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Tenista de 12 anos de Cuiabá é o TOP 1 do Brasil

Dudu Cuiabaninho faz parte da 3ª geração de tenistas da família. A família do pai toda joga tênis e inspirou o jovem atleta

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Esportes

O talento do garoto acaba de cruzar fronteiras e ele recebeu o convite para participar do Torneio Sulamericano por Equipes, sediado em Uruguai. FOTO - Rogério Florentino/OD

Foco, disciplina e muito treino fazem parte do dia-a-dia do tenista júnior Livas Eduardo Damazio, o ‘Dudu Cuiabaninho’, que começou a jogar aos 5 anos de idade, após acompanhar toda sua família no esporte, e já é o top 1 do Brasil em sua idade atual, 12 anos.

Com o sonho de ser o melhor do mundo, Dudu percorre o Brasil, participando de competições e mantendo um desempenho digno de um campeão. Neste ano, o tenista disputou 56 jogos, perdendo apenas dois.

A atuação de Dudú foi notada pela Confederação Brasileira de Tênis (CBT), que o surpreendeu com um convite para participar do Torneio Sulamericano por Equipes, sediado em Uruguai.

“Eu gostei muito do convite, fiquei bastante emocionado e agora estou correndo atrás e treinando muito para o torneio. Nunca joguei com os internacionais e além disso, vai ser minha primeira viagem internacional, e também, sozinho. Irei com a equipe e o técnico Murilo Martiniano”, disse Dudu.

O pai do campeão, Livas Tarcilio Damazio, é treinador na academia de tênis Tennis Company, em Cuiabá. Ao site Olhar Direto, ele conta um pouco sobre a rotina de treinos do menino e os desafios que toda a família enfrenta, pois o sonho dele reúne também os irmãos.

“A gente trabalha diariamente, dependendo do dia temos um trabalho específico, respeitando o corpo dele. Estamos falando de uma criança de 12 anos, é super importante a gente respeitar a questão cronológica e fisiológica. A gente tem desejo de competir profissionalmente e temos trabalhado para isso. Os resultados dele tem mostrado muita coisa legal, o quanto ele está desenvolvendo e melhorando”, disse Livas Tarcílio.

Dudu aposta em jogos ofensivos, com pouca defesa e muito ataque. Para o tenista júnior, a maior dificuldade nos jogos pelo Brasil, e agora América do Sul, é a diferença na altitude das cidades.

“Eu enfrento adversários difíceis pelo caminho, mas treino muito. Ser o melhor me insputa. São cinco horas de treino, todos os dias, então minha rotina é bem corrida. Saio da escola, treino um pouco, almoço e depois mais treino. Além disso, tenho acompanhamentos de preparadores físicos para fortalecimento muscular e fisioterapia”, conta um pouco o Cuiabaninho.

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Fazem parte da equipe técnica do jovem, o seu pai, seu irmão mais velho, Pedro, o treinador Robson Nunes e o fisioterapeuta Lawrence.

Esporte de família

Dudu Cuiabaninho faz parte da 3ª geração de tenistas da família. A família do pai toda joga tênis. Seus tios, irmão, tios-avôs e primos jogam há decadas. E seguindo o rumo do jovem, o irmão mais novo quer ser igual a ele, como conta a mãe, Júlia Carvalho Damázio.

“O pequeno já quer ser igual ele, participar dos torneios, ganhar troféus. Todo mundo entrou nesse sonho”, diz a mãe, que também joga no Tennis Company.

Julia contou ainda que o sonho do filho é muito grande, mas todos o apoiam e incentivam. “É um sonho muito grande, muito alto e muito caro. Nós temos feito de tudo para ajudar ele, recentemente eu sai do serviço para estar viajando junto com ele. E a gente tem que lutar pelo sonho do nosso filho e temos que incentivar ele. Ele quer ser o número um do mundo, e temos que incentivar”.

“É um desafio que já estamos aprendendo a lidar. No começo era bem desafiador, a gente já passou por situação de não ter recurso e ter só a passagem dele, e ele topar o desafio de viajar sozinho. Aperta o coração como pai, mas a gente fica muito feliz porque vemos ele desenvolvendo, crescendo, criando e tendo responsabilidades no sonho dele”, complementa o pai.

Convites

Diante dos bons resultados, Dudu tem recebido convites para viver em grandes centros pelo Brasil. De acordo com o pai e treinador, o menino também recebeu uma proposta de uma agência americana para ir aos Estados Unidos, ter uma vivência em treinos e competição no país.

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“A viagem será totalmente custeada por uma agência e escola americana, que reúne os melhores de cada categoria. E além disso, quando ele estiver com uma idade oportuna, há possibilidade de ele competir lá”, explica Livas Tarcílio.

“Queima no nosso coração o desejo de uma universidade, uma bolsa de estudos, nós como pais queremos isso. Ele almeja ser profissional, mas são duas coisas que caminham lado a lado. Se não funcionar aqui, você tem uma vertente que funciona. Ele aprendeu dentro de casa que não se vai a lugar nenhum sem estudo. E a gente sempre atribui o esporte como uma ferramenta educacional. Estamos num ambiente, que está ensinando disciplina, respeito, construção de caráter. A gente sabe como o tênis é indispensável para a socialização e educação da criança e indíviduo”, continua.

Agora, Dudu almeja estar entre os 20 melhores no ranking da Confederação Sul-Americana de Tênis (Cosat). No início do ano, ele não imaginava disputar jogos internacionais ainda em 2022. Mas agora que os convites chegam, o jovem quer se dedicar a entrar na classificação, que engloba tenistas a partir dos 14 anos.

“O Cosat é uma categoria que começa aos 14 anos e ele quer entrar já com 12 anos. Ele quer ter um novo desafio, para ele já nao tem mais. Ele quer crescer, zona de conforto não faz ele crescer, então tem que correr atrás”, explica a mãe, Julia.

“Ele tem vontade, tem sonho, os resultados são legais e ele está sempre melhorando. Estamos sempre desenvolvendo, sem esquecer o longo prazo. A gente brinca com ele, atleta quando está cheio, não tem vontade de comer”, finalizou o pai.

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Esportes

Elenco do Cuiabá vibra com fim de jejum e vitória fora de casa

O Dourado chegou a ficar, temporariamente, fora da zona da degola, mas acabou retornando com as vitórias, mais tarde, de América-MG e Coritiba

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Time comandado pelo português, António Oliveira, abandonou série incômoda sem vitórias

Após quatro partidas sem vencer, o Cuiabá virou para cima do Avaí por 2 a 1 e garantiu os primeiros três pontos sob o comando do técnico António Oliveira, neste domingo (3), jogando no Ressacada.

Eduardo abriu o placar para o Leão da Ilha e Valdívia fez valer a lei do ex e empatou o duelo. O zagueiro Joaquim fez seu primeiro gol pelo Dourado e carimbou a vitória, em sua segunda participação com a equipe.

Com o resultado, o time catarinense se mantém no meio da tabela com 18 pontos e o auriverde chegou a ficar, temporariamente, fora da zona de rebaixamento, mas acabou retornando com as vitórias, mais tarde, de América-MG e Coritiba, pra a temida 18ª posição.

Todavia, o triunfo no sul serviu de motivação para o elenco, que postou foto mostrando empolgação após a conquista dos três pontos.

O Jogo

A primeira etapa da partida se encerrou com cinco finalizações para cada lado. Apesar dos números, o Avaí se manteve melhor posicionado no ataque e abriu o placar com Eduardo.

O gol saiu aos 30 minutos quando Morato arriscou forte chute de longe com Walter espalmando a bola para o meio da área. O camisa 22 do Avaí aproveitou a chance e balançou as redes.

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O Dourado voltou para o segundo tempo mais agressivo, conseguindo superar as dificuldades ofensivas que permaneceram com a equipe nos primeiros quarenta e cinco minutos.

O empate saiu de um belo chute do meia Valdívia, que dominou no peito e finalizou de longe após a zaga do seu ex-clube afastar mal. A bola toca na trave antes de entrar e mata o goleiro Douglas.

Com pressão ofensiva e após várias chegadas ofensivas, o Auriverde virou a partida com zagueiro Joaquim Henrique aproveitando rebote da cabeçada de Rodriguinho, que subiu livre e cabeceou para Douglas espalmar para dentro da pequena área.

Joaquim se esticou mais que a marcação e empurrou para o fundo das redes. Esse foi o primeiro tento do jovem defensor que fez sua segunda partida como titular com a equipe.

A virada no Ressacada garantiu a primeira vitória do técnico português, António Oliveira, que parece já ter conquistado a confiança do elenco. O próximo compromisso do Dourado será no domingo, 10, contra o Botafogo, na Arena Pantanal.

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