CUIABÁ

SENTIMENTO DE IMPUNIDADE

Mãe de menina morta por amiga em Cuiabá se indigna com soltura

A menor que atirou em Isabele estava internada no Complexo Pomeri, em Cuiabá, desde janeiro de 2021, após ser condenada a 3 anos de internação

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JURÍDICO

A empresária, que perdeu a filha em 2020, diz estar "aflita, surpresa e indignada", sobretudo pela mudança de entendimento da justiça, que de uma hora pra outra passou a classificar o crime como culposo.

A empresária Patrícia Guimarães Ramos, mãe da adolescente Isabele Ramos, morta com um tiro no rosto disparado pela melhor amiga, classificou, nesta quinta-feira (9), como absurda a decisão do Tribunal de Justiça que votou favorável à soltura da atiradora que causou a morte da menina de 14 anos, em 2020.

A decisão, em um recurso de apelação da defesa, foi dada durante sessão da Terceira Câmara Criminal na tarde de ontem (8). A menor que atirou em Isabele estava internada no Complexo Pomeri, em Cuiabá, desde o dia 19 de janeiro de 2021, após ser condenada a 3 anos de internação por ato infracional análogo ao crime de homicídio doloso, quando há intenção de matar.

Os desembargadores da Terceira Câmara Criminal, porém, mudaram o entendimento sobre o caso, de maneira surpreendente, alterando o crime de homicídio doloso para culposo, quando não há intenção de matar. Em razão desta mudança, determinaram então a soltura da menor.

“Desqualificar esse crime de doloso para culposo é inconcebível. Não vou me calar diante de tamanho absurdo”, escreveu Patrícia no Instagram. Ainda na publicação, a empresária afirmou que está “indignada, surpresa e aflita” com a soltura da adolescente e deu a entender que o assassinato de Isabele ocorreu de forma premeditada, sem chance de defesa para a jovem.

Mãe e a filha, então com 14 anos, eram extremamente próximas

“Minha filha não foi morta com uma arma de gatilho simples, mas uma arma que teve quer ser municiada, alimentada e carregada e a atiradora era perita nisso (…) Foi morta sem qualquer chance de defesa”, acrescentou, o que vai de encontro a perícia da época que descartou qualquer hipótese de tiro acidente, por diversas caraterísticas do ocorrido.

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A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) já foi notificada para liberar a menor. O processo corre em segredo de Justiça.

Veja a publicação:

Relembre o caso

Isabele Ramos, então com 14 anos, morreu com um tiro no rosto dentro de um banheiro na casa da família da amiga, que reside em um dos condomínios de luxo mais requintados de Cuiabá.

A tragédia aconteceu quando o pai da atiradora, o empresário Marcelo Cestari, pediu que a filha guardasse uma arma que foi trazida pelo genro, de 17 anos, no quarto principal no andar de cima.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), no caminho, porém, a garota desviou e seguiu em direção ao banheiro de seu quarto, ainda carregando a arma. Lá, conforme a denúncia, ela encontrou Isabele, que acabou sendo atingida pelo disparo da arma.

A Politec apontou que a adolescente estava com a arma apontada para o rosto da vítima, entre 20 a 30 centímetros de distância, e a 1,44 m de altura.

Os pais da atiradora respondem um processo separado pelo caso. Eles foram denunciados pelo Ministério Público Estadual por homicídio culposo, entrega de arma de fogo a pessoa menor, fraude processual e corrupção de menores.

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O ex-namorado dela foi condenado a prestar seis meses de serviços comunitários por ato infracional análogo ao porte ilegal de arma de fogo.

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JURÍDICO

Marido mandante de morte de personal da mulher pega 20 anos de cadeia

Segundo as investigações, Guilherme arquitetou o crime e contratou dois executores, após descobrir uma suposta traição da esposa

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Crime ocorreu em 8 de novembro de 2017, quando a vítima saía da academia

O Tribunal do Júri condenou, nesta terça-feira (5), Guilherme Dias de Miranda a 20 anos de reclusão em regime fechado por homicídio qualificado e Wallisson Magno de Almeida Santana a 9 anos em regime semiaberto por homicídio simples.

Guilherme foi acusado de mandar matar o personal trainer Danilo Campos, de 28 anos, que teria um suposto relacionamento com sua esposa. Já Wallison foi inicialmente denunciado como sendo um dos executores do crime, mas o MPE o apontou como piloto.

Danilo foi executado quando saía de uma academia no dia 8 de novembro de 2017, no bairro Jardim Cuiabá, na capital, quando um motociclista passou pelo local. O executor, até o momento, não foi identificado e nem preso.

Segundo as investigações, Guilherme arquitetou o crime e contratou dois executores, motivado por ciúmes. Policiais da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoas (DHPP), descobriram que a vítima havia conhecido a esposa de Guilherme em uma academia localizada no Shopping de Várzea Grande.

O caso foi descoberto pelo marido pouco tempo depois. Com a descoberta, Guilherme teria pedido a esposa para que frequentasse outra academia, porém, os encontros teriam continuado. De acordo com uma testemunha que era colega de trabalho de Danilo, o rapaz estaria recebendo ameaças.

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A partir de então, teria começado a andar armado. Ainda conforme a testemunha, Danilo, apesar das ameaças, sempre se mostrou tranquilo e dizia que jamais tinha visto Guilherme na academia. Durante depoimento, a namorada de Danilo na época contou que conheceu  a vítima em agosto de 2017 e negou ter conhecimento das ameaças supostamente cometidas por Guilherme.

A dupla foi presa em março de 2018, em São Paulo, enquanto tentavam fugir do país. A esposa de Guilherme, Ane Lise, chegou a ser presa em Foz do Iguaçu (PR) e trazida a Mato Grosso, mas acabou sendo colocada em liberdade após colaborar com as investigações e declarar ter sofrido ameaças do ex-companheiro.

Ela não foi denunciada pelo Ministério Público por envolvimento no crime. Danilo era filho de Nilo Campos, ex-vereador por Várzea Grande.

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