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Com pedido de demissão de Moro, dólar dispara e ultrapassa os R$ 5,50

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O dólar disparou 2% e fechou cotado a R$ 5,5230 nesta quinta-feira (23), com o pedido de demissão do ministro Sergio Moro (Justiça). O turismo está a R$ 5,77 na venda.

A notícia fez o mercado financeiro brasileiro descolar das principais Bolsas globais, levando o Ibovespa a uma queda de 1,25%, a 79.673 pontos.

Moro pediu demissão a Jair Bolsonaro nesta quinta, ao ser informado pelo presidente da decisão de trocar a diretoria-geral da Polícia Federal, hoje ocupada por Maurício Valeixo.

Bolsonaro informou o ministro, em reunião, que a mudança na PF deve ocorrer nos próximos dias. Moro então pediu demissão do cargo, e Bolsonaro tenta agora reverter a decisão do ex-juiz federal, em meio à crise do coronavírus.

Os ministros Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) foram escalados para convencer o ministro a recuar da decisão. Se Valeixo sair, Moro sairá junto, segundo aliados do ministro.

“Tanto faz como o episódio termine, com Moro dentro ou fora do governo. É um sinal a mais de fraqueza do governo”, diz relatório do banco Fator.

Instabilidade Política x Dólar

A instabilidade política levou o dólar ao segundo recorde nominal seguido. Em termos reais (corrigidos pela inflação), porém, a moeda ainda está longe de sua máxima de 2002. Se for considerado apenas o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), calculado pelo IBGE, o pico de R$ 4 naquele ano, equivale a cerca de R$ 10,80 hoje. Caso também seja levada em conta a inflação americana, o valor corrigido seria cerca de R$ 7,50.

“Há uma incerteza sobre o que vai acontecer. O mercado tem estado mais otimista nos último dias, com a percepção de que a desvalorização foi exacerbada em março. Caso se confirme a demissão, o cenário pode ficar mais negativo”, afirma Thomaz Fortes, gestor de fundos da Warren.

Ele aponta que, assim como a saída do ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde), a saída de Moro não interfere tanto no mercado financeiro, que preza mais pela equipe econômica de Paulo Guedes (Economia).

“Apesar de Moro ser bem popular, o mercado está mais atento ao Guedes e ao Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central”, diz Fortes.

Na mínima do dia, o Ibovespa chegou a cair 2,6%, mas reduziu o movimento de queda.

“Como a demissão não está confirmada, o Ibovespa amenizou a desvalorização. Caso se confirme, devemos ver uma forte aversão ao risco”, afirma Henrique Esteter, analista da Guide Investimentos.

“Com a saída de Moro, o governo perde força e ganha instabilidade. Ele, junto a Guedes e Bolsonaro, é um dos três pilares do governo. Com sua saída, o perfil do governo federal muda”, diz Esteter.

Na quarta (22), a moeda americana ultrapassou os R$ 5,40 pela primeira vez com a expectativa de corte de 0,75 ponto percentual na Selic na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), em 6 de maio, o que levaria a taxa básica de juros brasileiro a 3% ao ano.

Juros mais baixos contribuem para a alta do dólar por meio do carry trade. Nesta prática de investimento, o ganho está na diferença do câmbio e do juros. Nela, o investidor toma dinheiro a uma taxa de juros menor em um país, no caso, os Estados Unidos, para aplicá-lo em outro, com outra moeda, onde o juro é maior, o Brasil.

Com a Selic na mínima histórica de 3,75% ao ano, e expectativa que caia mais, investir no Brasil fica menos vantajoso, o que contribui com uma fuga de dólares do país, elevando a cotação.

Nesta semana, a moeda americana acumula valorização de 5,4%, ficando R$ 0,28 mais cara. No ano, a alta é de 37,6%.

Para conter a alta do dólar e dar liquidez ao mercado, o BC vendeu US$ 1 bilhão leilões de swap cambial na sessão. O swap cambial tradicional é um derivativo cuja venda funciona como uma injeção de liquidez no mercado futuro de câmbio. Sua venda ajuda a saciar demanda por moeda e, assim, a reduzir a pressão sobre o preço do dólar.

“O dólar já estava forte de manhã a notícia sobe o Moro só piorou o cenário. Essa foi só a primeira reação do mercado, temos que esperar para ver o que vai acontecer”, afirma Álvaro Bandeira, economista-chefe do Modalmais.

Outra notícia negativa para o mercado foram os resultados decepcionantes do primeiro teste clínico do remédio remdesivir no combate ao coronavírus, de acordo com o Financial Times. O jornal apontou que, segundo rascunhos do estudo publicados pela OMS (Organização Mundial da Saúde), um estudo clínico randomizado chinês com o remédio da Gilead Sciences mostrou que ele não melhorou a condição dos 237 pacientes ou reduziu a presença do patógeno na corrente sanguínea.

O medicamento era visto com otimismo por investidores, que o tinham como uma das principais apostas de tratamento para a Covid-19.

Contudo, a desaceleração dos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos e a alta do petróleo aliviaram investidores.

O Departamento do Trabalho dos EUA disse nesta quinta que mais 4,427 milhões de pessoas solicitaram auxílio-desemprego pela primeira vez na semana passada, abaixo dos 5,237 milhões em dado revisado da semana anterior e das estimativas do mercado.

Os contratos futuros do petróleo com vencimento em junho seguem em recuperação após as fortes quedas no início da semana. O barril do Brent, referência internacional, sobe 7,6%, a US$ 21,91. O WTI, referência nos EUA, dispara 23,66%, a US$ 17,04.

Em Nova York, S&P 500 e Nasdaq fecharam estáveis, enquanto Dow Jones teve leve alta de 0,2%.

 

FONTE: Da redação MinutoMT com Folha de São Paulo.

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Medeiros e Claudinei vão destinar emendas para a construção de nova Delegacia de Polícia em Brasnorte

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O deputado estadual Delegado Claudinei (UB) cumpriu agenda, em Brasnorte, no dia 11 de fevereiro, para verificar as principais demandas da cidade, juntamente com o deputado federal José Medeiros (Podemos). Eles foram recepcionados na sede da Prefeitura Municipal pelo prefeito Edelo Ferrari (DEM) e a vice-prefeita Roseli Borges de Araújo (PP) e na Câmara Municipal pelo vice-presidente, o vereador Cláudio Campos e demais parlamentares.

No início do encontro, o prefeito deu um panorama dos projetos previstos no município para atender a área de infraestrutura com os convênios a serem firmados junto ao governo estadual. Ele citou a instalação de aeroporto, revitalização e arborização de áreas urbanas, aquisição de maquinários, recuperação asfáltica com recursos próprios, implantação de usina solar, melhorias no hospital municipal, entre outros investimentos.

Delegacia

A principal demanda apresentada foi a precariedade da Delegacia da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC) do município, em que a Prefeitura Municipal, Câmara de Vereadores e a sociedade civil organizada uniram forças para poder construir uma nova sede para proporcionar um melhor ambiente de trabalho aos servidores e atendimento para a população.

“Parabenizo essa parceria da Prefeitura e Câmara de Vereadores e que não esperaram a iniciativa do Estado e tiveram a proatividade para buscar meios para a construção de uma nova Delegacia de Polícia junto com a sociedade civil organizada. A gente fica muito feliz em saber, ver que se preocupam com a sociedade e o benefício é para os moradores da cidade. E faço questão de somar e vou destinar R$ 300 mil das minhas emendas”, explanou Claudinei.

A gestão municipal concedeu o terreno para a nova delegacia, como, também, R$ 200 mil para a construção da obra. Os vereadores contribuíram com R$ 200 mil e Medeiros se comprometeu a contribuir com R$ 200 mil e o promotor de Justiça de Brasnorte, Alvaro Schiefler Fontes, ficou responsável em articular junto ao Ministério Público para buscar via Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), o restante do recurso que equivale o total de R$ 1,1 milhão.

Realidade

Desde que chegou em Brasnorte, o promotor conta que a cidade possuía juiz e promotor, mas não tinha delegado e nem defensor público. “O que acontece, graça à Deus, é a integração com o prefeito e vereadores e outras autoridades. Até abril no máximo, uma parte do problema estará resolvido com a chegada de um delegado. Desde que cheguei aqui, estamos lutando para trazer uma nova delegacia para cá. A gente quer prestar um serviço público de qualidade”, explica Schiefler.

Para o escrivão da PJC Antônio Carlos, a luta pela delegacia já dura dois anos. “Estamos atrás já há um bom tempo. Fizemos o projeto seguindo os padrões da PJC. Agora, está se tornando realidade. Agora, faço 20 anos na instituição, em março, e essa conquista é para a população. A prefeitura ajuda muito. O efetivo é muito pouco aqui”, comentou o policial.

Os vereadores Professor Genival, Dioclécio Alves de Lima – conhecido por “Manico” (PTB), Dr. Norberto Junior (DEM) e Roberto Marcelo (PSB), o presidente do Sindicato Rural de Brasnorte, Cleber José dos Santos Silva, e o presidente do Conseg de Brasnorte, Nelsi Deiss Barkert, acompanharam o encontro com os deputados.

Reivindicação – O deputado estadual Delegado Claudinei apresentou indicação de n.° n.º 2579/2021 para a Secretaria de Segurança de Mato Grosso para designar um Delegado Titular para atender a Delegacia de Polícia Judiciária Civil do município de Brasnorte.

Atualmente, estão em fase de formação na Academia de Polícia (Acadepol), em Cuiabá, 45 delegados que vão atender os municípios do interior de Mato Grosso, sendo que um deles vai atender Brasnorte, a partir do dia 23 de março deste ano.

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