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Jornalista da TV Globo faz palestra em Rondonópolis

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Afim de reunir apenas mulheres, promover uma noite especial com muita informação e a participação da sexóloga, Laura Muller, e a empreendedora Cristiana Arcangelli, a cooperativa de crédito Sicredi Sul MT vai realizar hoje (29/06) um encontro exclusivo para mulheres que buscam equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal. O evento vai acontecer a partir das 19 horas, no Espaço Ideias Buffet.

Laura Muller é sexóloga, psicóloga, palestrante e jornalista. Atualmente, tem um quadro no programa Altas Horas, de Serginho Groisman, na Rede Globo, no qual esclarece dúvidas sobre sexo. Laura, também já foi colunista do jornal Agora São Paulo, portal IG e Diário do Grande ABC. Como jornalista atuou nos jornais Folha de São Paulo e Folha da Tarde. Além de ser autora dos livros “500 perguntas sobre sexo”, “500 perguntas sobre Sexo Adolescente – Um Guia para Jovens, Educadores e Pais”, “Altos papos sobre Sexo – dos 12 aos 80 anos”, “Educação Sexual em 8 lições”, “Meu amigo quer saber” e “Sexo para Adultos”.

Já a palestrante Cristiana Arcangelli é uma empresária brasileira, conhecida por organizar os primeiros eventos de moda do Brasil e por suas participações nos reality shows Aprendiz Universitário e Extreme Makeover Social. Nos anos 90, criou o Phytoervas Fashion, evento de moda responsável pelo lançamento de diversos estilistas de destaque nos dias atuais, como Alexandre Herchcovitch e Fause Haten. Durante sua carreira, a empreendedora já recebeu mais de 20 prêmios. Cristiana ainda lançou duas linhas de joias em parceria com a marca Vivara e assina colunas em revistas como a Men’s Health e a Viva S/A.

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Meu filho tem medo tudo…

A Psicomotricidade Relacional tem contribuído, utilizando o brincar, ao permitir que ela vivencie suas fantasias reais trazidas para o simbólico no setting terapêutico

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Por Maria Cavalcante de Lima 

            O medo é uma emoção natural do ser humano, um aliado à sobrevivência. Não há evolução sem algo a temer. Medo é a emoção desencadeada por um estímulo que tem valor de perigo para o organismo. O medo varia com a cultura, com as crenças e com a idade.

           Assim, na criança, no início da sua infância, o que a assusta são barulhos ou luzes muito fortes. A partir dos dois anos, é freqüente a criança começar a temer ser abandonada pelos pais e qualquer separação pode representar isto. Também nesta fase se verifica um aumento do medo dos animais, que costuma perdurar até por volta dos quatro anos. Perto dos três anos, a imaginação assume um papel preponderante e aí chegam o medo do escuro, dos monstros, dos fantasmas, dos ladrões, entre outros. Aumenta na hora de dormir, momento em que a criança se sente “desprotegida”. Aos seis anos, ela atinge uma fase de desenvolvimento que permite encarar a morte como algo irreversível, perdendo o seu lado fantasioso e assumindo uma vertente mais concreta, daí o medo que os pais morram. Ela começa também a dar atenção para outros pontos, principalmente na escola, onde podem surgir receios ligados a esta nova etapa da vida e o medo de se expor.

            Quando este medo é demasiado pode ser fobia, que é o “pavor de um sujeito em relação a um objeto, um ser vivo ou uma situação, a qual não apresenta nenhum perigo real”.

            Nos tempos atuais os medos são mais evidentes porque os temores ligados ao desenvolvimento (escuro, monstros, altura, ficar sozinho etc,) juntam-se ao fato de haver uma tensão geral e a sociedade estar mais agressiva. Segundo o psicólogo bielo-russo Lev Vygoststski, nós somos frutos do meio. Assim, o psiquiatra Eduardo F. Santos sentencia: “as crianças estão vivendo um reflexo do medo dos adultos, que o transmitem num conjunto de restrições”. Em tempos atuais, a pandemia e a ameaça de guerra mundial são reais exemplos.

             Crianças estimuladas a serem autoconfiantes desde cedo são mais curiosas, mais abertas ao aprendizado, mais sociáveis e mais propensas a serem felizes. Mas antes de tudo, precisam ser e se sentirem livres.  

            Pais “paranóicos” geram filhos fóbicos. Assim nas expressões do dia-a-dia costumam dizer: “não faça!”, “Olha isso!”, “Cuidado!” Com isto, vão gerando crianças  com medo de tudo. Isto não quer dizer deixarem os filhos fazerem o que bem entendem porque os limites também educam e estruturam a personalidade.

            Devido à dificuldade de a criança verbalizar seus medos, a Psicomotricidade Relacional tem contribuído, utilizando o brincar, ao permitir que ela vivencie suas fantasias reais trazidas para o simbólico no setting terapêutico. Em depoimento de pais em processo terapêutico, referindo-se aos resultados do tratamento com esta ferramenta, fizeram os seguintes comentários: “a minha filha tinha medo de ir para a escola. Com o tratamento, hoje é uma criança independente, segura dentro do seu espaço, sem ter medo de se relacionar!”.

            Medo não é “medinho”. Nunca diga que é “frescura”, “abrace o seu filho, diga quanto o ama e que o medo vai passar”.  Também os “tratamentos de choque” são contra-indicados, como colocar uma criança na água para perder o medo, dizendo “hoje você vai perder este medo!”. A intenção é boa mas aumenta o temor.

            As mudanças devem ser incentivadas e não cobradas. É importante fazer uma aproximação progressiva, conversando com a criança e ajudando-a a interpretar e lidar mais racionalmente com a situação. É preciso ter paciência. Os resultados são progressivos.

             A Psicomotricidade Relacional é opção terapêutica de resultados eficazes, uma vez que tem a natureza não verbal, pois o corpo mente menos que as palavras.

      Maria Cavalcante de Lima é psicóloga (CRP 18/02539) e Psicomotricista Relacional.

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