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Modernização do sistema de identificação com a CIN é destaque na abertura do CertForum-ID 2026

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Na abertura do Fórum de Certificação e Identificação Digital (CertForum-ID 2026), ocorrida nesta terça-feira (9/6), o secretário de Governo Digital, Rogério Mascarenhas, destacou que o projeto de modernização do sistema de identificação brasileiro a partir da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) é um projeto de Estado. O secretário foi o representante do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) nesta primeira parte do evento, que acontecerá até amanhã em Brasília (DF).
 
“A gente está discutindo essa iniciativa que não se trata de um projeto do governo federal, não é um projeto de um estado ou de um município, mas é um projeto de país, um projeto de integração federativa”, afirmou. Para o secretário, o resultado alcançado pelo Brasil na emissão de mais de 55 milhões de CINs se deve a esse esforço nacional, que possibilitará ao governo ser proativo na oferta de serviços públicos. “Estamos tratando aqui de como é que a gente melhora a vida das pessoas, como é que a gente melhora a qualidade da oferta de serviços, como é que a gente permite que a pessoa tenha condições de exercer cada vez mais seus direitos e, óbvio, cumprir seus deveres. A gente está falando de cidadania”, complementou.
 
O secretárioexecutivo adjunto da Casa Civil da Presidência da República, Pedro Pontual, ressaltou que a identificação civil é um direito das pessoas que dá acesso aos direitos. “Hoje, a gente tem um cadastro de pessoa física, que é o número único do cidadão brasileiro. Por meio dele, a gente vai conseguir referenciar todos os demais números relevantes para as interações que cada um de nós tem com o Estado brasileiro”, explicou. Para Pontual, a medida também beneficia o mercado privado. “Nas relações privadas, o Estado garante a confiabilidade, garante que aquela pessoa é aquela pessoa, aumentando, então, a segurança jurídica”, completou.
 
Já o diretor-presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), Enylson Camolesi, apontou a importância de o Brasil ter alcançado essa marca de 55 milhões de CINs emitidas. “Temos muito a celebrar hoje. Quantos países no mundo tem 55 milhões de habitantes?  Isso tem muito a ver também com a proposta do presidente Lula de digitalizar, através da identificação, e promover uma inclusão social”, afirmou. Para o diretor-presidente, trata-se também de uma questão de soberania nacional. “Como uma sociedade pode ser soberana se ela não conhecer o seu próprio povo?“, questionou.
 
Para Célio Ribeiro, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia em Identificação Digital (Abrid), as pessoas tratam equivocadamente a CIN como um novo RG. “A CIN não é uma troca de documentos; a CIN é uma integração nacional. A CIN terá um sistema que vai ser a nossa Infraestrutura Pública Digital, e vai unir todos os serviços públicos, todas as necessidades do privado, num processo único de integração entre os estados, o governo federal, e todos aqueles que precisam ter uma assinatura cidadã”, declarou.

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Vantagens da CIN

A CIN moderniza o sistema de identificação porque conta com número único válido para todo o Brasil (CPF), é segura contra fraudes e facilita o acesso a serviços públicos e benefícios sociais.  Uma outra vantagem da nova carteira é a sua versão digital disponível no aplicativo GOV.BR. A partir do recebimento do documento impresso, as pessoas já podem acessar o aplicativo para baixar a CIN em formato digital. Isso pode simplificar o uso em viagens ou em outras ocasiões em que for necessário se identificar.

A versão digital da nova carteira também pode conter outros números de documentos. É possível, por exemplo, a inclusão dos dados referentes ao Título de Eleitor, à Carteira Nacional de Habilitação (CNH), à Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), à Identidade Funcional ou Carteira Profissional, ao Certificado Militar, ao Programa de Integração Social/Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP), ao Número de Identificação Social (NIS) e ao Número de Inscrição do Trabalhador (NIT). Para isso, é necessário levar esses documentos no momento da solicitação. Acesse gov.br/identidade e saiba como tirar a CIN nos estados.
 
Evento

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O CertForum-ID 2026 reúne, em Brasília (DF), até esta quarta-feira (10/6), lideranças do setor público, especialistas e representantes da iniciativa privada em torno das tecnologias que sustentam a cidadania moderna. A proposta do evento é aprofundar a discussão sobre o papel estratégico da Identidade Digital na transformação dos serviços ao cidadão, evidenciando como uma base segura, interoperável e confiável é essencial para ampliar a eficiência do Estado, reduzir burocracias e fortalecer a cidadania digital. Diversos representantes do MGI participarão do evento. Acompanhe a programação no site: https://certforumid.com.br/.

Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos

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Em Minas Gerais, MDHC promove debate e ampliação de políticas públicas à população LGBTQIA+

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O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), representado pela Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ (SLGBTQIA+), esteve em Minas Gerais entre os dias 28 e 30 de maio para promover e fortalecer políticas públicas para a população local. Dentre seus vários objetivos, as agendas buscaram engajar gestões municipais a aderirem à Política Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+.

(Foto: SLGBTQIA+/MDHC/Divulgação)
(Foto: SLGBTQIA+/MDHC/Divulgação)

Os compromissos integraram a LGBTQIA+ Cidadania nos Territórios, iniciativa que busca aproximar o Governo do Brasil das populações beneficiadas. A secretária nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat, destacou a importância da itinerância para a adesão, aperfeiçoamento e elaboração de propostas que supram as demandas das pessoas que estão nos territórios.

“Nenhum local é igual ao outro. O Brasil é diverso, com pessoas diversas. Percorrer os territórios, vivenciando as realidades, nos ajuda imensamente a compreender no que precisamos avançar no campo das políticas públicas”, destaca.

Além da capital, Belo Horizonte, as agendas percorreram os municípios de Mariana, Ouro Preto, Betim e Contagem. Participaram das ações representantes de gestões municipais, universidades, conselhos, movimentos sociais, lideranças territoriais e equipamentos públicos de proteção, acolhimento e promoção de direitos da população.

O preço da exclusão

Com o intuito de dar visibilidade e construir coletivamente soluções para superar os efeitos da exclusão de pessoas LGBTQIA+ na economia brasileira, o MDHC apresentou os resultados obtidos por um estudo fruto da parceria entre a pasta, o Banco Mundial e um consórcio de organizações da sociedade civil. As apresentações foram acompanhadas pelos movimentos sociais, lideranças que atuam pela defesa e promoção dos direitos humanos, e figuras do poder público.

“Esse é um estudo inédito que evidencia as consequências da discriminação em razão de identidade de gênero e orientação sexual no mercado de trabalho para os indivíduos que sofrem por isso e para a coletividade. Até a publicação desses resultados, não tínhamos em que recorrer para comprovar a situação. Agora, temos e estamos dando visibilidade a eles com o objetivo de mobilizar toda a sociedade para a reversão desse triste cenário”, comentou Symmy.

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(Foto: SLGBTQIA+/MDHC/Divulgação)
(Foto: SLGBTQIA+/MDHC/Divulgação)

Visitas técnicas

A comitiva do MDHC também visitou organismos que atuam pela efetivação dos direitos humanos de pessoas LGBTQIA+, como o Centro de Referência dos Direitos Humanos em Mariana; o Centro de Referência e Acolhimento LGBT+ em Ouro Preto; a Casa Sissy Kelly em Belo Horizonte; o Núcleo de Referência à Saúde Integral da População LGBTQIA+ em Betim; e o Núcleo de Referência LGBTQIA+ em Contagem.

“Com as nossas idas a essas instituições, nós pudemos acompanhar de perto o trabalho das equipes, compartilhar o nosso trabalho e, claro, aprender com os territórios. Também compartilhamos conquistas e os próximos passos que daremos rumo a uma sociedade que promove o bem-viver de todas as pessoas, sem discriminação”, pontuou a secretária.

O coordenador-geral de Defesa dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Marcos Melo, ainda complementa: “Minas tem bons exemplos no atendimento humanitário às demandas de pessoas LGBTQIA+ em diversas áreas, como nos centros de cidadania, casas de acolhimento e até em espaços de saúde. Ficamos muito felizes em poder conhecer o trabalho de perto e, a partir disso, pensar uma agenda estratégica para o fortalecimento da atuação dos equipamentos e da própria gestão. Saímos da agenda muito entusiasmados com as possibilidades e inspirados com o trabalho que já vem sendo executado”, declarou.

Participação social

(Foto: SLGBTQIA+/MDHC/Divulgação)
(Foto: SLGBTQIA+/MDHC/Divulgação)

Em Belo Horizonte, representantes da pasta participaram do lançamento da plataforma “Brasil pelas nossas cores”, desenvolvida pelo Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual e Identidade de Gênero de Minas Gerais (Cellos-MG). A ferramenta tem como propósito promover a participação social na criação de programas e ações no estado por meio de envio de sugestões.

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Para o presidente da entidade, Maicon Chaves, a iniciativa surgiu de uma demanda real da sociedade por protagonismo. “Nós estamos proporcionando um ambiente em que os territórios nos indiquem quais são suas demandas e necessidades. A plataforma vai aglutinar essas informações. Não existe democracia plena enquanto não houver garantia da cidadania para as pessoas LGBTQIA+”, afirmou.

Ainda na capital mineira, Symmy Larrat se encontrou com lideranças parlamentares, como a deputada federal Erika Hilton e a estadual Bella Gonçalves, para dialogar sobre as dificuldades vivenciadas no estado. Na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), compuseram uma mesa em que abordaram avanços conquistados e desafios a serem enfrentados para a plenitude de cidadania a todas as pessoas, em especial as LGBTQIA+.

Avaliando a ida do Ministério a Minas Gerais, Maicon Chaves conclui: “Essa visita é profundamente simbólica e concreta, conseguimos levar a política nacional para perto do povo, apresentar os marcos e os caminhos que a Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ tem trilhado. Política pública não se faz dentro de um gabinete, mas ao lado da sociedade, lideranças comunitárias, dos conselhos, dos movimentos que sustentam a democracia do nosso país. Foi um sucesso, conseguimos articular a cidadania do nosso povo no chão que a gente pisa”, finalizou.

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Texto: R.B.

Edição: F.T.

Atendimento exclusivo à imprensa:

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Assessoria de Comunicação Social do MDHC

(61) 2027-3538

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Fonte: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania

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