CUIABÁ

JULGADO EM MT

Marido mandante de morte de personal da mulher pega 20 anos de cadeia

Segundo as investigações, Guilherme arquitetou o crime e contratou dois executores, após descobrir uma suposta traição da esposa

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JURÍDICO

Crime ocorreu em 8 de novembro de 2017, quando a vítima saía da academia

O Tribunal do Júri condenou, nesta terça-feira (5), Guilherme Dias de Miranda a 20 anos de reclusão em regime fechado por homicídio qualificado e Wallisson Magno de Almeida Santana a 9 anos em regime semiaberto por homicídio simples.

Guilherme foi acusado de mandar matar o personal trainer Danilo Campos, de 28 anos, que teria um suposto relacionamento com sua esposa. Já Wallison foi inicialmente denunciado como sendo um dos executores do crime, mas o MPE o apontou como piloto.

Danilo foi executado quando saía de uma academia no dia 8 de novembro de 2017, no bairro Jardim Cuiabá, na capital, quando um motociclista passou pelo local. O executor, até o momento, não foi identificado e nem preso.

Segundo as investigações, Guilherme arquitetou o crime e contratou dois executores, motivado por ciúmes. Policiais da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoas (DHPP), descobriram que a vítima havia conhecido a esposa de Guilherme em uma academia localizada no Shopping de Várzea Grande.

O caso foi descoberto pelo marido pouco tempo depois. Com a descoberta, Guilherme teria pedido a esposa para que frequentasse outra academia, porém, os encontros teriam continuado. De acordo com uma testemunha que era colega de trabalho de Danilo, o rapaz estaria recebendo ameaças.

A partir de então, teria começado a andar armado. Ainda conforme a testemunha, Danilo, apesar das ameaças, sempre se mostrou tranquilo e dizia que jamais tinha visto Guilherme na academia. Durante depoimento, a namorada de Danilo na época contou que conheceu  a vítima em agosto de 2017 e negou ter conhecimento das ameaças supostamente cometidas por Guilherme.

A dupla foi presa em março de 2018, em São Paulo, enquanto tentavam fugir do país. A esposa de Guilherme, Ane Lise, chegou a ser presa em Foz do Iguaçu (PR) e trazida a Mato Grosso, mas acabou sendo colocada em liberdade após colaborar com as investigações e declarar ter sofrido ameaças do ex-companheiro.

Ela não foi denunciada pelo Ministério Público por envolvimento no crime. Danilo era filho de Nilo Campos, ex-vereador por Várzea Grande.

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JURÍDICO

Paccola tem porte de arma suspenso e vira réu no caso “Japão”

O vereador passa a responder criminalmente pelo possível assassinato. Japão foi morto com três tiros pelas costas na noite de 1º de julho

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O juiz Flávio Miraglia Fernandes, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, acatou a denúncia feita pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e tornou réu o vereador tenente-coronel, Marcos Paccola (Republicanos), pela morte do agente socioeducativo Alexandre Miyagawa de Barros, conhecido como “Japão”, em Cuiabá.

A decisão foi assinada nesta terça-feira (02). Agora, Paccola passa a responder criminalmente pelo possível assassinato. Japão foi morto com três tiros pelas costas na noite de 1º de julho, durante uma confusão na frente de uma distribuidora de bebidas no bairro Quilombo, quando estava acompanhado da namorada.

Na denúncia, o MP apontou que Paccola agiu por motivo torpe, na intenção de projetar sua imagem como “alguém que elimina a vida de supostos malfeitores e revela coragem e destemor no combate a supostos agressores de mulheres”.

Além de acatar a denúncia, o magistrado ainda determinou medida cautelar, suspendendo o porte de arma do vereador, ‘com fulcro nas características do crime e na prevenção da ocorrência de novos fatos similares’.

“Dessarte, considerando a necessidade e a eficiência para a garantia da ordem pública, aplico a cautelar de suspensão do porte de arma de fogo ao denunciado”, diz trecho do documento.

Paccola responde por homicídio qualificado, conforme concluído pelo inquérito da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), pois matou Japão pelas costas, sem dar qualquer chance de defesa.

Ainda conforme a Polícia Civil, o agente sequer notou a aproximação de Paccola e nunca esboçou reação, como o vereador disse em depoimento, ao defender a tese de legítima defesa.

Pena – De acordo com o Código Penal Brasileiro, o crime de homicídio qualificado prevê pena de reclusão que pode variar de 12 a 30 anos.

Reveja o vídeo da cena da morte de Japão (aqui)

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