CUIABÁ

MILHÕES ENVOLVIDOS

MPMT investiga 24 prefeituras por custear shows nacionais no estado

A investigação foi solicitada depois da repercussão nacional criada sobre gastos públicos, principalmente para contratar sertanejos famosos

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JURÍDICO

Sertanejo Zé Neto trouxe a lente de aumento de órgãos de fiscalização ao mundo sertanejo após uma crítica à cantora Anitta

O Ministério Público de Mato Grosso abriu um procedimento nesta quarta-feira (1º) para apurar a informação de que 24 prefeituras do estado contrataram artistas, entre cantores de música sertaneja e de outros gêneros, com dinheiro dos cofres públicos, para se apresentarem em eventos comemorativos da cidade.

A investigação foi solicitada depois da repercussão do comentário feito pelo cantor sertanejo Zé Neto, da dupla com Cristiano, durante um show em Sorriso, no norte do estado, no dia 13 de maio. Na ocasião, ele criticou a Lei Rouanet e a cantora Anitta e gerou a investida de órgãos de fiscalização sobre gastos públicos municipais e estaduais para custear eventos culturais, em todo Brasil.

“Nós somos artistas que não dependemos de Lei Rouanet, nosso cachê quem paga é o povo. […] A gente não precisa fazer tatuagem no ‘toba’ para mostrar se a gente está bem ou não. A gente simplesmente vem aqui e canta e o Brasil inteiro canta com a gente ”, disse Zé Neto, durante show em Mato Grosso.

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Apesar de criticar o uso de verba pública, a dupla sertaneja Zé Neto e Cristiano foi contratada pela prefeitura para a festa de 36 anos do município. No pedido de apuração feito procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, José Antônio Borges Pereira, o MP determina “a remessa de cópia integral do procedimento gerado a todos os Promotores de Justiça que detenham atribuição na defesa do patrimônio público e da probidade administrativa nas comarcas citadas (…), para conhecimento e providências que entenderem pertinentes no âmbito de suas respectivas áreas de atuação”.

O procurador cita que serão investigados os seguintes municípios: Gaúcha do Norte, Porto Alegre do Norte, Figueirópolis D’Oeste, Sorriso, Nortelândia, Salto do Céu, Alto Taquari, Novo São Joaquim, Nova Mutum, Sapezal, Canarana, Acorizal, Brasnorte, Água Boa, São José do Xingu, Vera, Barra do Garças, Juína, Querência, Bom Jesus do Araguaia, Santa Carmem, Matupá, Nova Canaã do Norte e Novo Horizonte do Norte.

No caso do município de Sorriso, que também teria patrocinado eventos musicais, o encaminhamento foi feito à 1ª Promotoria de Justiça Cível da comarca. 

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JURÍDICO

Marido mandante de morte de personal da mulher pega 20 anos de cadeia

Segundo as investigações, Guilherme arquitetou o crime e contratou dois executores, após descobrir uma suposta traição da esposa

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Crime ocorreu em 8 de novembro de 2017, quando a vítima saía da academia

O Tribunal do Júri condenou, nesta terça-feira (5), Guilherme Dias de Miranda a 20 anos de reclusão em regime fechado por homicídio qualificado e Wallisson Magno de Almeida Santana a 9 anos em regime semiaberto por homicídio simples.

Guilherme foi acusado de mandar matar o personal trainer Danilo Campos, de 28 anos, que teria um suposto relacionamento com sua esposa. Já Wallison foi inicialmente denunciado como sendo um dos executores do crime, mas o MPE o apontou como piloto.

Danilo foi executado quando saía de uma academia no dia 8 de novembro de 2017, no bairro Jardim Cuiabá, na capital, quando um motociclista passou pelo local. O executor, até o momento, não foi identificado e nem preso.

Segundo as investigações, Guilherme arquitetou o crime e contratou dois executores, motivado por ciúmes. Policiais da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoas (DHPP), descobriram que a vítima havia conhecido a esposa de Guilherme em uma academia localizada no Shopping de Várzea Grande.

O caso foi descoberto pelo marido pouco tempo depois. Com a descoberta, Guilherme teria pedido a esposa para que frequentasse outra academia, porém, os encontros teriam continuado. De acordo com uma testemunha que era colega de trabalho de Danilo, o rapaz estaria recebendo ameaças.

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A partir de então, teria começado a andar armado. Ainda conforme a testemunha, Danilo, apesar das ameaças, sempre se mostrou tranquilo e dizia que jamais tinha visto Guilherme na academia. Durante depoimento, a namorada de Danilo na época contou que conheceu  a vítima em agosto de 2017 e negou ter conhecimento das ameaças supostamente cometidas por Guilherme.

A dupla foi presa em março de 2018, em São Paulo, enquanto tentavam fugir do país. A esposa de Guilherme, Ane Lise, chegou a ser presa em Foz do Iguaçu (PR) e trazida a Mato Grosso, mas acabou sendo colocada em liberdade após colaborar com as investigações e declarar ter sofrido ameaças do ex-companheiro.

Ela não foi denunciada pelo Ministério Público por envolvimento no crime. Danilo era filho de Nilo Campos, ex-vereador por Várzea Grande.

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