CUIABÁ

PAI BATEU E FOI PRESO

Menina de 5 anos e mãe são agredidas por causa de maquiagem em MT

Para a equipe, a mulher relatou que convive com o marido há sete anos e que sempre era agredida e ameaçada de morte.

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Agressor acusou a mulher de exercer "má-influência" na criança e a chamou de "vagabunda"

Um homem, que não teve a sua identidade divulgada, agrediu a filha de 5 anos por passar maquiagem. A esposa, a mãe da menina, também foi vítima. Tudo ocorreu na noite da última quarta-feira (13), no bairro Jardim Luz D’Yara, no município de Rondonópolis (a 218 km de Cuiabá).

Por fim, o homem acabou preso pela Polícia Militar (PMMT). O homem usou uma toalha para bater na filha de 5 anos e machucou a companheira com chutes. Segundo o registro de ocorrência, a equipe foi acionada por volta das 18h00.

A vítima relatou que ao chegar na residência, depois de ter saído do trabalho, o marido começou a xingá-la e a chamou de vagabunda. Logo em seguida, a filha do casal disse para mãe que o suspeito a agrediu com uma toalha porque ela teria passado maquiagem.

Neste momento, o pai começou a agredir novamente a filha, com a toalha, deixando hematomas nas costas. Ao ver a situação, a mulher tentou defender a menina com uma vassoura, quando o suspeito também começou a agredi-la com chutes no rosto e no corpo.

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A vítima começou a gritar por socorro, quando o suspeito saiu do local e foi se esconder em uma conveniência do lado da residência do casal. A Polícia Militar foi acionada e conseguiu deter o suspeito no estabelecimento. Para a equipe, a mulher relatou que convive com o marido há sete anos e que sempre era agredida e ameaçada de morte.

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Sobrevivente de tragédia em MT relata que ônibus “corria demais”

A esteticista e a filha estão entre os sobreviventes e denúncia não ter recebido amparo da empresa Itamarati, a quem deve processar

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Mulher conta que filha teve de escalar o ônibus para conseguir sair, após o acidente

A esteticista Kely Eronides da Silva, de 37 anos, viajava com a filha, de 10, no segundo andar do ônibus da Expresso Itamarati, que seguia para Sinop e bateu em um caminhão de soja na BR-163, em Vera, na terça-feira (17).

Ela foi uma das sobreviventes, mas afirma não ter recebido amparo da empresa. Oito pessoas morreram no acidente e cinco ainda estavam internadas em estado grave na última semana, em hospitais de Sorriso e Sinop.

Entre os hospitalizados, está Edmilson Pereira, que dirigia o ônibus de viagem. Ele teve um dos braços decepados durante o acidente e precisou passar por uma cirurgia no Hospital Regional de Sorriso.

De acordo com Kely, o motorista estava correndo acima do devido na rodovia. “Correndo muito, estressado. Foi fazer uma ultrapassagem. A empresa até agora não entrou em contato comigo para nada. Passei pelo médico de Sinop, porque tenho plano de saúde”, contou ao site Olhar Direto.

A esteticista afirma que pretende entrar com um processo contra a Expresso Itamarati e acionou um advogado para acompanhar o caso. No entanto, ela e a filha ainda estão muito abaladas.

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O segundo andar do ônibus foi atingido por destroços do caminhão, que feriram vários dos 45 passageiros que estavam no local. Kely e a filha estão entre as vítimas que tiveram que pular a janela do veículo para se salvarem.

“Estávamos nas poltronas 37 e 38. Sobrevivemos por um livramento de Deus. Mesmo machucada, minha filha escalou o ônibus para descer, porque a escada tinha sido destruída”.

A criança teve apenas um arranhão na testa e sente dores musculares, mas não consegue se esquecer do acidente. Já Kely sente dores na costela, rosto e joelho por conta do impacto causado pela batida.

A esteticista afirma que o trauma psicológico é ainda maior por ter passado por uma situação trágica com o acidente ao lado da filha. “Fui visitar uma irmã em Sinop, nunca tinha ido. Tanto que nem conhecia o percurso. A empresa em nenhum momento prestou qualquer auxílio, estamos em choque”.

Motorista invadiu contramão

Em análises preliminares, as equipes constataram marcas de frenagem na pista contrária, sentido Sorriso. No entanto, a dinâmica do acidente ainda será investigada por perícias.

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Sobre a hipótese do motorista do ônibus ter dormido enquanto dirigia, o inspetor da PRF que acompanhou o caso afirmou que a possibilidade também será investigada pela Politec.

O motorista do caminhão, que tombou sobre a pista e derramou toda a carga de soja que transportava, sofreu lesões leves. A empresa Expresso Itamarati, onde Edmilson trabalhava, negou que ele tenha excedido a jornada de trabalho permitida.

“Prepostos da empresa se deslocaram ao local imediatamente após o ocorrido para prestar assistência às vítimas e familiares, bem como para contribuir com as autoridades competentes para apuração das causas do acidente”

Até o momento foram confirmadas oito mortes. A professora Sidinei de Oliveira Cardoso, de 48 anos, e o filho, Carlos André Fidelis Oliveira Cardoso, de 14, estão entre as vítimas.

Também morreram no acidente: Alfredo Lopes da Silva (65), Maria Carneiro (61), Clayton Aparecido da Silva (37), Brena Nunes Ronsoni (24), Pedro Henrique Rodrigues Leal Pinto (21), Deborah Costa de Almeida (21).

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