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Testemunhas e amigos abandonaram servidor desmaiado no meio da rua em MT

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A Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) iniciou a segunda fase das investigações da morte do servidor Rodolfo da Silva Costa, de 29 anos, que aconteceu em agosto, na frente de uma casa noturna, em Cuiabá. Agora, será apurado o crime de omissão de socorro por parte das testemunhas e agentes públicos.

Rodolfo morreu dias após se envolver em uma briga com uma jovem de 18 anos, na frente de uma tabacaria no bairro Jardim Europa. Na ocasião, a vítima estava na companhia de um amigo.

O rapaz e a suspeita começaram a se desentender dentro do estabelecimento, mas foi na parte de fora, quando a empresa já tinha fechado, que os dois trocaram tapas, socos e puxões de cabelo.

Durante a confusão, a jovem caiu por cima de Rodolfo, ocasião em que ela o agarrou e bateu com a cabeça dele no chão diversas vezes. Em seguida, eles param de brigar e a vítima se levanta.

Em ato contínuo, o servidor caiu no chão desacordado. A jovem, em depoimento, contou que pediu que chamassem a Polícia Militar, mas todos acabaram indo embora e deixando a vítima desacordada.

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Rodolfo foi encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) cinco hora após o acontecido. Ele passou por cirurgia, mas veio a óbito três dias depois.

Para o delegado Anderson Veiga, responsável pelo caso, a omissão de socorro por parte das testemunhas é o que mais chocou nesse caso, inclusive, por parte do amigo de Rodolfo que presenciou toda situação.

“Quatro testemunhas já foram ouvidas. No depoimento (do amigo de Rodolfo), ele foi muito evasivo assim como os demais ouvidos nesse inquérito. Esse amigo será chamado novamente para esclarecer isso (omissão de socorro) e alguns outros detalhes da investigação”, contou.

Além das testemunhas o abandonarem, a DHPP apura uma situação envolvendo agentes públicos. Consta nas investigações que uma viatura da Polícia Militar teria ido até o local, os em questão teriam visto a vítima ao solo e foram embora sem prestar socorro.

“O que mais surpreende é que essas pessoas foram embora e abandonaram a vítima. Entraremos na segunda fase onde vamos apurar isso, quais as outras pessoas e eventuais agentes públicos que também estiveram no local e que simplesmente deram as costas para a vítima. Essa história (da viatura da PM) existe, mas ainda não temos esses dados. Está sendo apurado”, explicou.

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As investigações sobre o crime ainda continuam. O delegado contou que ainda falta ser ouvida, pelo menos, mais uma testemunha do crime.

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Namorada de agente morto por Pacolla desmente versão de vereador

A mulher nega que uma mulher estaria sendo ameaçada pelo agente e diz que a arma do namorado estava na cintura

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Segunda a namorada, ela fez um vídeo do namorado morto com a arma na cintura

Ao contrário do que foi relatado pelo vereador e tenente coronel da Polícia Militar de Mato Grosso, Marcos Paccola (REPUBLICANOS) e pelo boletim de ocorrência do caso, a namorada de Alexandre Miyagawa, 41, agente penal do Complexo Pomeri, mais conhecido como ‘Japão’, negou, neste sábado (2), que ele a tivesse ameaçado.

Segundo ela, o agente não estava com a arma na mão e sim na cintura, diferente da versão do vereador. Ele foi morto por um tiro de Paccola, que alegou legítima defesa, na Avenida Arthur Bernardes, atrás do restaurante Choppão. “Estão falando que o Paccola atirou no Alexandre porque estava defendendo uma mulher que estava sendo ameaçada. Que mulher é essa? a mulher sou eu?”, questionou Janaina Sá, em suas redes sociais.

Segundo a mulher, ela entrou na contramão porque parou para ir ao banheiro. “Eu desci para fazer xixi, desci na rua contramão um pedaço, e um cara começou a me xingar: “Louca, parou na contramão”, eu peguei e falei, “e daí, entrei na contramão”.

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“Eu fui fazer xixi na distribuidora e saí andando rápido. E o Alexandre tem mania de andar com a mão na camisa. mania de policial, não sei, tipo fazendo guarda. E ele estava atrás e falou “amor, espera”. E de repente eu só vi ele caindo no chão. O tiro podia pegar em mim, porque eu senti”, falou a namorada, com a voz embargada.

“Porque esse cara atirou? Porque ele estava armado, porque ele atirou? Porque eu entrei na contramão, porque ele saiu com a mão na cintura? Ele não estava com a arma [na mão], era o celular. Eu fiz um vídeo, a arma estava nele. Tiraram até a arma dele. Ele estava com o celular, porque estava o corpo, o celular e a carteira caída no chão. Não é nada disso que estão falando, não teve agressão”, completou.

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