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Brasil registra superávit de US$ 3,2 bi na primeira semana de junho
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Na 1ª semana de junho de 2026, a balança comercial registrou superávit de US$ 3,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 12,7 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 8 bilhões e importações de US$ 4,7 bilhões.
No ano, as exportações totalizam US$ 156,6 bilhões e as importações, US$ 120,7 bilhões, com saldo positivo de US$ 35,9 bilhões e corrente de comércio de US$ 277,21 bilhões. Esses e outros resultados foram divulgados nesta segunda-feira (8/6), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).
Nas exportações, comparadas as médias até a 1ª semana de junho/2026 (US$ 1,997 bi) com a de junho/2025 (US$ 1,451 bi), houve crescimento de 37,6%. Em relação às importações houve crescimento de 2,3% na comparação entre as médias até a 1ª semana de junho/2026 (US$ 1,186 bi) com a do mês de junho/2025 (US$ 1,158 bi).
Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês // 1º Semana de Junho/2026
Assim, até a 1ª semana de junho/2026, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 3.184,04 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 811,63 milhões. Comparando-se este período com a média de junho/2025, houve crescimento de 22,0% na corrente de comércio.
Exportações e importações por Setor
No acumulado até a 1ª semana do mês de junho/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 126,13 milhões (36,6%) em Agropecuária; de US$ 120,75 milhões (38,5%) em Indústria Extrativa e de US$ 295,93 milhões (37,6%) em produtos da Indústria de Transformação.
No acumulado até a 1ª semana do mês de junho/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 1,78 milhões (8,0%) em Agropecuária; de US$ 19,58 milhões (41,6%) em Indústria Extrativa e de US$ 8,53 milhões (0,8%) em produtos da Indústria de Transformação.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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“Sair do Mapa da Fome é um grande marco e também um ponto de partida para novos desafios”, disse Boulos na abertura do encontro do Consea
O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) iniciou nesta segunda-feira (8) o Encontro Nacional + 2 anos, com o objetivo de discutir o trabalho desenvolvido desde a realização da 6º Conferência Nacional realizada no final de 2023.
A programação está voltada ao diagnóstico da situação da segurança alimentar e nutricional (SAN) a partir da conferência, bem como a construção e o fortalecimento de políticas públicas que permitam que o país consiga avançar no combate à fome.
“Primeiro quero reconhecer os avanços dos últimos três na segurança alimentar e na retomada das políticas públicas e a importância dos movimentos sociais do campo e das cidades nesse processo”, disse o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, em saudação aos participantes.
O ministro Boulos, que também é o Secretário-Geral do Consea, ressaltou a conquista representada pela saída do Brasil do Mapa da Fome da ONU, anunciada em julho de 2025, um feito alcançado em apenas dois anos, considerando que 2022 foi um período considerado crítico para a fome no Brasil.
“Sair do Mapa da Fome é um marco importante e pode parecer que o Brasil não tem mais problema. Mas na verdade é um ponto de partida e não de chegada”, afirmou o ministro. De acordo com ele, são inúmeros os desafios, como a qualidade da alimentação chegando à mesa de todos os brasileiros e a garantia de mais orçamento para a agricultura familiar de base agroecológica.
Soberania nacional e alimentar – Guilherme Boulos abordou ainda, como um dos maiores desafios do cenário atual, a soberania alimentar, que representa também soberania nacional. Segundo o ministro, o Consea tem muito a contribuir com essa missão de construir uma estrutura robusta de soberania alimentar num cenário global desafiador e instável.
“O mundo está discutindo isso, como cada país tem condições de lidar com o mercado internacional de commodities e com a especulação que encarece o preço do alimento”, disse Boulos.
O ministro lembrou ainda que não adianta o Brasil ser um dos maiores exportadores de agronegócio do planeta e não ter cadeias produtivas estáveis para abastecer o mercado interno e garantir alimento a um custo barato para a sua população. Por essa razão, de acordo com ele, o Governo do Brasil assume a responsabilidade de estimular e apoiar a agricultura familiar rumo à garantia da soberania alimentar.
Abertura – A abertura do Encontro Nacional + 2 anos, realizada na manhã deste primeiro dia de evento, que segue até quarta-feira (10), contou com a participação da presidenta do Consea, Elisabetta Recine; do conselheiro e representante da sociedade civil pelo Movimento dos Pequenos Agricultores, Anderson Amaro; do coordenador-executivo da Articulação do Semi-Árido Brasileiro (ASA), Naidison Baptista; da secretária de Assistência e Desenvolvimento Social da Bahia, Fabya Reis; do presidente da Conab, Silvio Porto; e do secretário-executivo do MDS e presidente da Câmara Interministerial ou Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), Osmar Ribeiro Júnior.
Fonte: Secretaria-Geral
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