87%. O percentual é perigoso porque dá discurso para o principal adversário no futuro pleito, o deputado federal, Neri Geller (PP), que segundo o mesmo Congresso em Foco votou 95% com Bolsonaro.

Os apoiadores do presidente, inclusive, citam sempre o voto contrário de Wellington ao chamado decreto das armas, de Bolsonaro, que facilitou o acesso de brasileiros a ter um revólver em casa, por exemplo.

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Pesa ainda contra o discurso de “direita” de Fagundes seu histórico de apoio às eleições e reeleições de Lula e Dilma, ambos do PT. Apesar de tudo isso, Bolsonaro recentemente disse a um jornalista da capital que Wellington é o candidato do seu partido e terá seu apoio por ser o “melhor pra Mato Grosso”.

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