MEMÓRIA CURTA
Taques aposta na pauta dos consignados e esquece do RGA
Hoje defensor dos atingidos pelos consignados, Taques teve gestão marcada por greve geral, impasse da RGA e escalonamento da folha
ESPIA AÍ
Em pré-campanha ao Senado, o ex-governador Pedro Taques (PSB) voltou a se reunir com servidores públicos para discutir o endividamento provocado pelos empréstimos consignados. Durante agenda em Tangará da Serra, no último sábado (25), ele afirmou que há trabalhadores que contrataram empréstimos de R$ 10 mil e hoje acumulam dívidas próximas de R$ 90 mil. Também disse que seu escritório representa cerca de 45 mil servidores em ações judiciais contra contratos firmados com o Banco Master e defendeu a suspensão dos descontos questionados após a Operação Fugazi, da Polícia Federal.
O discurso, porém, contrasta com a relação que o próprio Taques teve com o funcionalismo durante o período em que governou Mato Grosso. Em 2016, sua gestão anunciou que não concederia a Revisão Geral Anual (RGA), chegando a defender reajuste de “0%”, o que provocou uma greve histórica que unificou praticamente todas as categorias do serviço público estadual, de professores, profissionais da saúde e agentes penitenciários a delegados, fiscais de tributos e demais carreiras de Estado.
Naquele período, o governo também alterou o calendário de pagamento da folha, escalonando os salários dos servidores da ativa, aposentados e pensionistas em quatro datas — dias 5, 10, 14 e 21 de cada mês — sob o argumento de dificuldades financeiras, levando muitos servidores a procurarem empréstimos consignados. Na época, a decisão foi alvo de críticas das entidades representativas, que também questionavam o atraso na concessão da RGA e a condução das negociações.
Agora, oito anos depois, Taques percorre o interior do Estado defendendo os servidores atingidos pelo escândalo dos consignados. Em Tangará da Serra, afirmou que, quando deixou o governo, o comprometimento máximo da renda com empréstimos era de 35% e criticou casos atuais em que os descontos ultrapassariam 65% da remuneração. O ex-governador também disse que protocolou novas representações junto ao Ministério Público após a operação da Polícia Federal e defendeu a suspensão dos descontos dos contratos investigados
ESPIA AÍ
Pivetta diz ter liberado Republicanos de negociar MT com o PL
Governador afirma que pediu à direção nacional da sigla para desvincular Mato Grosso das tratativas sobre a sucessão presidencial.
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que pediu à direção nacional do partido para retirar Mato Grosso das negociações com o PL envolvendo a eleição presidencial de 2026. Segundo ele, a definição da disputa estadual deve ocorrer de forma independente das articulações nacionais.
Nas últimas semanas, a imprensa nacional informou que o Republicanos teria condicionado o apoio a uma eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República à retirada da candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso.
Pivetta disse que conversou há cerca de 15 dias com o presidente nacional da legenda, deputado federal Marcos Pereira, e afirmou que o partido não precisava “gastar energia” utilizando Mato Grosso como moeda de negociação.
Apesar da conversa, o governador afirmou que não acompanha mais as tratativas entre as duas siglas e disse desconhecer se o Estado foi efetivamente retirado das negociações. A declaração ocorre dias após o PL oficializar, em convenção estadual, a candidatura de Wellington Fagundes ao governo, enquanto Republicanos e PL seguem discutindo uma possível composição para a disputa presidencial de 2026.
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