CUIABÁ

ESPIA AÍ

Vereador cassado questiona relacionamento pessoal de juíza com prefeito

Publicados

ESPIA AÍ

Condenado pela juíza da 40ª zona eleitoral de Primavera do Leste, Lidiane Pampado, o vereador da cidade, Luís Costa (PDT), apresentou elementos à reportagem do MINUTO MT, neste início de fim de semana, que apontariam para uma ligação pessoal entre a magistrada e o prefeito local, Léo Bortolin (MDB).

Luís é um dos principais oposicionistas políticos do prefeito e acumula diversas denúncias contra a gestão municipal no Ministério Público Estadual – MPE e sobretudo em suas redes sociais. Aliás, exatamente por um “abuso econômico e de mídia”, configurado no conteúdo de suas postagens, foi que a juíza acolheu a denúncia e cassou o mandato do parlamentar, no início do mês.

O vereador só efetivamente sairá do cargo caso tenha novas derrotas no Tribunal Regional Eleitoral – TRE/MT e, eventualmente, no Tribunal Superior Eleitoral – TSE, caso recorra. Para a primeira Corte citada, ele já protocolou recurso e deve entrar, em breve, com uma representação contra a juíza eleitoral no Conselho Nacional de Justiça – CNJ, o que em acolhimento pode até resultar em uma reavaliação do caso por outro juiz.

Possível parcialidade

Costa alega que Lidiane faz parte de um grupo que reúne as famílias da elite econômica e social da cidade, em que também faz parte o prefeito. Ela ainda é amiga, segundo o que apontam fotos postadas em redes sociais, da deputada estadual, Janaína Riva (MDB), extremamente ligada politicamente e, inclusive, do mesmo partido do prefeito de Primavera.

Nos últimos dias, em discurso emocionado no parlamento que faz parte, o vereador reiterou sua tese quanto a falta de condição da juíza em julgar seu caso. “Eu acredito que a juíza foi parcial. Se eu fosse policial, eu jamais me sentaria com o traficante. É mesma coisa que a juíza fez, em festa sentada com o prefeito e a deputada Janaína Riva”, comparou.

Leia Também:  Fábio Garcia e Mauro Mendes mentem na imprensa em ano eleitoral

Desabafo

O parlamentar reforçou sua condição de adversário do prefeito e disse até que foi procurado para receber propina enviada pelo vice-prefeito, Ademir Góes (MDB), para que diminuísse o entusiasmo com que avança sobre a gestão. Vestido com as cores do Brasil, Luis afirma que se orgulha de ter negado o recurso financeiro.

“Se eu sair (do mandato), sairei de cabeça erguida porque não roubei e não aceitei os presentes do rei”, metaforizou, lembrando que os mesmos vereadores que agora se colocam favoráveis à perda do seu mandato negaram uma CPI contra Elton Baraldi (MDB), o Nhonho, também vereador e aliado de Bortolin, autor da denúncia que embasa sua cassação.

Segundo ressaltou Luis, existem “provas e prints” que apontam para uma possível participação de Nhonho em fraudes de licitações locais, com o “uso de laranjas” definidos pelo emebedista como concorrentes, em contrato de R$ 4 milhões. “Ele (Baraldi) que é o acusado de ser criminoso. Os senhores vereadores deveriam ter vergonha”, esbravejou-se Luis, apontando o dedo para os colegas de parlamento.

Contra-ataque

O pedetista ainda lembrou do passado em que Bortolin conseguiu se livrar da acusação de ter comprado drogas com um celular funcional, ainda enquanto membro do legislativo e em um caso que envolvia até a gravação da famigerada negociação, após uma absolvição promovida pelo juiz Alexandre Pampado, esposo de Lidiane.

Show do Embaixador

A juíza, vestida de vermelho, e o prefeito, também de vermelho, ao fundo, no mesmo camarote…

Ainda de acordo Luis, em uma live recente do cantor Gusttavo Lima na cidade, que acabou virando um “show para a elite”, em plena pandemia, a magistrada estava no camarote em que se fez presente o prefeito e outras pessoas intimamente  ligadas ao gestor municipal.

Festas nobres

A juíza Lidiane Pampado ao lado de Janaína Riva, do mesmo partido e aliada de Léo Bortolin, em Primavera do Leste…

O político ainda aponta para outras festas no condomínio Porto Seguro, área nobre de Primavera, em que a família Bortolin e Pampado interagiram, muitas vezes com a ilustre presença de Janaína Riva. “Me preocupa porque, infelizmente, sabemos que os processos correm em outra velocidade quando há interesse político, impedindo a chance de defesa do acusado”, justificou Luis.

Leia Também:  Emanuel cutuca Michelly e marido, por repasse a reality de Jajah

Sentença sobre posts

Em sua decisão, a juíza apontou que Luis usou suas mídias sociais para denúncias das quais tinham conhecimento de serem inverídicas, apenas com a pretensão de ter lucros eleitorais, o que muitos chamam de “fake news”.

“Concluiu-se, portanto, que as circunstâncias que envolvem o caso em apreço se amparam em elementos probatórios suficientes para caracterização da fraude eleitoral praticada pelo impugnado, cuja conduta está demonstrada nos autos de forma detalhada. A utilização eleitoral de meios de comunicação social “denunciando” fatos que sabem ser inverídicos, denegrindo propositalmente a imagem de outro candidato, indubitavelmente, trazem em si o dolo de conquistar a simpatia e o apoio político do eleitoral local, trazendo benefício da candidatura do impugnado ao se utilizar de tais artifícios para auferir dividendos eleitorais, afetando a isonomia entre os candidatos, postura que deve ser afastada pelo Judiciário”, sentenciou Pampado.

Ao TRE

Em recurso protocolado pelo advogado Daniel Ramalho no TRE, que representa Luis, a defesa argumentou que a magistrada não tem como aferir o real impacto no eleitorado das informações veiculadas pelo vereador. “O juízo ao afirmar, que houve uso excessivo de expressão, estados mentais equivocados nos eleitores, falsa percepções nos eleitores, linguagem exacerbada, baseou-se em suposições subjetivas, não existe limite de falas no ordenamento jurídico, noutro norte o juízo não tem poder de verificar o estado mental do eleitorado”, pontuou.

O site tentou contato direto com o prefeito Léo Bortolin e com a própria magistrada, mas não conseguiu. O espaço segue aberto, caso queiram se manifestar.

 

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

ESPIA AÍ

Pátio e Mauro se revoltam com ações de socorro econômico de Bolsonaro

Elevação do Auxílio-Brasil para R$ 600, voucher de R$ 1.000,00 para caminhoneiros e outras medidas irritaram governador e prefeito

Publicados

em

O prefeito é defensor declarado do retorno de Lula ao comando do país, já o governador diz ser bolsonarista, mas não tem economizado em críticas ao atual presidente. FOTO - Antônio Carmelo

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil) e o prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio (PSB), cada dia mais próximos e trocando “carícias verbais” na imprensa, detonaram o Congresso Nacional e o Governo de Jair Bolsonaro (PL) pela aprovação da PEC 01/2022, que abriu, nesta semana, R$ 40 bilhões de créditos no orçamento da União para conceder aumento ao programa Auxílio Brasil e outros benefícios sociais.

Para o governador, não passa de “mais uma medida eleitoreira”, em virtude de ter sido aprovada a apenas três meses das eleições. “É muito ruim você ver o governo federal, nas vésperas de eleição, não só o Executivo, mas todo o Congresso, pensando apenas num jeito de ganhar um ‘votinho’. Isso é muito ruim, isso quebra a sociedade brasileira, isso quebra o nosso país, quebra o nosso estado. Ou você faz um trabalho sério, honesto, verdadeiro, ou a gente vai pro buraco”, afirmou Mauro, em entrevista nesta sexta-feira (1º), causando estranheza, sobretudo após o próprio Bolsonaro surgir publicamente para dizer que caminhará lado a lado ao gestor estadual nas eleições 2022.

Entre as medidas aprovadas, dentro de um pacote de “socorro econômico”, para minimizar sobretudo  efeitos da pandemia, está previsto reajuste de R$ 400 para R$ 600 do Auxílio Brasil (ex-Bolsa Família), aumento de R$ 53 para R$ 120 do vale-gás, criação do auxílio-caminhoneiro de R$ 1 mil e criação de um auxílio para taxistas, com custo de R$ 2 bilhões.

Leia Também:  Pátio e Mauro se revoltam com ações de socorro econômico de Bolsonaro

Para Mauro, que não costuma colocar a população mais carente como pauta de suas ações, o momento é o pior possível, pois o Governo Federal está sem capacidade para investimentos e, ainda assim, amplia a assistência social. “Eu sempre critiquei e vou continuar criticando medidas eleitoreiras, medidas de cunho eleitoral sem planejamento, sem lastro na capacidade real, sem lastro numa política pública de médio e longo prazo. O governo federal hoje não consegue fazer nada de investimento”, atacou o governador.

Mauro, na verdade, está em uma espécie de “guerra fria” com Bolsonaro desde que o presidente conseguiu aprovar no mesmo Congresso Nacional, nos últimos dias, um teto máximo de 17% ao ICMS, imposto estadual que representa próximo de 90% da sua arrecadação. Mendes terá que reduzir em 6%, por exemplo, a incidência tributária sobre a gasolina e, ao todo, perderá mais de R$ 1 bilhão de recursos que recolheria do bolso do cidadão.

Mendes até foi orientado a segurar os ataques a Bolsonaro em virtude do ano eleitoral, todavia, o governador se sente absoluto e diante da inércia da oposição em lançar um nome competitivo não vê mais necessidade de ter o apoio do presidente para garantir sua reeleição e decidiu “chutar o balde” e vem chamando de “manobra” todas as recentes atitudes do mandatário nacional.

Leia Também:  Emanuel cutuca Michelly e marido, por repasse a reality de Jajah

“Se tivesse feito esse planejamento lá atrás, em 2021, aprovado pra esse ano, eu não estaria fazendo essa fala. Agora, de última hora, 3 meses antes da eleição, é achar que o povo é bobo também, né. O povo não é bobo. Hoje em dia o cidadão eleitor está muito esperto (…) O que salva esse país é um trabalho sério, honesto e competente. Fora disso, é papagaiada, é medida eleitoreira”, esbravejou o governador.

Já o prefeito Zé do Pátio (PSB), que comanda a maior cidade do interior de Mato Grosso, também tratou de criticar. O que chamou atenção, contudo, é que Pátio, defensor assíduo de Lula (PT), principal ameaça ao projeto de reeleição de Bolsonaro, teve muito mais cuidado de criticar do que o próprio Mendes, que se diz aliado bolsonarista.

“Não posso aqui deixar de colocar uma dúvida no ar, com esses projetos de emenda constitucional que estão acontecendo em Brasília. Que na minha opinião está comprometendo a receita dos municípios e pode comprometer sim os interesses da sociedade mato-grossense neste momento. Nós não podemos fazer demagogia por dinheiro com a receita dos municípios. E isso está acontecendo (…) Estamos vendo algumas atitudes em Brasília que têm que ser questionadas”, sinalizou Pátio, sem utilizar palavras mais fortes, feito o governador.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍCIA

BRASIL E MUNDO

AGRO E ECONOMIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA