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“Tropa de choque” de Pátio ataca vereadores que derrubaram aumento de IPTU

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Depois de perder pela segunda vez no ano uma votação em que almejava criar ou aumentar tributos ao cidadão de Rondonópolis, em plena pandemia, o prefeito Zé Carlos do Pátio (SD) liberou seus apoiadores para tentar inverter nas redes sociais o desgaste ao veto do legislativo ao reajuste do IPTU, nesta semana.

“Especialistas” em defender o indefensável, tradicionalmente utilizando-se da distorção da realidade, vereadores aliados, como Jonas Rodrigues (SD), e militantes virtuais do prefeito estão tentando emplacar a tese de que os oito vereadores que barraram o aumento do IPTU teriam agido em defesa do setor da especulação imobiliária.

Uma imagem está circulando com a informação de que investidores do ramo imobiliário teriam bancado vereadores que votaram contra o prefeito com o valor de R$ 10 mil. Pátio precisava de 14 dos 21 votos para emplacar a proposta de atualização da planta de valores dos imóveis locais e subir o IPTU. Só teve 13.

Assim como foi no primeiro semestre, quando não conseguiu emplacar uma taxa de ecoponto, Pátio teve nova prova de que não tem o legislativo em suas mãos como queria. Parlamentares que votaram contra o aumento do IPTU lamentaram ao MINUTO MT a postura antidemocrática de apoiadores do prefeito.

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Segundo relatam, é rotineiro que estas pessoais não aceitem derrotas democráticas no parlamento e então passem a se justificar por meio de ataques e mentiras junto a sociedade, tentando arranhar a imagem daquelas que não disseram “amém” ao prefeito.

Os responsáveis barrar investida no IPTU foram os vereadores Júnior Mendonça (PT), Subtenente Guinâncio (PSDB), Dr. José Felipe (PODEMOS), Marisvaldo Gonçalves (PSL), Paulo Schuh (DC), Kalynka Meirelles (REPUBLICANOS), Marildes Ferreira (PSB) e Investigador Gerson (MDB).

Defensor apaixonado de Pátio, o vereador Jonas, já citado no início da matéria, tem se mostrado em grupos de WhatsApp como o maior revoltado com a não aprovação do aumento do imposto e tem entregado maior parte do seu tempo para tentar emplacar a tese de que os oito vereadores que salvaram o bolso do cidadão, na verdade, votaram contra melhorias na saúde, educação e outros setores essenciais.

O argumento vereador, que também é servidor público de carreira, não dialoga com a verdade, já que cidade vai “muito bem e obrigado” em relação ao caixa para executar políticas públicas. O prefeito Zé Carlos do Pátio, para quem ainda não sabe, tem tido mais de R$ 1 bilhão de orçamento anual para gerenciar a cidade. Isso, convenhamos, é dinheiro para dar e sobrar.

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Ao ver a primeira tese não emplacada, Rodrigues não se deu por satisfeito e agora insiste na linha de que quem votou contra o aumento do IPTU e agora está “fazendo propaganda, está ligado a ACIR, CDL e OBSERVATÓRIO SOCIAL”, que segundo ele “são os que mais tem (supostamente terrenos)”, reforçando que os colegas de parlamento estão a “serviço dos poderosos”, utilizando-se da já conhecida tática de colocar pobres contra ricos para justificar absurdos.

 Confira: 

Na prática, contudo, o cidadão, que é o maior interessado nessa história, já tem a garantia que o IPTU 2022 não virá reajustado como o prefeito queria. Pátio agora só poderá obrigar o povo a pagar mais em relação ao imposto no exercício 2023. Para tanto, terá que ter mais articulação dentro do legislativo e conseguir os 14 votos, no ano que vem. O de Jonas, com certeza, ele já tem.

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Pátio e Mauro se revoltam com ações de socorro econômico de Bolsonaro

Elevação do Auxílio-Brasil para R$ 600, voucher de R$ 1.000,00 para caminhoneiros e outras medidas irritaram governador e prefeito

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O prefeito é defensor declarado do retorno de Lula ao comando do país, já o governador diz ser bolsonarista, mas não tem economizado em críticas ao atual presidente. FOTO - Antônio Carmelo

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil) e o prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio (PSB), cada dia mais próximos e trocando “carícias verbais” na imprensa, detonaram o Congresso Nacional e o Governo de Jair Bolsonaro (PL) pela aprovação da PEC 01/2022, que abriu, nesta semana, R$ 40 bilhões de créditos no orçamento da União para conceder aumento ao programa Auxílio Brasil e outros benefícios sociais.

Para o governador, não passa de “mais uma medida eleitoreira”, em virtude de ter sido aprovada a apenas três meses das eleições. “É muito ruim você ver o governo federal, nas vésperas de eleição, não só o Executivo, mas todo o Congresso, pensando apenas num jeito de ganhar um ‘votinho’. Isso é muito ruim, isso quebra a sociedade brasileira, isso quebra o nosso país, quebra o nosso estado. Ou você faz um trabalho sério, honesto, verdadeiro, ou a gente vai pro buraco”, afirmou Mauro, em entrevista nesta sexta-feira (1º), causando estranheza, sobretudo após o próprio Bolsonaro surgir publicamente para dizer que caminhará lado a lado ao gestor estadual nas eleições 2022.

Entre as medidas aprovadas, dentro de um pacote de “socorro econômico”, para minimizar sobretudo  efeitos da pandemia, está previsto reajuste de R$ 400 para R$ 600 do Auxílio Brasil (ex-Bolsa Família), aumento de R$ 53 para R$ 120 do vale-gás, criação do auxílio-caminhoneiro de R$ 1 mil e criação de um auxílio para taxistas, com custo de R$ 2 bilhões.

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Para Mauro, que não costuma colocar a população mais carente como pauta de suas ações, o momento é o pior possível, pois o Governo Federal está sem capacidade para investimentos e, ainda assim, amplia a assistência social. “Eu sempre critiquei e vou continuar criticando medidas eleitoreiras, medidas de cunho eleitoral sem planejamento, sem lastro na capacidade real, sem lastro numa política pública de médio e longo prazo. O governo federal hoje não consegue fazer nada de investimento”, atacou o governador.

Mauro, na verdade, está em uma espécie de “guerra fria” com Bolsonaro desde que o presidente conseguiu aprovar no mesmo Congresso Nacional, nos últimos dias, um teto máximo de 17% ao ICMS, imposto estadual que representa próximo de 90% da sua arrecadação. Mendes terá que reduzir em 6%, por exemplo, a incidência tributária sobre a gasolina e, ao todo, perderá mais de R$ 1 bilhão de recursos que recolheria do bolso do cidadão.

Mendes até foi orientado a segurar os ataques a Bolsonaro em virtude do ano eleitoral, todavia, o governador se sente absoluto e diante da inércia da oposição em lançar um nome competitivo não vê mais necessidade de ter o apoio do presidente para garantir sua reeleição e decidiu “chutar o balde” e vem chamando de “manobra” todas as recentes atitudes do mandatário nacional.

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“Se tivesse feito esse planejamento lá atrás, em 2021, aprovado pra esse ano, eu não estaria fazendo essa fala. Agora, de última hora, 3 meses antes da eleição, é achar que o povo é bobo também, né. O povo não é bobo. Hoje em dia o cidadão eleitor está muito esperto (…) O que salva esse país é um trabalho sério, honesto e competente. Fora disso, é papagaiada, é medida eleitoreira”, esbravejou o governador.

Já o prefeito Zé do Pátio (PSB), que comanda a maior cidade do interior de Mato Grosso, também tratou de criticar. O que chamou atenção, contudo, é que Pátio, defensor assíduo de Lula (PT), principal ameaça ao projeto de reeleição de Bolsonaro, teve muito mais cuidado de criticar do que o próprio Mendes, que se diz aliado bolsonarista.

“Não posso aqui deixar de colocar uma dúvida no ar, com esses projetos de emenda constitucional que estão acontecendo em Brasília. Que na minha opinião está comprometendo a receita dos municípios e pode comprometer sim os interesses da sociedade mato-grossense neste momento. Nós não podemos fazer demagogia por dinheiro com a receita dos municípios. E isso está acontecendo (…) Estamos vendo algumas atitudes em Brasília que têm que ser questionadas”, sinalizou Pátio, sem utilizar palavras mais fortes, feito o governador.

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