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Em São Paulo, MDHC participa de seminário sobre a empregabilidade de pessoas LGBTQIA+ em situação de rua

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O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) participou, entre os dias 2 e 3 de junho, do Seminário Nacional Empregabilidade de Pessoas LGBTQIA+ em Situação de Rua. Realizado pelo Fundo Positivo em parceria com o MDHC e o Casarão Brasil, em São Paulo (SP), o evento representou um importante espaço de diálogo, reflexão e construção coletiva sobre direitos, dignidade e inclusão produtiva da população LGBTQIA+ em situação de rua.

Na terça-feira (2), a mesa foi composta pela diretora-executiva do fundo, Élida Miranda; pela diretora nacional de Promoção de Direitos da População em Situação de Rua, Maria Luiza Bugareli; pelo coordenador-geral do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para a População em Situação de Rua (CIAMP-Rua), Anderson Lopes; e pelo presidente do Casarão Brasil, Rogério de Oliveira.

Para Maria Luiza Bugareli, que representou o Ministério no evento, o seminário reitera o compromisso da pasta em implementar, em conjunto com a sociedade civil, a Política Nacional para a População em Situação de Rua. Configurando um ambiente fundamental para a escuta da população LGBTQIA+ e recebimento de contribuições para que fortalecerão iniciativas em curso na pasta: “Sabemos que a inclusão produtiva, a geração de renda e a qualificação profissional dessa população é essencial para o desenvolvimento de toda a nossa sociedade. Então, os participantes puderam conhecer as boas práticas, debater sobre os problemas e soluções, para criar a carta de propostas que foi entregue ao Grupo de Trabalho do CIAMP-Rua que será responsável pelos próximos passos para incorporar as sugestões às nossas ações”.

Durante sua fala, Élida Miranda destacou que o seminário nasce do compromisso de fortalecer o protagonismo de pessoas LGBTQIA+, historicamente excluídas dos espaços, e dar visibilidade a quem a muito tempo foi invisibilizado por políticas públicas, pelas instituições e pela sociedade: “Quando uma pessoa LGBTQIA+ chega a vivenciar a situação de rua, quase nunca é uma escolha. Antes houve expulsão familiar, violência, discriminação, evasão escolar forçada, ausência de oportunidades e muitas vezes a omissão do Estado e da comunidade. Isso se chama crueldade. Quando debatemos empregabilidade, estamos falando sobre dignidade, cidadania, justiça socioeconômica e o direito à existência”.

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Também compuseram a programação representantes do Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ (CNLGBTQIA+), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do Fórum Paulista de Pessoas Trans, da Casa Florescer 1, da União Nacional LGBT, entre outras instituições e autoridades.

Programação

No primeiro dia da programação (2), além da cerimônia de abertura, foram realizadas mesas e ciclos de debates que abordaram temáticas como: barreiras estruturais à inclusão produtiva da população LGBTQIA+ em situação de rua; trabalho, renda e proteção social para pessoas LGBTQIA+ que vivenciam essa realidade, a regulamentação da Política Nacional do Trabalho Digno; e projetos de empregabilidade liderados por organizações da sociedade civil.

Entre as atividades, a mesa “Políticas Públicas e Responsabilidades do Estado” contou com a participação do conselheiro do CIAMP-Rua, Kedney Graico Araújo da Consolação, que apresentou um relato da Comissão de Relações Institucionais do Comitê sobre a proposta de decreto de regulamentação da Política Nacional para a População em Situação de Rua. Também integrou a discussão Mariana Caires, consultora da Diretoria Nacional de Promoção dos Direitos da População em Situação de Rua (DDPR), que apresentou ações desenvolvidas pela diretoria voltadas à garantia e promoção de direitos dessa população.

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O segundo dia (3) foi dedicado a oficinas de empregabilidade e qualificação profissional para pessoas LGBTQIA+ em situação de rua; economia solidária, cooperativismo, empreendedorismo popular; incidência política e controle social sobre as políticas de trabalho e renda.

As atividades também contaram com a participação de Thalissa de Souza, consultora da Coordenação-Geral de Políticas para os Direitos da População em Situação de Rua, e de Rafaelly Machado, representante do CIAMP-Rua Alagoas, que contribuíram com os debates sobre inclusão produtiva, garantia de direitos e fortalecimento da participação social na construção de políticas públicas voltadas à população em situação de rua.

Também foi realizado um diálogo sobre direitos humanos e acesso à justiça no mercado de trabalho. E, ao final, durante a plenária de encerramento, foram apresentados resumos das oficinas, construídas recomendações para a temática e definidos encaminhamentos e compromissos intersetoriais para o enfrentamento às violências que impedem pessoas LGBTQIA+ em situação de rua de ingressarem no mercado de trabalho.

As resoluções foram compartilhadas com integrantes do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para a População em Situação de Rua, que serão responsáveis por analisar as sugestões, a viabilidade de execução, e incorporar a agenda do Ministério.

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Texto: R.B.

Edição: G.O.

Atendimento exclusivo à imprensa:

[email protected]

Assessoria de Comunicação Social do MDHC

(61) 2027-3538

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Fonte: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania

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Operação desarticula grupo suspeito de aplicar golpe do “falso executivo” contra empresas

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Porto Alegre, 9/6/26 – Com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) deflagrou, nesta terça-feira (9), a Operação Interface, ação interestadual voltada ao combate de uma organização especializada em estelionatos eletrônicos na modalidade conhecida como golpe do “falso executivo”.

Ao todo, foram cumpridas 87 medidas cautelares nos estados de Mato Grosso e Rio Grande do Norte, sendo 60 mandados de busca e apreensão, 27 mandados de prisão e ordens judiciais de bloqueio de dezenas de contas bancárias utilizadas pelo grupo criminoso.

As investigações apontam que o esquema causou prejuízo de aproximadamente R$ 200 mil a uma empresa do setor industrial do Rio Grande do Sul. A operação foi conduzida pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas (2ª DPRM/RS), com apoio operacional das polícias civis de Mato Grosso e do Rio Grande do Norte.

Como funcionava o esquema

Segundo a apuração policial, os criminosos utilizavam técnicas de engenharia social para criar perfis falsos em aplicativos de mensagens com fotografias, nomes e informações públicas de executivos das empresas-alvo. Com isso, convenciam funcionários dos setores financeiros a realizar transferências bancárias sob a alegação de demandas urgentes e sigilosas.

O golpe era executado a partir da região de Cuiabá (MT), e os valores obtidos eram rapidamente pulverizados para contas bancárias de terceiros em diferentes estados da federação, dificultando o rastreamento dos recursos.

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A investigação identificou uma estrutura hierárquica organizada e especializada. Os chamados articuladores e executores eram responsáveis pelo planejamento das fraudes e pelo contato direto com as vítimas, enquanto os gerentes coordenavam a movimentação financeira dos valores obtidos ilicitamente.

O grupo também contava com os chamados “tripeiros”, encarregados de recrutar contas bancárias mediante pagamento de comissões, e os “conteiros”, pessoas que cediam suas contas correntes para receber os recursos provenientes dos golpes.

Para dificultar a ação das autoridades, a organização utilizava a técnica conhecida como pulverização financeira, fragmentando os valores em dezenas de contas bancárias distribuídas em diversos estados, especialmente em instituições financeiras digitais.

Atuação do Ciberlab

Segundo o diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp, Anchieta Nery, a integração entre as forças de segurança tem sido fundamental para enfrentar organizações criminosas que atuam no ambiente digital.

“Os grupos criminosos que praticam fraudes eletrônicas atuam de forma cada vez mais sofisticada, explorando a tecnologia e a engenharia social para causar prejuízos expressivos às vítimas. O apoio do Ciberlab fortalece a capacidade investigativa das polícias civis, amplia o compartilhamento de inteligência e contribui para a identificação das estruturas financeiras que sustentam essas organizações criminosas”, destacou.

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Responsável pela investigação, a delegada Luciane Bertoletti ressaltou o grau de planejamento empregado pelos criminosos.

“Esse tipo de golpe tem se tornado comum no ambiente corporativo brasileiro. Os criminosos realizam um estudo prévio e minucioso da estrutura das empresas, identificam quem são os executivos e quais funcionários têm acesso direto ao setor financeiro. A partir daí, utilizam engenharia social com o uso de fotografias, nomes e informações públicas para criar perfis falsos extremamente convincentes, capazes de enganar operadores experientes”, afirmou.

Investigados podem responder por três crimes

Os investigados responderão pelos crimes de estelionato qualificado por fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Somadas, as penas máximas previstas para esses delitos podem ultrapassar 26 anos de reclusão.

Operação Interface

O nome da operação faz referência ao principal instrumento utilizado pelos criminosos para aplicar as fraudes: as interfaces digitais dos aplicativos de mensagens, por meio das quais os investigados simulavam a identidade de executivos e estabeleciam uma falsa relação de confiança com funcionários das empresas-alvo.

A ação integra os esforços de cooperação entre o MJSP e as polícias civis para o enfrentamento qualificado dos crimes cibernéticos, do estelionato eletrônico e das organizações criminosas que utilizam o ambiente digital para obter vantagens ilícitas.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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