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Linha Graça Aranha-Silvânia fortalece transmissão de energia no Brasil
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O fortalecimento do sistema de transmissão de energia no Brasil avançou com a autorização para o início das obras da Linha de Transmissão (LT) ± 800 kV Graça Aranha – Silvânia, na última terça-feira (2/6). Considerado estratégico para ampliar o transporte de energia renovável das regiões Norte e Nordeste aos principais centros consumidores do país, o empreendimento, que passa pelos estados do Maranhão, Tocantins e Goiás, contribuirá para aumentar a segurança e a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Com cerca de 1.500 km de extensão e tecnologia de corrente contínua em ultra alta tensão (± 800 kV), a linha de transmissão contribuirá para reduzir restrições no transporte de energia, aumentar a eficiência da operação do sistema elétrico e viabilizar a integração de novos empreendimentos de geração renovável à matriz energética brasileira. São estimados R$ 18 bilhões de investimentos para a execução da linha, subestações e compensadores síncronos.
A implantação do empreendimento foi autorizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), que emitiu a Licença de Instalação (LI) nº 1563/2026 para a linha de transmissão e suas instalações associadas, permitindo o avanço da fase de construção do projeto.
O empreendimento foi considerado essencial pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) para a segurança eletroenergética nacional e para o avanço da transição energética. A iniciativa fortalece a infraestrutura necessária para acompanhar o crescimento da demanda por energia e ampliar a participação de fontes limpas e renováveis na matriz elétrica brasileira.
A linha de transmissão irá interligar a Subestação Graça Aranha, no Maranhão, à Subestação Silvânia, em Goiás. As obras nas duas subestações já estão em andamento e integram um conjunto de investimentos voltados à ampliação da capacidade de transmissão de energia entre as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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“Sair do Mapa da Fome é um grande marco e também um ponto de partida para novos desafios”, disse Boulos na abertura do encontro do Consea
O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) iniciou nesta segunda-feira (8) o Encontro Nacional + 2 anos, com o objetivo de discutir o trabalho desenvolvido desde a realização da 6º Conferência Nacional realizada no final de 2023.
A programação está voltada ao diagnóstico da situação da segurança alimentar e nutricional (SAN) a partir da conferência, bem como a construção e o fortalecimento de políticas públicas que permitam que o país consiga avançar no combate à fome.
“Primeiro quero reconhecer os avanços dos últimos três na segurança alimentar e na retomada das políticas públicas e a importância dos movimentos sociais do campo e das cidades nesse processo”, disse o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, em saudação aos participantes.
O ministro Boulos, que também é o Secretário-Geral do Consea, ressaltou a conquista representada pela saída do Brasil do Mapa da Fome da ONU, anunciada em julho de 2025, um feito alcançado em apenas dois anos, considerando que 2022 foi um período considerado crítico para a fome no Brasil.
“Sair do Mapa da Fome é um marco importante e pode parecer que o Brasil não tem mais problema. Mas na verdade é um ponto de partida e não de chegada”, afirmou o ministro. De acordo com ele, são inúmeros os desafios, como a qualidade da alimentação chegando à mesa de todos os brasileiros e a garantia de mais orçamento para a agricultura familiar de base agroecológica.
Soberania nacional e alimentar – Guilherme Boulos abordou ainda, como um dos maiores desafios do cenário atual, a soberania alimentar, que representa também soberania nacional. Segundo o ministro, o Consea tem muito a contribuir com essa missão de construir uma estrutura robusta de soberania alimentar num cenário global desafiador e instável.
“O mundo está discutindo isso, como cada país tem condições de lidar com o mercado internacional de commodities e com a especulação que encarece o preço do alimento”, disse Boulos.
O ministro lembrou ainda que não adianta o Brasil ser um dos maiores exportadores de agronegócio do planeta e não ter cadeias produtivas estáveis para abastecer o mercado interno e garantir alimento a um custo barato para a sua população. Por essa razão, de acordo com ele, o Governo do Brasil assume a responsabilidade de estimular e apoiar a agricultura familiar rumo à garantia da soberania alimentar.
Abertura – A abertura do Encontro Nacional + 2 anos, realizada na manhã deste primeiro dia de evento, que segue até quarta-feira (10), contou com a participação da presidenta do Consea, Elisabetta Recine; do conselheiro e representante da sociedade civil pelo Movimento dos Pequenos Agricultores, Anderson Amaro; do coordenador-executivo da Articulação do Semi-Árido Brasileiro (ASA), Naidison Baptista; da secretária de Assistência e Desenvolvimento Social da Bahia, Fabya Reis; do presidente da Conab, Silvio Porto; e do secretário-executivo do MDS e presidente da Câmara Interministerial ou Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), Osmar Ribeiro Júnior.
Fonte: Secretaria-Geral
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