CUIABÁ

CARGA DE R$ 23 MILHÕES

Ouro apreendido em SP que saiu de MT pode ter envolvimento de político

Seis suspeitos foram encaminhados para a PF de Sorocaba. Eles achegaram a apresentar uma documentação para justificar o transporte.

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Segundo a PF, dois dos policiais que faziam a escolta da carga estão lotados na Casa Militar do Governo de São Paulo.

Parte dos quase 80 quilos de ouro apreendidos pela Polícia Federal (PF) l, na última quarta-feira (4), em Sorocaba, interior de São Paulo, saiu de Mato Grosso e do Pará. Segundo investigação inicial, policiais militares do estado de São Paulo escoltavam o ouro no momento da apreensão. A carga é avaliada em aproximadamente R$ 23 milhões.

Seis suspeitos foram encaminhados para a PF de Sorocaba. Eles achegaram a apresentar uma documentação para justificar o transporte. De acordo com os documentos apreendidos, a origem do ouro seria de Mato Grosso e do Pará, extraídos irregularmente de terras indígenas.

O metal estava em malas descarregadas em um avião no Aeroporto Estadual Bertram Luiz Leupolz. Em seguidas, os malotes foram transferidos para dois carros modelo Corolla. O destino exato do ouro e os responsáveis também por seu envio ainda são objetos de investigação.

A PF acompanhou toda a ação e abordou os veículos na altura do KM-74 da rodovia Castello Branco, sentido capital paulista. Dentro dos carros foram encontradas três malas com barras de ouro e uma quarta mala contendo documentos diversos.

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Segundo a PF, dois dos policiais que faziam a escolta da carga estão lotados na Casa Militar do Governo de São Paulo, responsável pela segurança do governador. “O metal foi encaminhado para realização de perícia em laboratório específico da PF. O avião também foi apreendido e passa a ser objeto de sequestro criminal em outro inquérito policial. As circunstâncias da utilização proibida da aeronave serão apuradas”, informou a PF.

Uma informação que circula nos bastidores da política mato-grossense dá conta de um possível envolvimento de pessoas diretamente ligadas a um político famoso e com mandato, em Mato Grosso.

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“Pai” é suspeito de auxiliar no aborto do filho em MT e jogar feto em lixeira

O suspeito foi autuado em flagrante, inicialmente, pelo crime de aborto, mas a perícia pode apontar novos rumos para o caso

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A mulher de 42 anos, que abortou, segue com quadro hemorrágico e internada. Policia investiga seu consentimento ou não com a morte e descarte da criança.

Um homem, suspeito de auxiliar ou induzir o aborto do próprio foi preso, hoje (5), em Lucas do Rio Verde (333,2 Km). O caso chegou ao conhecimento da Polícia Civil após a comunicação feita pelo hospital São Lucas, onde uma mulher de 42 anos chegou em estado gravíssimo, após ser socorrida pela guarda municipal.

Na unidade médica, foi constatado que ela havia sofrido um aborto. De acordo com o delegado Eugênio Rudy, a médica que fez o atendimento questionou o marido da mulher sobre o local onde estaria o feto. Inicialmente, o suspeito disse que não havia bebê, porém, após insistência da médica, acabou revelando que o feto havia sido jogado em uma lixeira.

“A médica determinou que ele fosse até o local onde tinha deixado a criança. Ele foi, pegou o corpo da criança e levou para o hospital. Ou seja, foi o próprio autor quem levou até o hospital o corpo dessa criança”, afirmou o delegado.

Inicialmente, o homem disse em depoimento que não sabia que a mulher estava grávida e nega qualquer auxílio ou indução ao aborto. “Ele negou, mas a fala dele não nos convenceu. Existem lacunas que demonstram indícios de que ele auxiliou ou provocou esse aborto, provavelmente, com consentimento da gestante. Essa é a nossa primeira tese”, comentou o Eugênio.

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Segundo o delegado, algumas testemunhas foram ouvidas e a Polícia Civil não descarta a hipótese de que a criança tenha sido colocada ainda com vida em uma sacola plástica e deixada na lixeira. “Foi possível extrair que, quando foi colocada na sacola, ela se mexeu. Houve movimentos por parte desta criança. O que nos leva a crer que estava viva. Isso sendo comprovado pela perícia, sairemos de aborto, que é o crime que estou imputando nesse momento, para o crime de homicídio”.

O delegado ainda lamentou a situação e destacou que se trata de um fato gravíssimo. “É uma investigação que a gente não queria fazer porque mexe com a gente. Estamos consternados. Não é fácil investigar essa situação”.

O suspeito foi levado para a delegacia municipal e autuado em flagrante, inicialmente, pelo crime de aborto. Em seguida, passará por audiência de custódia, que definirá se responderá ou não em liberdade. A mulher segue internada com hemorragia no hospital São Lucas. Segundo a Polícia Civil, não há registros de violência doméstica entre o casal.

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