DISPUTA NO TRE-MT
Coligação vai à Justiça e pede cassação de Natasha e Taques
Processos questionam propaganda contra Pivetta e ataques direcionados a Mauro durante a campanha eleitoral
POLÍCIA
A coligação Mato Grosso Não Pode Parar ingressou no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) com ações que podem atingir as candidaturas de dois adversários na reta final da eleição. Os pedidos são pela cassação de Natasha Slhessarenko (PSD), candidata ao Governo, e de Pedro Taques (PSB), que disputa uma vaga ao Senado.
As ações têm como pano de fundo conteúdos utilizados na campanha contra o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o ex-governador Mauro Mendes (União). A coligação sustenta que houve uso indevido dos meios de comunicação e pede, além da cassação dos registros ou dos diplomas, caso eleitos, a inelegibilidade dos candidatos por oito anos.
No caso de Natasha, a discussão envolve peças eleitorais que recuperaram uma reportagem exibida pelo Fantástico, em 2021, sobre uma acusação de violência doméstica contra Pivetta. Os advogados argumentam que o material foi apresentado sem informar que a investigação posteriormente acabou arquivada por ausência de justa causa.
Foram incluídas no processo dez versões de propagandas para rádio e televisão, além de conteúdo impulsionado no Instagram. A coligação afirma ainda que algumas peças foram apresentadas em formato semelhante ao de conteúdo jornalístico e questiona a identificação utilizada nas inserções.
A Justiça Eleitoral já determinou, em decisão liminar, a interrupção de inserções que associavam Pivetta à acusação sem informar simultaneamente sobre o arquivamento dos procedimentos. O pedido de cassação, entretanto, ainda depende da análise do mérito da ação.
ATAQUES A MAURO
A ofensiva judicial contra Pedro Taques reúne um volume maior de conteúdos produzidos durante a campanha ao Senado. A coligação afirma ter contabilizado 317 imputações de crimes contra Mauro Mendes e aponta a utilização reiterada de acusações, bordões, sites e anúncios pagos para ampliar o alcance das mensagens.
Entre os episódios apresentados estão declarações relacionadas ao caso Oi, acusações envolvendo uma facção criminosa e manifestações direcionadas também a familiares de Mauro. A ação sustenta que essas declarações foram repetidas em diferentes plataformas ao longo da disputa eleitoral.
Os advogados também apontam 38 impulsionamentos pagos que teriam acumulado quase 4 milhões de impressões. A coligação usa ainda como argumento o histórico de disputas judiciais entre as duas campanhas e informa que 59 representações e pedidos de direito de resposta foram apresentados contra Taques durante o período eleitoral.
A tese apresentada ao TRE-MT é de que o conjunto dessas ações teria ultrapassado a crítica própria da disputa política e configurado uso indevido dos meios de comunicação e abuso de poder econômico. O processo também alcança os candidatos a suplente de Taques, Carlos Ernesto Augustin e Guelda Cristina de Oliveira Andrade.
Nos dois casos, a cassação e a inelegibilidade são pedidos apresentados pela coligação e ainda dependem de julgamento pela Justiça Eleitoral.
POLÍCIA
Jovem é encontrado morto e amarrado em Cáceres
Ao chegar ao local, a equipe encontrou o carro incendiado na entrada de uma trilha que dá acesso às margens de um rio.
Adryan Poquiviqui Rodrigues, de 23 anos, foi encontrado morto, com as mãos e os pés amarrados, na manhã desta segunda-feira (28), na região do Empa, em Cáceres (225 km de Cuiabá). Um Fiat Uno incendiado também foi localizado nas proximidades e a suspeita inicial da polícia é de execução.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 5h23 após receber uma denúncia sobre um veículo em chamas. Ao chegar ao local, a equipe encontrou o carro incendiado na entrada de uma trilha que dá acesso às margens de um rio.
Durante buscas pela região, os policiais localizaram Adryan caído no caminho, com as mãos amarradas para trás e os pés também presos. O jovem apresentava um ferimento na cabeça e havia grande quantidade de sangue no corpo e no local.
Pelas condições em que a vítima foi encontrada, não foi possível identificar inicialmente se o ferimento foi provocado por disparo de arma de fogo ou outro instrumento.
A Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram acionadas para os procedimentos periciais. O veículo incendiado também passou por perícia.
A autoria e a motivação do homicídio ainda são desconhecidas. O caso será investigado pela Polícia Civil.
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