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REPELENTE DE VOTOS

Secretária cria problema político para Pátio, Neuma e Roni

O grande temor é que Pátio acabe se isolando politicamente pelo verdadeiro encastelamento promovido pela secretária.

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Ione Rodrigues tem irritado aliados do prefeito

Mesmo com pouco tempo ocupando a chefia de uma das pastas mais poderosas da Administração do prefeito, José Carlos do Pátio (PSB), em Rondonópolis, é notável o estrago político que a secretária de Governo, Ione Rodrigues dos Santos, tem conseguido acumular frente diferentes setores.

Ione ganhou a autonomia de trabalhar diretamente com o gestor e tem atuado em sua blindagem, como não poderia ser diferente, mas tem pecado insistentemente no excesso. É rotina encontrar vereadores, líderes de bairros, companheiros de Pátio há anos, bem como fornecedores e até empresários interessados em investir na cidade tomando verdadeiros “chá de cadeira”, muita vezes de uma tarde toda, unicamente por causa dos caprichos da secretária.

Secretária tem buscado manter uma agenda muito próxima do prefeito.

A impressão que fica, segundo informações colhidas pela reportagem, é que Ione tem algum tipo de prazer em engessar propositalmente as deliberações para deixar claro a quem lhe interpelar que ela é quem está no controle da situação.

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O desgaste já respinga diretamente nas pré-candidaturas da primeira-dama, Neuma de Morais (PSB), a federal, e Roni Magnani (PSB), a estadual. Ambos sabem das constantes retaliações e teriam informado o prefeito sobre o impasse, temendo um “desastre eleitoral” por conta das atitudes de Ione, haja vista que tanto Neuma quanto Roni terão Pátio como o instrumento de atração de votos de suas campanhas.

O grande temor é que Pátio acabe se isolando politicamente pelo verdadeiro encastelamento promovido pela secretária. Servidores públicos, que estão em estado de greve na cidade, reclamam que o distanciamento que já possuíam em relação ao prefeito agora se tornou um verdadeiro abismo, desde a chegada de Ione à posição de “cão de guarda”.

Já circula pelos bastidores que foi em virtude de Ione que o procurador-geral do Município, advogado de Pátio há anos, não aguentou e pediu exoneração do cargo. Vereadores que falaram com o MINUTO MT confirmaram o problema e um até brincou que “em futuro próximo, quando o prefeito precisar falar com ele, colocará alguém como Ione em seu gabinete”, fazendo referência ao verdadeiro muro criado.

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Bem nas pesquisas, Mauro não admite que apoio de Bolsonaro influencia

Na última pesquisa realizada pelo instituto PercentBrasil, Mendes venceria em primeiro turno, com 62,5% dos votos válidos.

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Governador se irritou com fala de bolsonarista que sua consolidação em pesquisas tinha relação com anúncio de apoio do presidente

Mesmo depois de um anúncio público do presidente, Jair Bolsonaro (PL), que ignorou as tantas críticas que recebeu e colocou seu prestígio a favor de Mauro Mendes (UB), que tenta reeleição, o governador não admite que a força eleitoral do mandatário nacional tenha qualquer influência nos seus bons números em pesquisas de intenção de voto.

Vaidoso, Mauro sustenta que os seus projetados mais de 60% de prováveis votos válidos, que surgiu na amostragem, e toda boa avaliação da população à sua gestão são frutos do trabalho que tem feito desde 2019 e chegou a mostrar até visivel irritação, quando questionado no fim de semana sobre isso.

A declaração do governador ocorreu devido a uma fala do deputado estadual, Gilberto Cattani (PL), que afirmou que Mendes e o senador Wellington Fagundes (PL) só estavam favoritos nas pesquisas por causa do presidente Jair Bolsonaro (PL), que adiantou apoio aos dois. Para Mauro, não teve peso.

“Nossa administração foi conhecida em cima de trabalho e de resultados, se alguém desconhece isso é porque não vive em Mato Grosso, não conhece os números do nosso estado”, afirmou.

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Na última pesquisa realizada pelo instituto PercentBrasil, Mendes venceria em primeiro turno, com 62,5% dos votos válidos. A pesquisa foi realizada entre os dias 01 e 06 de junho e foram entrevistados 812 pessoas por telefone.

O governador disse que os números são um reflexo dos investimentos feitos em Mato Grosso que, segundo ele, inclui todas as áreas do serviço público.“Se nós estamos bem nas pesquisas não é devido à A, B ou C e sim tudo aquilo que o governo fez. Somos o estado que mais investe”, disse.

Críticas a Bolsonaro

A aparente “certeza de vitória”, já materializada por um dos seus principais aliados, o ex-senador Cidinho Santos, que desdenhou e indicou que Mauro não precisaria de Bolsonaro pra se reeleger, tem dado ao governador uma postura de quase opositor ao criticar abertamente as ações de Bolsonaro, tanto para limitar o ICMS (imposto estadual), como para conceder um voucher de R$ 1.000,00 para caminhoneiros, como para elevar o Auxílio-Brasil (antigo Bolsa Família) a R$ 600,00 dentre outros benefícios.

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Sem citar diretamente Bolsonaro, Mauro criticou o Congresso Nacional por ter validado as propostas do Governo Federal e disse que entendia o pacote de socorro econômico como “medida eleitoreira”, “papagaiada” e ação de quem só está pensando em ganhar “votinho”. Para muitos bolsonaristas, a aproximação de Mauro nos primeiros meses do ano, sinalizando a aliança ao presidente, foi uma estratégia do governador para não deixar crescer um projeto robusto de oposição com apoio do presidente, o que fatalmente lhe tiraria do cargo.

 

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