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Líderes de 14 países da América Latina debatem fortalecimento de agências anticorrupção no Ceará
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A Controladoria-Geral da União (CGU) e a Academia Internacional Anticorrupção (IACA) realizam, entre os dias 1º e 3 de junho de 2026, em Fortaleza (CE), o Encontro Regional de Especialistas da América Latina sobre a Mensuração da Efetividade das Agências Anticorrupção (AACs). O evento reúne cerca de 30 participantes, entre dirigentes de agências anticorrupção, especialistas de institutos nacionais de estatística e representantes de organizações internacionais.
A abertura foi conduzida pela ministra substituta da CGU, Eveline Brito, e pelo reitor interino da IACA, Drago Kos. Eveline Brito destacou que a eficácia das instituições públicas está diretamente ligada à confiança da sociedade, que se fortalece por meio da entrega de resultados concretos e de políticas públicas livres da corrupção. Ela ressaltou a importância da transparência como instrumento fundamental para prevenir irregularidades e ampliar o controle social.
“Em um mundo cada vez mais marcado pela inteligência artificial, pela desinformação e por profundas transformações sociais e políticas, a corrupção continua corroendo a confiança pública e ameaçando a democracia, o que exige vigilância e compromisso permanentes com a integridade e a transparência”, afirmou.
O encontro também será um espaço para debates sobre temas emergentes na agenda global de integridade e combate à corrupção, como a transparência no financiamento político e a governança de dados para o uso estratégico de tecnologias voltadas ao fortalecimento da integridade pública e à prevenção da corrupção.
Além do Brasil, estão representados no evento os órgãos anticorrupção da Guatemala, Honduras, Panamá, Suriname e Peru, por meio de seus dirigentes máximos. Também participam representantes da Argentina, Costa Rica, El Salvador, Equador, Paraguai, Uruguai e Venezuela.
Multilateralismo pela integridade
A iniciativa está alinhada à Resolução 10/4 da Conferência dos Estados Partes da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção (UNCAC, na sigla em ingês), que incentiva o desenvolvimento de instrumentos capazes de avaliar e fortalecer a atuação das agências anticorrupção.
No âmbito de seu Programa Global de Mensuração da Corrupção (GPMC), a IACA desenvolveu, em 2025, uma metodologia voltada à avaliação da efetividade dessas instituições. O objetivo é identificar pontos fortes e oportunidades de aprimoramento, além de permitir a análise de tendências globais e regionais relacionadas ao desempenho dos órgãos responsáveis pela prevenção e pelo combate à corrupção.
Mais de 50 agências participaram do projeto-piloto em 2025, incluindo a CGU. Os resultados contribuíram para o aperfeiçoamento da metodologia que será aplicada em 2026.
O encontro de Fortaleza integra uma estratégia global da IACA para ampliar a adesão das agências anticorrupção à iniciativa. Ao longo do ano, também serão realizados encontros regionais no Butão, na Itália, no Egito e na Austrália. A expectativa é que cerca de 100 agências de diferentes países participem da edição 2026 da metodologia de avaliação.
Fonte: Controladoria-Geral da União
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CGU participa de agendas sobre integridade, ética e democracia no Rio de Janeiro
A Controladoria-Geral da União (CGU) participou, nos dias 25 e 26 de maio, de uma série de compromissos institucionais no Rio de Janeiro, voltados ao desenvolvimento de práticas de integridade e transparência e à ampliação do diálogo entre diferentes setores da sociedade. A agenda contou com a participação da secretária de Integridade Pública, Patricia Alvares, e do secretário de Integridade Privada, Marcelo Pontes.
A programação teve início com a participação da secretária Patricia Alvares no II Congresso Carioca de Integridade Pública, realizado no auditório do Museu do Amanhã no dia 25 de maio. Representando o ministro da CGU na mesa de abertura, a secretária destacou a importância da atuação colaborativa entre a União e os entes federativos para a consolidação de políticas de integridade em todo o país.
Promovido pela Secretaria Municipal de Integridade e Transparência (SMIT), o congresso reuniu especialistas para debater os desafios e perspectivas da administração pública, com foco na integração entre inovação tecnológica, ética e transparência governamental. A programação contou ainda com palestra magna do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ricardo Villas Bôas Cueva.
No mesmo dia, Patricia também participou do seminário “Caminhos da Integridade”, organizado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que reuniu representantes do Instituto e da Secretaria de Integridade Pública da CGU para debater iniciativas voltadas ao aprimoramento da ética, da integridade e da transparência na administração pública.
Responsável pela abertura do ciclo de palestras, a secretária ressaltou que a confiança da sociedade nas instituições públicas está diretamente relacionada à capacidade do Estado de oferecer serviços de qualidade, formular políticas públicas baseadas em evidências e assegurar processos decisórios transparentes e participativos. “A confiança é um ativo essencial para a administração pública. E ela se constrói por meio da formulação de políticas públicas equitativas, da transparência e da participação da sociedade nas decisões. Também depende da garantia de justiça e tratamento igualitário aos cidadãos, pilares de um sistema de integridade pública efetivo”, destacou.
Também no Rio de Janeiro, o secretário de Integridade Privada da CGU, Marcelo Pontes, participou, no dia 26 de maio, do evento Conexão Compliance, encontro que destacou o papel das relações público-privadas para a consolidação da democracia. Durante o painel, foram discutidos os desafios e as oportunidades para ampliar a interlocução entre o setor público, a iniciativa privada e a sociedade civil, ressaltando a importância da cooperação institucional para a construção de políticas públicas mais eficazes e alinhadas aos interesses da população.
Para Marcelo Pontes, a democracia se fortalece por meio do diálogo e da transparência entre os diferentes atores sociais. “A democracia se consolida por meio da criação de espaços legítimos, transparentes e colaborativos de cooperação entre o governo, a sociedade civil e as entidades privadas. Esses ambientes de diálogo são fundamentais para fortalecer a confiança institucional e contribuir para a formulação de melhores políticas públicas”, afirmou.

- A secretária Patricia Alvares, durante agenda. Foto: Divulgação

- O secretário Marcelo Pontes durante evento no RJ. Foto: Renata Freire/Divulgação Globo
Fonte: Controladoria-Geral da União
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