CUIABÁ

VÃO TER QUE ENGOLIR

Justiça Eleitoral determina que PT reintegre Tigresa

Caso confirme a candidatura à ALMT, Ester deve vir reforçada com o discurso de “perseguição” e abre caminho para reunir bom eleitorado.

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JURÍDICO

A jovem chegou a apelar para o líder petista intervir a seu favor, mas foi ignorada por Lula

A Justiça Eleitoral determinou que a filiação da atriz pornô Ester Caroline Pessatto, conhecida como “Tigresa Vip”, seja acatada pelo PT Mato Grosso.

A decisão liminar (provisória) foi concedida nesta quarta-feira (25) pelo juiz Alexandre Paulichi Chiovitti, da 38ª Zona Eleitoral de Santo Antônio do Leverger.

O magistrado atendeu ao pedido feito pelo advogado da atriz, Julier Sebastião, que protocolou na segunda-feira (23) uma ação contra o diretório estadual petista.

Ester foi expulsa da sigla por suposto vício no processo de filiação. A atriz pornô chegou a anunciar sua pré-candidatura a deputada estadual.

O processo de suspensão teria corrido sem a observância dos ditames atinentes ao direito de defesa. Na decisão, o magistrado apontou suposto cerceamento de defesa por parte do partido ao suspender a filiação, já que não a teria informado ou intimado sua defesa.

“Ao que parece, efetivamente, o processo de suspensão correu sem a observância dos ditames atinentes ao direito de defesa”, escreveu. O magistrado citou que a não concessão da liminar poderia causar prejuízos eleitorais a Ester.

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“Diante do exposto, defiro o pedido de antecipação de tutela, determinando que o PT de Barão de Melgaço submeta a lista de filiados pelo Sistema Filia, no prazo de 3 (três) dias, sob pena de desobediência, na qual deverá constar o nome da Requerente Ester Caroline Henrique Bonometo Pessatto como filiada ao respectivo Partido (data de filiação em 02/04/2022)”, decidiu.

Com a decisão, a atriz pornô poderá voltar a pleitear a pré-candidatura à Assembleia Legislativa. Isso porque, os encontros estaduais para definição das pré-candidaturas petistas devem ocorrer neste domingo (29), no Encontro de Tática da sigla.

Ao site MidiaNews, Julier explicou que a decisão do Diretório Regional não respeitou “a ampla defesa e contraditório e foi feita por meio de conversas de Whats App”.

Polêmica

Um áudio vazado com a voz da própria deputada federal, Rosa Neide (PT), apontou que a parlamentar esteve totalmente ligada ao processo administrativo interno de retaliação da jovem.

Rosa assegurou que procuraria a presidente nacional do PT, deputada federal, Gleisi Hofmann, para impedir a chegada de Tigresa “antes que fosse tarde demais” para evitar que o partido fosse “alvo de chacota”.

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O presidente do diretório petista em Mato Grosso, deputado estadual, Valdir Barranco (PT), pelo menos disfarçou mais que a colega de partido e segue batendo na tecla que a filiação de Ester teve um “erro administrativo”.

Antes da decisão final da direção nacional do partido, Ester fez um vídeo apelando pela interferência do próprio Lula, a quem dizia amar, na questão, mas foi ignorada.

Caso confirme a candidatura, Ester deve vir reforçada com o discurso de “perseguição” e abre caminho para reunir bom eleitorado. Em depoimento recente, ela deixou claro que pensa em seguir gravando filmes adultos, mesmo em caso de vitória.

 

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JURÍDICO

Justiça de MT garante R$ 300 mil a tetraplégico por erro médico

O erro médico foi considerado acidente pelo Poder Judiciário, ao julgar ação de cobrança por danos pessoais e condenar a seguradora

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O "acidente", que na verdade foi um erro médico e deixou inválido o paciente, ocorreu em meio a uma cirurgia para retirada de pedra nos rins

Uma cirurgia de retirada de pedras nos rins a laser, considerada simples, resultou na invalidez completa de um trabalhador de Cuiabá que ficou tetraplégico. O quadro agravado ocorreu devido a uma infecção grave causada pelo rompimento de uma bolha de pus durante o procedimento cirúrgico.

O erro médico foi considerado acidente pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, ao julgar ação de cobrança de seguro por danos pessoais e determinar que a seguradora  (Bradesco Vida e Previdência) pague o valor completo da apólice de R$ 300 mil.

A seguradora negou a indenização, ao argumento de que o seguro de vida contratado garante apenas indenização em caso de acidente, sendo que as limitações do cliente decorrem de doença e não de acidente.

No entanto, na análise feita pelo juiz Luiz Octávio Saboia Ribeiro, da 3ª Vara Cível de Cuiabá, pode-se dizer que o requerido possui direito ao pagamento do prêmio, tendo em vista que o laudo pericial concluiu pela invalidez permanente causada por acidente médico, no momento da retirada de uma pedra do rim, onde acidentalmente rompeu uma bolha de pus causando assepsia.

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“No caso dos autos, há nexo causal entre a invalidez permanente que acomete o requerente e o acidente que alegou ter sofrido, sendo indiferente se ocorreu durante uma cirurgia, visto que não estaria nesta situação se não fosse a imperícia no tratamento médico. O fato é, conforme se verifica do laudo, o acidente desencadeou a perda da mobilidade do autor. Logo, restou comprovado o acidente e o nexo de causalidade. Portanto, havendo cobertura contratual para invalidez permanente total por acidente deve o requerente ser indenizado”, considerou a decisão.

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