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MME reforça importância da flexibilidade para modernização do setor elétrico
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O Ministério de Minas e Energia (MME) participou, nesta terça-feira (17/6), do painel “Flexibilidade Operacional”, realizado durante a 23ª edição do Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico (ENASE), no Rio de Janeiro, que reuniu autoridades e especialistas para debater os principais desafios e oportunidades para o futuro do setor elétrico brasileiro. Durante o painel, foram debatidos os impactos da crescente participação das fontes renováveis variáveis, como solar e eólica, na operação do Sistema Interligado Nacional (SIN), bem como a importância da flexibilidade operacional para garantir a segurança, a confiabilidade e a expansão das fontes renováveis.
Representando o MME, o secretário Nacional de Energia Elétrica, João Daniel Cascalho, destacou que a evolução da matriz de geração de energia elétrica brasileira requer soluções capazes de atender às novas demandas operativas do sistema com flexibilidade fornecida de diferentes formas, como hidrelétricas com reservatórios, baterias, geração distribuída, resposta da demanda, entre outras.
“Nosso país conta com uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo e continuaremos avançando na expansão das fontes renováveis. Por isso, é fundamental que tenhamos mecanismos que garantam a flexibilidade e a segurança do sistema. Estamos evoluindo o planejamento do setor para considerar não apenas energia, mas também potência, capacidade e serviços essenciais à operação do SIN, assegurando que a modernização da matriz ocorra com eficiência e modicidade para o consumidor”, afirmou.
O secretário ressaltou, ainda, a importância de um planejamento integrado para o setor elétrico, considerando a expansão da oferta de energia elétrica e atributos como potência, capacidade e prestação de serviços ao sistema. Nesse sentido, o Governo do Brasil tem buscado fortalecer a coordenação entre geração, transmissão e requisitos operacionais, acompanhando a rápida transformação da matriz elétrica nacional.
O evento também abordou o papel estratégico do armazenamento de energia e da resposta da demanda na ampliação da flexibilidade do sistema elétrico. Nesse contexto, o avanço regulatório, a redução dos custos tecnológicos e a participação mais ativa dos consumidores – impulsionada pela digitalização e pela abertura do mercado – serão fundamentais para assegurar uma integração cada vez mais eficiente e segura das fontes renováveis ao sistema elétrico brasileiro.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Novo PAC destina R$ 10,5 bilhões para 85 mil novas moradias do Minha Casa Minha Vida Rural e Entidades
O Governo Federal divulgou as propostas selecionadas para a construção de novas moradias do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), nas modalidades Rural e Entidades. Cerca de 50 mil unidades habitacionais foram selecionadas no MCMV Rural, abrangendo 1.198 propostas em 884 municípios. Destinada a famílias residentes em áreas rurais, agricultores familiares e povos e comunidades tradicionais, essa modalidade contemplou, em sua maioria, propostas localizadas em municípios com menos de 50 mil habitantes das regiões Norte e Nordeste.
No Minha Casa, Minha Vida Entidades, aproximadamente 35 mil unidades habitacionais foram selecionadas em 217 municípios. Essa modalidade reúne propostas apresentadas por entidades sem fins lucrativos, como movimentos sociais de luta por moradia.
As duas seleções anunciadas somam um potencial de investimento de cerca de R$ 10,5 bilhões em recursos do Novo PAC. Desde janeiro de 2023, 2,3 milhões de moradias já foram contratadas em todas as modalidades do programa, das quais mais de 1,9 milhão já foram entregues.
O Governo Federal ampliou as metas estabelecidas para as duas linhas de atendimento. A meta original, definida no ano passado, previa a contratação de 30 mil moradias para áreas rurais e 21 mil unidades na modalidade Entidades. A ampliação dessas metas reforça o compromisso do Governo Federal com a promoção do acesso à moradia digna, especialmente para as famílias que mais precisam.
MCMV Rural
O Minha Casa, Minha Vida Rural é destinado a famílias com renda bruta anual de até R$ 50 mil. A modalidade tem como objetivo garantir que agricultores familiares, trabalhadores rurais, comunidades tradicionais e demais famílias residentes em áreas rurais tenham acesso à moradia adequada no local onde já vivem. Para isso, o Governo Federal custeia a construção das unidades habitacionais nos terrenos das próprias famílias.
Acesse aqui a lista completa das selecionadas do MCMV Rural
A seleção deste ano concedeu atendimento prioritário a públicos específicos: 48% das unidades habitacionais (UHs) selecionadas foram destinadas a indígenas, quilombolas, demais povos e comunidades tradicionais e famílias assentadas pela reforma agrária. Além disso, 81% das moradias selecionadas estão localizadas em municípios com até 50 mil habitantes, percentual equivalente ao das propostas contempladas nas regiões Norte e Nordeste.
Os maiores volumes de moradias foram destinados ao Maranhão (8.890 unidades), Bahia (8.442) e Pará (6.220), seguidos por Amazonas (3.245), Pernambuco (2.990), Minas Gerais (2.778), Piauí (2.010) e Mato Grosso (1.993).
Também foram selecionadas 1.790 unidades no Ceará, 1.287 na Paraíba, 1.245 em Alagoas, 1.230 em Mato Grosso do Sul, 871 no Rio Grande do Norte, 712 em Sergipe, 689 no Acre, 664 no Rio Grande do Sul, 618 no Tocantins, 606 em Goiás, 534 no Amapá, 494 no Paraná, 479 em Rondônia, 378 em Roraima, 377 no Rio de Janeiro, 322 no Espírito Santo, 311 em São Paulo, 300 em Santa Catarina e 42 no Distrito Federal.
MCMV Entidades
O MCMV Entidades é voltado a famílias com renda familiar bruta de até R$ 3.200. A modalidade tem por finalidade promover a produção social da moradia e a participação da população como protagonista na solução de seus problemas habitacionais, estimulando a organização popular e a produção habitacional por autogestão.
Acesse aqui a lista completa das selecionadas do MCMV Entidades
Foram selecionadas 35.025 unidades habitacionais em 217 municípios de 24 estados brasileiros. São Paulo lidera o volume de moradias contempladas, com 7.991 unidades, seguido por Bahia (4.221), Rio Grande do Sul (2.810), Minas Gerais (2.597), Ceará (2.404), Pernambuco (2.040), Pará (1.805), Maranhão (1.718) e Rio de Janeiro (1.166).
Também foram selecionadas 1.101 unidades no Amazonas, 970 no Piauí, 900 em Goiás, 803 no Rio Grande do Norte, 705 em Mato Grosso do Sul, 696 em Sergipe, 664 na Paraíba, 582 no Tocantins, 572 no Paraná, 432 no Distrito Federal, 325 em Santa Catarina, 208 no Espírito Santo, 119 em Roraima, 100 no Acre e 96 em Alagoas.
Parte dessas moradias será viabilizada em 85 imóveis da União, que serão disponibilizados pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU), do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), por meio do Programa Imóvel da Gente.
Fonte: Casa Civil




