CUIABÁ

PASSARAM DOS LIMITES

Parlamentares não economizaram em desrespeitos e até a mãe de um foi ofendida na discussão

Em meio ao acalorado bate-boca, xingamentos e outras quebras de decoro foram registradas entre os envolvidos, ofendendo até familiares

Publicados

POLÍTICA

Parlamentares opositores e da base perderam a linha durante discussão

Uma discussão na Câmara Municipal de Jaciara (127 km de Cuiabá), nos últimos dias, a respeito de pronome de tratamento terminou em troca de ofensas pessoais e uso de palavras de baixo calão pelos parlamentares.

De acordo com o vídeo que circula nas redes sociais, o vereador José Galindo (PSB) utilizou a tribuna para reclamar do vereador Leonidas Leitão (PSC), que usou o termo “bonitona” para cobrar explicações da prefeita Andréia Wagner (PSB), por conta de uma viagem a Escócia para acompanhar o marido, o então presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Max Russi (PSB).

“A primeira coisa que aprendi foi tratar a todos com respeito, inclusive, chamando de Vossa Senhoria, vosso vereador. Isso não acontece com nossa prefeita que foi chamada de “bonitona”, declarou José Galindo.

O vereador Josias Melo de Almeida (PP) cobrou que todos os parlamentares fossem chamados de Vossa Excelência. “Não só ela [prefeita], como qualquer colega desta Casa, tem que ser chamado de Vossa Excelência, para mostrar ao povo jaciarense que essa é uma casa humana, de pessoas inteligentes e educadas”, disse.

Em resposta, o vereador Leonidas Leitão declarou que não iria recorrer aos pronomes de tratamento para chamar os colegas de bancada. “Vossa Senhoria eu só chamo de Deus. Não é vereador ou prefeito. Não ofendi ninguém. Quem foi ofendida aqui foi minha mãe. Não vi ninguém me defender ou defender minha mãe”, reclamou.

Leia Também:  TCE aponta superfaturamento de prefeitos de MT na pandemia

Assista a confusão: 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍTICA

Mauro ignora apelo ribeirinho e veta projeto de proteção ao Rio Cuiabá

Após o veto de Mendes, cabe a Assembleia Legislativa uma nova análise. O veto pode ser mantido ou derrubado em votação em plenário

Publicados

em

Mendes tem filho no ramo de PCHs, algo que defende abertamente em detrimento ao interesse protecionista

O governador Mauro Mendes (União Brasil) vetou integralmente, nesta semana, o projeto de lei que proibia a construção de usinas hidrelétricas (UHE) e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) no Rio Cuiabá.

A medida foi aprovada em maio pela Assembleia Legislativa. A decisão de Mendes circulou em edição extra do Diário Oficial nesta terça-feira (5).

Na sua justificativa, Mendes disse que o dispositivo é inconstitucional por interferir em assunto cuja tratativa é de competência da União.

“Interfere na competência privativa da União para legislar sobre águas, violação ao art.22, IV da CF, bem como na competência material para explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão aproveitamento energético dos cursos de água; instituir sistema nacional de gerenciamento de recurso hídricos e definir critérios de outorga de direitos de seu uso”, disse na publicação.

De autoria do deputado estadual Wilson Santos (PSD), o projeto colocava em discussão a viabilidade ambiental do projeto apresentado pela Maturati Participações e que visa a construção de PCHs na região.

Após o veto de Mendes, cabe a Assembleia Legislativa uma nova análise. O veto pode ser mantido ou derrubado em votação em plenário. Se derrubado, a expectativa é que Governo, mais uma vez, judicialize um tema que perdeu no parlamento, como tem feito em outras matérias.

Leia Também:  Emanuel cobra que vereadores deem resposta ao povo no caso Paccola

Entusiasta de PCHs

O governador já tinha sinalizado que seria contra o projeto de Wilson Santos, que atende apelo de ribeirinhos, sobretudo por ser um entusiasta das PCHs. Segundo já declarou Mendes, “represar água não mata rio”.

O olhar de Mauro sobre o assunto, contudo, pode ser conotação mais pessoal do que de gestão ambiental, já que seu filho, o fenômeno dos negócios, Luis Antônio Taveira Mendes, de apenas 24 anos, tem como um dos seus negócios o de PCHs, inclusive articula, junto com o genro do ex-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Mauro Carvalho, a liberação de um licenciamento ambiental, por parte do Governo do Estado, para tocar o empreendimento de R$ 100 milhões.

 

 

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍCIA

BRASIL E MUNDO

AGRO E ECONOMIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA