CUIABÁ

"Operação Simulacrum"

Fantástico mostra ao Brasil o suposto grupo de extermínio na PM de MT

Os policiais miravam bandidos dispostos a cometerem assaltos para o que, na verdade, seriam emboscadas para executá-los.

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POLÍCIA

Ao todo, o grupo é suspeito de armar seis emboscadas e matar 24 pessoas

Reportagem do Fantástico, que foi ao ar na noite deste domingo (17), mostrou ao Brasil a suposta organização criminosa e grupo de extermínio formados por policiais de batalhões de elite da Polícia Militar de Mato Grosso.

O caso foi conhecido na deflagração da “Operação Simulacrum”, e demonstrou que o grupo não  escolhia alvos.  Os policiais miravam bandidos dispostos a cometerem assaltos para o que, na verdade, seriam emboscadas para executá-los.

Entre as vítimas dos policiais, está o soldado Oacy Taques, morto numa suposta emboscada realizada atrás do condomínio Belvedere. em julho de 2020, junto com outras cinco pessoas.

“Os executores desses crimes, a bem da verdade, não sabiam quem, de fato, era executado”, explicou o promotor Vinicius Gahyva. Há também pessoas que não tinham passagens policiais.

“Ele não fez assalto, ia fazer. Simplesmente, julgaram e condenaram. Condenaram a morte”, disse o pai de um entregador de aplicativo.

Ao todo, o grupo é suspeito de armar seis emboscadas e matar 24 pessoas. O promotor Vinicius Gahyva afirmou que as cenas encontradas nos seis supostos tiroteios não indicaram a existência de confronto entre policiais e bandidos.

“Não havia de fato confronto as ações policiais. Os tiros foram todos muito próximos, tiros encostados”, descreveu.

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O delegado Fausto Freitas, da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), afirmou que as declarações do informante dos policiais, que se tornou delator, foram confirmadas com outras evidências coletadas no decorrer das investigações.

“Trabalhamos para checar as informações que ele trouxe e grande parte delas, através de provas técnicas, foram confirmadas”, explicou.

DESCOBERTA

Os policiais civis chegaram ao suposto trama que envolvia policiais militares e mortes supostamente encomendadas após quatro sobreviventes e outras duas testemunhas prestarem depoimentos.

Eles relatavam a presença de um carro vermelho, que seria do membro da quadrilha que organizou o assalto que seria realizado, mas que, na verdade, era do informante da Polícia Militar.

A investigação chegou ao ocupante deste carro, que confessou ser o informante dos policiais. “Essa pessoa organizava o assalto e comunicava a inteligência dos batalhões de qual seria o caminho que devia ser percorrido para que pudesse se montar as emboscadas”, completou Gahyva.

Uma das emboscadas, segundo o informante, teria sido “solicitada” pelo tenente Alisson Rocha Brizola, da Força Tática da PM. Eles tramaram um confronto na região do Bonsucesso, em Várzea Grande, onde quatro pessoas foram mortas. Pelo “serviço”, o informante recebeu R$ 700.

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O pagamento recebido pelo informante que ajudava levar pessoas a morte era considerado “irrisório”. “Há depoimentos no sentido de que os policiais o pagavam até mesmo com armas e drogas”, frisou o delegado Fausto.

Por outro “confronto armado”, o informante recebeu um celular como pagamento. Uma outra forma de pagamento foi o recebimento do celular de um dos mortos.

Familiares das pessoas mortas lamentaram que os policiais tenham atuado como “juízes” e decidiram “condenar” as pessoas a morte. “Poderiam muito bem prender todos envolvidos e a justiça ser feita de outra forma”, disse a mulher de um dos mortos.

OUTRO LADO

A comandante-geral adjunta da Polícia Militar, coronel Francyane Siqueira Chaves, negou a existência de “grupo de extermínio” na corporação, que teve mais de 60 policiais presos, nos últimos dias.

Ela disse ainda que os fatos investigados na operação também são analisados internamente “Jamais temos esse tipo de conduta. Oficialmente falando, se tem esse tipo de conduta, somos a primeira instituição a querer que a verdade venha a tona. E tomaremos as medidas cabíveis”

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POLÍCIA

Motociclista é atropelada por caminhão da Prefeitura e morre em MT

O motorista do caminhão não percebeu a batida e foi avisado por testemunhas que a vítima havia parado embaixo do veículo.

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Mulher foi parar embaixo do caminhão e chegou ser socorrida com vida

A motociclista Luzanira Macedo da Silva, de 39 anos, morreu nesta quarta-feira (18) após se envolver em uma colisão com um caminhão-pipa da Prefeitura de Matupá (a 681 km de Cuiabá).

De acordo com informações da Polícia Civil, a batida ocorreu quando a vítima tentou realizar uma manobra de ultrapassagem.

O condutor do caminhão da Prefeitura relatou que estava trafegando em baixa velocidade, pois faria uma conversão para entrar à direita, onde iria abastecer o tanque de água.

Ao mesmo tempo, Luzanira tentou ultrapassar o caminhão pelo lado direito e, não sendo vista pelo condutor do veículo maior, acabou sendo atingida pelo mesmo.

O motorista, inclusive, não percebeu a batida e foi avisado por testemunhas que a vítima havia parado embaixo do veículo. A moto ficou presa na parte frontal do caminhão.

Socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados e resgataram Luzanira ainda com vida.

Ela foi encaminhada para o hospital, porém, não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu na unidade de saúde. A Polícia Civil foi acionada e segue investigando o acidente.

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