CUIABÁ

SEGUE PRISÃO PREVENTIVA

Rosa Weber, do STF, nega liberdade a padre acusado de pedofilia em MT

Nelson Koch foi preso preventivamente no início deste ano, acusado de estuprar dois adolescentes, sendo um por oito anos

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JURÍDICO

O religioso está detido no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC), desde o dia 18 de março.

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou liberdade ao padre Nelson Koch, 54 anos, preso sob acusação estupro de vulnerável e importunação sexual, em Sinop (500 km de Cuiabá). A decisão foi publicada no Diário da Justiça nesta quarta-feira (15).

A defesa do padre encaminhou pedido ao STF solicitando que a prisão preventiva fosse revogada e substituída pela domiciliar, com aplicação de medidas cautelares.

No documento, argumentou irregularidades no processo e ressaltou que o acusado possui problemas de saúde. A magistrada não acolheu os argumentos e manteve a prisão do padre, que está detido no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) desde o dia 18 de março.

“De qualquer modo, não comprovada a situação de vulnerabilidade concreta do paciente e inexistentes indicativos de negligência de medidas mitigadoras/preventivas quanto à sua saúde por parte do estabelecimento prisional. Ante o exposto, nego seguimento ao presente habeas corpus”, disse.

Relembre o crime

Nelson Koch foi preso preventivamente em fevereiro deste ano, acusado de estuprar dois adolescentes. Por ser réu primário, foi solto no dia 21 de fevereiro, por força de habeas corpus.

No entanto, o religioso foi detido novamente no dia 18 de março. Nelson se apresentou na Gerência Estadual de Polinter e Capturas, em Cuiabá, acompanhado do advogado.

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O primeiro adolescente a ser abusado, de 15 anos, relatou ter sofrido os estupros por 8 anos. Os abusos começaram quando ele tinha apenas 7.

Além dele, o padre teria abusado de um adolescente de 17 anos. Durante depoimento, o menor confirmou que o religioso praticou ato libidinoso nos últimos três anos.

Nas investigações, foram ouvidas quase 10 pessoas e outros abusos foram confirmados. O religioso é bem conhecido no médio-norte do estado e já até se enveredou pela carreira política pelo PT, mas não teve sucesso nas urnas.

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JURÍDICO

Marido mandante de morte de personal da mulher pega 20 anos de cadeia

Segundo as investigações, Guilherme arquitetou o crime e contratou dois executores, após descobrir uma suposta traição da esposa

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Crime ocorreu em 8 de novembro de 2017, quando a vítima saía da academia

O Tribunal do Júri condenou, nesta terça-feira (5), Guilherme Dias de Miranda a 20 anos de reclusão em regime fechado por homicídio qualificado e Wallisson Magno de Almeida Santana a 9 anos em regime semiaberto por homicídio simples.

Guilherme foi acusado de mandar matar o personal trainer Danilo Campos, de 28 anos, que teria um suposto relacionamento com sua esposa. Já Wallison foi inicialmente denunciado como sendo um dos executores do crime, mas o MPE o apontou como piloto.

Danilo foi executado quando saía de uma academia no dia 8 de novembro de 2017, no bairro Jardim Cuiabá, na capital, quando um motociclista passou pelo local. O executor, até o momento, não foi identificado e nem preso.

Segundo as investigações, Guilherme arquitetou o crime e contratou dois executores, motivado por ciúmes. Policiais da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoas (DHPP), descobriram que a vítima havia conhecido a esposa de Guilherme em uma academia localizada no Shopping de Várzea Grande.

O caso foi descoberto pelo marido pouco tempo depois. Com a descoberta, Guilherme teria pedido a esposa para que frequentasse outra academia, porém, os encontros teriam continuado. De acordo com uma testemunha que era colega de trabalho de Danilo, o rapaz estaria recebendo ameaças.

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A partir de então, teria começado a andar armado. Ainda conforme a testemunha, Danilo, apesar das ameaças, sempre se mostrou tranquilo e dizia que jamais tinha visto Guilherme na academia. Durante depoimento, a namorada de Danilo na época contou que conheceu  a vítima em agosto de 2017 e negou ter conhecimento das ameaças supostamente cometidas por Guilherme.

A dupla foi presa em março de 2018, em São Paulo, enquanto tentavam fugir do país. A esposa de Guilherme, Ane Lise, chegou a ser presa em Foz do Iguaçu (PR) e trazida a Mato Grosso, mas acabou sendo colocada em liberdade após colaborar com as investigações e declarar ter sofrido ameaças do ex-companheiro.

Ela não foi denunciada pelo Ministério Público por envolvimento no crime. Danilo era filho de Nilo Campos, ex-vereador por Várzea Grande.

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