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ANUÁRIO DA PRF

Quase metade das mortes em rodovias federais envolvem caminhões

Excesso de jornada de trabalho, uso de drogas, pressão para andar em excesso de velocidade e condições precárias são as vilãs da história

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POLÍCIA

A média é de praticamente sete mortes por dia em rodovias federais com a presença de caminhões nos acidentes.

Segundo dados do recém-lançado Anuário Estatístico da Polícia Rodoviária Federal – PRF, 853 ocupantes de caminhão morreram em acidentes (sinistros) nas rodovias federais, em 2021. Já se forem somados as vítimas fatais que ocupavam outros veículos, ou mesmo pedestres, em acidentes que envolveram caminhões o número sobe para um total de 2.521 pessoas que perderam a vida.

Em uma análise global, isso representa que 47% dos acidentes com mortos no ano passado tinham veículos de carga na ocorrência. Segundo especialistas do setor, o excesso de jornada de trabalho, uso de drogas, pressão para andar em excesso de velocidade, condições precárias de descanso e valor de frete baixo são alguns dos fatores que contribuem para acidentes com caminhoneiros.

Segundo os dados da PRF, ainda nos sinistros com caminhão, 5.218 trabalhadores ficaram com ferimentos leves e 1.616 graves. Já no total dos sinistros envolvendo caminhões, registrou-se um total de 12.628 feridos leves e 4.770 graves.

Exploração profissional

Segundo Rodolfo Rizzotto, coordenador do SOS Estradas, “são números assustadores que mostram o grau de exploração dos profissionais da estrada e a falta de cuidado dos demais condutores quando estão trafegando onde tem caminhões (…) Existem os sinistros por fadiga e abuso dos caminhoneiros, mas muitas ocorrências são fruto da imperícia e imprudência dos motoristas de veículos leves. Entretanto, tudo começa numa concorrência desleal que leva, inclusive, ao uso de drogas”, ele completa.

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Uso de drogas

Renato Dias, presidente da Associação Brasileira de Toxicologia (ABTOX), explica que a exigência do exame toxicológico em larga janela é essencial para a detecção de drogas consumidas por motoristas de caminhão e ônibus.

Uma pesquisa realizada pelo projeto Comandos de Saúde nas Rodovias em São Paulo, feita em um período de oito anos, revelou que 7,8% dos motoristas de caminhão no Brasil fazem o uso de drogas ilícitas —anfetamina, cocaína e maconha.

Realizada com a participação de 4.110 caminhoneiros, indicou que, entre 2009 e 2016, a substância predominante foi a cocaína (3,6%), seguida da anfetamina (3,4%) e da maconha (1,6%).

A Lei 13.103/2015, conhecida como a “Lei do Caminhoneiro”, trouxe a obrigatoriedade da realização do exame toxicológico para os motoristas profissionais de transporte rodoviário de passageiros e de cargas.

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POLÍCIA

Namorada de agente morto por Pacolla desmente versão de vereador

A mulher nega que uma mulher estaria sendo ameaçada pelo agente e diz que a arma do namorado estava na cintura

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Segunda a namorada, ela fez um vídeo do namorado morto com a arma na cintura

Ao contrário do que foi relatado pelo vereador e tenente coronel da Polícia Militar de Mato Grosso, Marcos Paccola (REPUBLICANOS) e pelo boletim de ocorrência do caso, a namorada de Alexandre Miyagawa, 41, agente penal do Complexo Pomeri, mais conhecido como ‘Japão’, negou, neste sábado (2), que ele a tivesse ameaçado.

Segundo ela, o agente não estava com a arma na mão e sim na cintura, diferente da versão do vereador. Ele foi morto por um tiro de Paccola, que alegou legítima defesa, na Avenida Arthur Bernardes, atrás do restaurante Choppão. “Estão falando que o Paccola atirou no Alexandre porque estava defendendo uma mulher que estava sendo ameaçada. Que mulher é essa? a mulher sou eu?”, questionou Janaina Sá, em suas redes sociais.

Segundo a mulher, ela entrou na contramão porque parou para ir ao banheiro. “Eu desci para fazer xixi, desci na rua contramão um pedaço, e um cara começou a me xingar: “Louca, parou na contramão”, eu peguei e falei, “e daí, entrei na contramão”.

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“Eu fui fazer xixi na distribuidora e saí andando rápido. E o Alexandre tem mania de andar com a mão na camisa. mania de policial, não sei, tipo fazendo guarda. E ele estava atrás e falou “amor, espera”. E de repente eu só vi ele caindo no chão. O tiro podia pegar em mim, porque eu senti”, falou a namorada, com a voz embargada.

“Porque esse cara atirou? Porque ele estava armado, porque ele atirou? Porque eu entrei na contramão, porque ele saiu com a mão na cintura? Ele não estava com a arma [na mão], era o celular. Eu fiz um vídeo, a arma estava nele. Tiraram até a arma dele. Ele estava com o celular, porque estava o corpo, o celular e a carteira caída no chão. Não é nada disso que estão falando, não teve agressão”, completou.

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