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Capitão da PM é expulso em MT por abuso de menor

O oficial teria abordado a menina de 13 anos e o namorado, então com 17 anos, e os levado para uma estrada de terra, onde tudo ocorreu

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POLÍCIA

O crime ocorreu em 2014, em Barra do Bugres. 

O Governo do Estado determinou a perda da patente e consequente exclusão do capitão da Polícia Militar, M.M.A., da corporação.

Ele foi condenado a 13 anos de prisão por estuprar uma adolescente de 13 anos e manter o namorado dela, de 17, em cárcere privado. O crime ocorreu em 2014, em Barra do Bugres.

A portaria foi publicada no Diário Oficial do Estado que circula nesta quinta-feira (12). O documento é assinado pelo governador Mauro Mendes (União Brasil).

Mendes apenas oficializou a decisão tomada pelo Conselho de Justificação instalado pela corporação contra o policial.  M.M.A. chegou a pedir a prescrição do processo administrativo disciplinar, o que foi indeferido.

“O governador do Estado de Mato Grosso, no uso de suas atribuições legais, diante do Conselho de Justificação instaurado em face do Capitão da Polícia Militar M.M.A., resolve: indeferir o pedido de prescrição do processo administrativo disciplinar formulado pelo interessado”, diz trecho do documento.

“Decidir pela incapacidade do Capitão PM M.M.A., de permanecer no serviço ativo da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso, pelo cometimento de transgressões disciplinares de natureza grave; declarar, a perda de posto de oficial militar e da patente, com a consequente exclusão dos quadros da corporação militar, sem direito à remuneração e indenização”, diz outro trecho do documento.

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O caso

De acordo com o processo, a adolescente estava na porta da casa dela com o então namorado também adolescente, de 17 anos, quando foram abordados pelo policial. M.M.A. teria usado uma arma para intimidar os adolescentes e obrigá-los a entrar no carro dele.

O namorado da adolescente foi colocado no porta-malas do veículo e ela obrigada a sentar no banco do passageiro. Os dois foram levados para uma estrada deserta na zona rural, onde o estupro aconteceu.

Após o crime, o policial tomou os celulares dos jovens e os abandonou na estrada, sob ameaça de matar os familiares, caso contassem a alguém sobre o ocorrido.

M.M.A. foi condenado, em 2016, a 13 de prisão pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Em 2018, o TJ determinou a perda da patente e a exclusão do policial da corporação. Administrativamente, o caso se arrastou até agora.

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POLÍCIA

Avaliador oficial do TAF teria beneficiado clientes de sua academia em MT

Deputado estadual, Claudinei Lopes, e o vereador da capital, Diego Guimarães já reforçaram o coro da polêmica e cobram esclarecimentos

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As denúncias envolvem o servidor público e empresário Duliomar Aparecido Figueiredo Sampaio. FOTO - Maksuel Martins

Um grupo de candidatos aprovados na primeira fase do concurso público para cargos nas Polícias Militar, Civil e Corpo de Bombeiros tem se mobilizado para expor uma nova denúncia de supostas ilegalidades envolvendo a segunda parte do certame, ou seja, a aplicação do Teste de Aptidão Física (TAF).

Eles denunciam que um servidor público e empresário do setor de academia e testes de preparação física, atuou como avaliador oficial do TAF aplicado aos candidatos e, supostamente, teria beneficiado amigos e alunos de sua empresa privada.

A mobilização dos denunciantes encontrou respaldo junto ao vereador Diego Guimarães (Cidadania) e ao deputado estadual Delegado Claudinei (PL), que expuseram as denúncias cobrando apuração por parte da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp-MT), responsável pelo concurso, que é organizado e executado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) desde fevereiro deste ano.

As denúncias envolvem o servidor público e empresário Duliomar Aparecido Figueiredo Sampaio, que se apresenta como personal Dulio Sampaio. Ele é servidor efetivo da Sesp-MT e, no mês de abril, foi cedido ao Corpo de Bombeiros, conforme ato publicado no Diário Oficial do Estado no dia 20 de abril deste ano. Além disso, é dono da empresa Crosstaf  Centro De Treinamento Fisico E Especializado Eireli, situada no bairro Ipase, em Várzea Grande.

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No local, Dúlio é um dos instrutores e preparadores para alunos interessados em diferentes tipos de treinamento físicos, inclusive o TAF aplicado no concurso público da Sesp-MT. Ainda assim, segundo os denunciantes, ele foi um dos avaliadores oficiais nas provas do TAF. Isso fez alguns candidatos questionar sua atuação e sugerir que ele poderia ter beneficiado candidatos que seriam seus alunos no Crosstaff. Ou seja, em sua empresa onde ele também atua como preparador de clientes que vão prestar concursos e serão submetidos ao teste físico.

Na última quarta-feira (18), o deputado Delegado Claudinei usou a tribuna da Assembleia Legislativa para denunciar a situação e pedir esclarecimentos ao titular da Sesp-MT. Ele informou que havia protocolado no dia anterior, um ofício ao chefe do Ministério Público Estadual, José Antônio Borges, com cópia para a pró-reitoria administrativa da UFMT, relatando suspeita de fraude na aplicação do TAF.

Já o vereador Diego Guimarães usou suas redes sociais para informar que também recebeu denúncias no mesmo sentido feitas por candidatos que fizeram a prova do concursos para a Polícia Militar e enviou ofício à Sesp- pedindo esclarecimentos ao secretário Alexandre Bustamante e ao comando-geral da Polícia Militar.

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SUSPENSÃO 

Em decorrência de negativas da banca examinadora em fornecer imagens do TAF a candidatos que pretendem ingressar com recursos administrativos, a Justiça Federal já suspendeu temporariamente a continuidade do concurso relativo à Polícia Civil.

O juiz federal Hiran Armênio Xavier Pereira, da 2ª Vara Federal de Mato Grosso, acolheu pedido da Defensoria Pública da União e mandou os responsáveis fornecerem as imagens a todos os candidatos interessados. Detemrinou ainda a divulgação de um novo cronograma de prazos.

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