CUIABÁ

CRIME ELEITORAL

Justiça marca julgamento que pode cassar prefeito Kalil de VG

O gestor e o vice são acusados de suposto abuso de poder econômico por causa da distribuição de cestas básicas em período eleitoral

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JURÍDICO

Caso a condenação definitiva chegue ainda em 2022, a cidade pode ter novas eleições

A juíza Eulice Jaqueline da Costa Silva Cherulli, da 2ª Zona Eleitoral, agendou uma audiência para o dia 28 de julho deste ano para ouvir uma testemunha considerada essencial numa ação de investigação judicial eleitoral que busca cassar o mandato do prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat (MDB) e do vice-prefeito José Anderson Hazama (União).

Eles são acusados por suposto abuso de poder econômico por causa da distribuição de cestas básicas em período eleitoral. A ação foi ajuizada em novembro de 2020 pela Coligação “Várzea Grande Pode Mais” que teve como cabeça de chapa o candidato derrotado, Flávio Vargas, conhecido como Flávio Frical (PSB).

Frical também acionou no polo passivo a ex-prefeita Lucimar Campos (União) e a ex-secretária municipal de Assistência Social, Flávia Luiza Coelho Lannes Omar. Em seu despacho, assinado no dia 12 deste mês, a juíza Eulice Jaqueline Cherulli informa que, depois de analisar as peças processuais que instruem a ação eleitoral, averiguou como necessária a oitiva da testemunha Valdete Flores, que gerenciava o projeto “Pão e Leite” da Secretaria de Assistência Social de Várzea Grande.

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Conforme a magistrada, o depoimento de Valdete em juízo pode ser útil para esclarecimento dos fatos investigados na ação. A coligação autora do processo e a investigada Flávia Lannes também arrolaram a ex-gerente do projeto como testemunha na ação, mas restou frustrada a intimação de Valdete pela parte autora. Dessa forma, a juíza eleitoral agendou a audiência a ser realizada por videoconferência para no dia 28 de julho, às 18h, para ouvir Valdete Flores da Silva, que deve ser intimada pessoalmente pelo Cartório Eleitoral.

“Determino, ainda, em sede de dilação probatória, a expedição de ofício à Prefeitura Municipal de Várzea Grande, a fim de que informe, no prazo de 05 (cinco) dias, quantas cestas básicas foram distribuídas pela Secretaria Municipal de Assistência Social no ano de 2020 até a data da realização do pleito municipal, bem ainda quantas foram distribuídas no ano de 2019”, decidiu a juíza.

Caso os dois percam definitivamente o mandato, ainda em 2022, a cidade pode ter novas eleições para definir o novo gestor municipal e novo vice.

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JURÍDICO

Marido mandante de morte de personal da mulher pega 20 anos de cadeia

Segundo as investigações, Guilherme arquitetou o crime e contratou dois executores, após descobrir uma suposta traição da esposa

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Crime ocorreu em 8 de novembro de 2017, quando a vítima saía da academia

O Tribunal do Júri condenou, nesta terça-feira (5), Guilherme Dias de Miranda a 20 anos de reclusão em regime fechado por homicídio qualificado e Wallisson Magno de Almeida Santana a 9 anos em regime semiaberto por homicídio simples.

Guilherme foi acusado de mandar matar o personal trainer Danilo Campos, de 28 anos, que teria um suposto relacionamento com sua esposa. Já Wallison foi inicialmente denunciado como sendo um dos executores do crime, mas o MPE o apontou como piloto.

Danilo foi executado quando saía de uma academia no dia 8 de novembro de 2017, no bairro Jardim Cuiabá, na capital, quando um motociclista passou pelo local. O executor, até o momento, não foi identificado e nem preso.

Segundo as investigações, Guilherme arquitetou o crime e contratou dois executores, motivado por ciúmes. Policiais da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoas (DHPP), descobriram que a vítima havia conhecido a esposa de Guilherme em uma academia localizada no Shopping de Várzea Grande.

O caso foi descoberto pelo marido pouco tempo depois. Com a descoberta, Guilherme teria pedido a esposa para que frequentasse outra academia, porém, os encontros teriam continuado. De acordo com uma testemunha que era colega de trabalho de Danilo, o rapaz estaria recebendo ameaças.

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A partir de então, teria começado a andar armado. Ainda conforme a testemunha, Danilo, apesar das ameaças, sempre se mostrou tranquilo e dizia que jamais tinha visto Guilherme na academia. Durante depoimento, a namorada de Danilo na época contou que conheceu  a vítima em agosto de 2017 e negou ter conhecimento das ameaças supostamente cometidas por Guilherme.

A dupla foi presa em março de 2018, em São Paulo, enquanto tentavam fugir do país. A esposa de Guilherme, Ane Lise, chegou a ser presa em Foz do Iguaçu (PR) e trazida a Mato Grosso, mas acabou sendo colocada em liberdade após colaborar com as investigações e declarar ter sofrido ameaças do ex-companheiro.

Ela não foi denunciada pelo Ministério Público por envolvimento no crime. Danilo era filho de Nilo Campos, ex-vereador por Várzea Grande.

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