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VEJA divulga pesquisa que aponta empate técnico entre Lula e Bolsonaro

A amostragem trouxe o petista com 39% das intenções de voto contra 37% do atual presidente, praticamente sepultando a ideia de terceira via

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Ex-presidente e atual devem fazer segundo turno extremamente disputado

Pesquisa divulgada pelo Instituto Gerp e repercutida pela versão online da VEJA, nesta segunda-feira (6), mostra Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL) separados por apenas dois pontos de diferença na corrida ao Planalto.

A amostragem trouxe o petista com 39% das intenções de voto contra 37% do atual presidente. Ciro Gomes (PDT) tem 7% e André Janones 3% (AVANTE). O ex-presidente Michel Temer (MDB), surpreendentemente, surgiu com 2%, mesmo percentual de sua colega de partido, Simone Tebet (MDB). Temer, todavia, não irá concorrer.

O militante de esquerda, Leonardo Péricles, do estreante Unidade Popular pelo Socialismo – UP, marcou 1% e os demais nomes colocados na disputa não pontuaram.

A pesquisa mostra que a disputa pelo Planalto estabilizou. Com a saída de João Doria, Lula, Bolsonaro e Ciro cresceram em relação a abril. Janones subiu um ponto.

O Gerp ouviu 2.095 eleitores de todas as regiões do país entre os dias 30 de maio e 3 de junho. A margem de erro é de 2 pontos.

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Bem nas pesquisas, Mauro não admite que apoio de Bolsonaro influencia

Na última pesquisa realizada pelo instituto PercentBrasil, Mendes venceria em primeiro turno, com 62,5% dos votos válidos.

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Governador se irritou com fala de bolsonarista que sua consolidação em pesquisas tinha relação com anúncio de apoio do presidente

Mesmo depois de um anúncio público do presidente, Jair Bolsonaro (PL), que ignorou as tantas críticas que recebeu e colocou seu prestígio a favor de Mauro Mendes (UB), que tenta reeleição, o governador não admite que a força eleitoral do mandatário nacional tenha qualquer influência nos seus bons números em pesquisas de intenção de voto.

Vaidoso, Mauro sustenta que os seus projetados mais de 60% de prováveis votos válidos, que surgiu na amostragem, e toda boa avaliação da população à sua gestão são frutos do trabalho que tem feito desde 2019 e chegou a mostrar até visivel irritação, quando questionado no fim de semana sobre isso.

A declaração do governador ocorreu devido a uma fala do deputado estadual, Gilberto Cattani (PL), que afirmou que Mendes e o senador Wellington Fagundes (PL) só estavam favoritos nas pesquisas por causa do presidente Jair Bolsonaro (PL), que adiantou apoio aos dois. Para Mauro, não teve peso.

“Nossa administração foi conhecida em cima de trabalho e de resultados, se alguém desconhece isso é porque não vive em Mato Grosso, não conhece os números do nosso estado”, afirmou.

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Na última pesquisa realizada pelo instituto PercentBrasil, Mendes venceria em primeiro turno, com 62,5% dos votos válidos. A pesquisa foi realizada entre os dias 01 e 06 de junho e foram entrevistados 812 pessoas por telefone.

O governador disse que os números são um reflexo dos investimentos feitos em Mato Grosso que, segundo ele, inclui todas as áreas do serviço público.“Se nós estamos bem nas pesquisas não é devido à A, B ou C e sim tudo aquilo que o governo fez. Somos o estado que mais investe”, disse.

Críticas a Bolsonaro

A aparente “certeza de vitória”, já materializada por um dos seus principais aliados, o ex-senador Cidinho Santos, que desdenhou e indicou que Mauro não precisaria de Bolsonaro pra se reeleger, tem dado ao governador uma postura de quase opositor ao criticar abertamente as ações de Bolsonaro, tanto para limitar o ICMS (imposto estadual), como para conceder um voucher de R$ 1.000,00 para caminhoneiros, como para elevar o Auxílio-Brasil (antigo Bolsa Família) a R$ 600,00 dentre outros benefícios.

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Sem citar diretamente Bolsonaro, Mauro criticou o Congresso Nacional por ter validado as propostas do Governo Federal e disse que entendia o pacote de socorro econômico como “medida eleitoreira”, “papagaiada” e ação de quem só está pensando em ganhar “votinho”. Para muitos bolsonaristas, a aproximação de Mauro nos primeiros meses do ano, sinalizando a aliança ao presidente, foi uma estratégia do governador para não deixar crescer um projeto robusto de oposição com apoio do presidente, o que fatalmente lhe tiraria do cargo.

 

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