CUIABÁ

QUASE UMA DÉCADA DE AGONIA

Menina de 14 anos denuncia pai por abusos sexuais desde os 5 em MT

A menor tem a mãe é falecida e, por isso, é criada pela avó paterna. A idosa foi informada por ela sobre a situação e não tomou atitude

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Menor disse que nunca havia procurado a polícia porque era ameaçada.

Um homem de 37 anos foi preso, ontem (23), por estuprar a própria filha, de 14 anos, na cidade de Santa Terezinha (1.200 km de Cuiabá). Segundo a vítima, o pai cometeu os abusos sexuais por quase 10 dez anos.

Segundo o registro de ocorrência da Polícia Militar, a guarnição foi acionada por volta das 14h por uma adolescente de 14 anos, que relatou ter sido estuprada pelo próprio pai.

A guarnição se dirigiu para o local onde a menor estava. Ela relatou que voltava da casa da prima quando foi levada à força para um matagal e obrigada a ter relações.

A menor contou que vem sendo estuprada desde os 5 anos e que nunca denunciou porque era ameaçada. Ela citou ainda que o acusado a obrigava usar drogas para cometer os estupros.

A menor relata que a mãe é falecida e, por isso, é criada pela avó paterna. Ela disse que contou sobre os abusos para a avó, que não tomou nenhuma atitude.

Durante diligências, os militares conseguiram localizar e prender o suspeito. O caso foi registrado e encaminhado à Polícia Judiciária Civil que irá investigar o caso.

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“Pai” é suspeito de auxiliar no aborto do filho em MT e jogar feto em lixeira

O suspeito foi autuado em flagrante, inicialmente, pelo crime de aborto, mas a perícia pode apontar novos rumos para o caso

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A mulher de 42 anos, que abortou, segue com quadro hemorrágico e internada. Policia investiga seu consentimento ou não com a morte e descarte da criança.

Um homem, suspeito de auxiliar ou induzir o aborto do próprio foi preso, hoje (5), em Lucas do Rio Verde (333,2 Km). O caso chegou ao conhecimento da Polícia Civil após a comunicação feita pelo hospital São Lucas, onde uma mulher de 42 anos chegou em estado gravíssimo, após ser socorrida pela guarda municipal.

Na unidade médica, foi constatado que ela havia sofrido um aborto. De acordo com o delegado Eugênio Rudy, a médica que fez o atendimento questionou o marido da mulher sobre o local onde estaria o feto. Inicialmente, o suspeito disse que não havia bebê, porém, após insistência da médica, acabou revelando que o feto havia sido jogado em uma lixeira.

“A médica determinou que ele fosse até o local onde tinha deixado a criança. Ele foi, pegou o corpo da criança e levou para o hospital. Ou seja, foi o próprio autor quem levou até o hospital o corpo dessa criança”, afirmou o delegado.

Inicialmente, o homem disse em depoimento que não sabia que a mulher estava grávida e nega qualquer auxílio ou indução ao aborto. “Ele negou, mas a fala dele não nos convenceu. Existem lacunas que demonstram indícios de que ele auxiliou ou provocou esse aborto, provavelmente, com consentimento da gestante. Essa é a nossa primeira tese”, comentou o Eugênio.

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Segundo o delegado, algumas testemunhas foram ouvidas e a Polícia Civil não descarta a hipótese de que a criança tenha sido colocada ainda com vida em uma sacola plástica e deixada na lixeira. “Foi possível extrair que, quando foi colocada na sacola, ela se mexeu. Houve movimentos por parte desta criança. O que nos leva a crer que estava viva. Isso sendo comprovado pela perícia, sairemos de aborto, que é o crime que estou imputando nesse momento, para o crime de homicídio”.

O delegado ainda lamentou a situação e destacou que se trata de um fato gravíssimo. “É uma investigação que a gente não queria fazer porque mexe com a gente. Estamos consternados. Não é fácil investigar essa situação”.

O suspeito foi levado para a delegacia municipal e autuado em flagrante, inicialmente, pelo crime de aborto. Em seguida, passará por audiência de custódia, que definirá se responderá ou não em liberdade. A mulher segue internada com hemorragia no hospital São Lucas. Segundo a Polícia Civil, não há registros de violência doméstica entre o casal.

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