CUIABÁ

FICOU ESTRANHO

A contragosto, Max deve levar PSB à oposição em MT

Deputado segurou até onde deu, mas terá de levar a sigla ao palanque de Lula ou então deixará correligionários em situação vexatória

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POLÍTICA

Mendes teria anunciado que fechou com o PL de Wellington Fagundes, o que complicou a vida de Russi

Após muito relutar e até anunciar, em convenção do último dia 30 de julho, apoio consolidado ao governador, Mauro Mendes (UNIÃO BRASIL) – que mandou vídeo para o evento e tentava estruturar um “palanque aberto” ao Senado Federal em sua chapa – o líder estadual do PSB, Max Russi, está ficando completamente sem alternativas e, a não ser que queira expor seus correligionários ao ridículo, terá que anunciar que o partido está se unindo à oposição.

Se não fosse Max, aliás, o partido já estaria no colo do lulismo, totalmente abraçado na Federação PT/PV e PCdoB, bem longe do arco de aliança do atual governador. Ocorre que pessoalmente muito bem estruturado politicamente, sobretudo no interior, Russi tem muitos votos por serviços prestados e até por questões de reduto regional, mas boa parte destes eleitores são bolsonaristas ferrenhos e não gostariam nada de saber da notícia que o seu deputado estadual se uniu com o PT.

Ninguém mais que o próprio Max perderia com o partido ganhando o carimbo de lulista e é por isso que Russi faz tanta força contrária para arrastar a sigla para longe das garras da esquerda. O pensamento pragmático e nada ideológico de Max, todavia, provavelmente “matou” o promissor projeto a Senado Federal de Natasha Slhessarenko, já que se a médica tivesse tido o aval para se abrigar na esquerda petista, como sempre quis sua mãe, a ex-senadora Serys, o espaço já estaria consolidado para a novata.

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Como Natasha teve de ficar em cima do muro, seguindo a tendência decisória de Max, abriu-se espaço para que Neri Geller (PP) ocupasse a lacuna e fechasse com a Federação. Max ainda tentou “salvar” forçando o tal “palanque aberto” com Mauro Mendes, o que não vai colar, segundo anunciou o próprio Neri, que confirmou fala do governador garantindo que terá palanque bolsonarista, em 2022, o que deixa o PSB, que terá o vice de Lula, em situação desconfortável no grupo.

Serys surgiu na convenção recente do PSB e declarou que a filha não deve ter dúvida: precisa se posicionar e pedir votos para Lula. O problema é que a sugestão veio tarde e a médica, provavelmente, deve recuar para compor chapa como suplente, provavelmente de Neri, ou apostar numa improvável investida kamikaze em candidatura avulsa ao Alto Parlamento.

A vida de Russi para não deixar o partido avermelhar não está fácil, já que, além de Serys, que já foi senadora pelo PT e parece que ainda segue com o partido no coração, a sigla ainda conta com o prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio (PSB), e seu esposa, a pré-candidata a deputada federal, Neuma de Morais, dois fanáticos pelo retorno do ex-presidente petista ao comando do país.

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O gestor da maior cidade do interior, contudo, também adora uma conveniência política e não tem pressionado Maxi porque atualmente algo lhe fez ficar “apaixonado” pela reeleição de Mendes. Pátio, contudo, antes de se filiar, tentou costurar com Carlos Siqueira, liderança nacional do partido, para entrar na sigla como presidente estadual, uma espécie de puxada de tapete em Max.

O argumento trabalhado pelo prefeito, em Brasília, era exatamente o de que Russi não estaria comprometido com as “causas” da agremiação. Por fim, Max conseguiu se segurar, até pela estrutura representativa que conseguiu entregar ao partido no estado, e hoje os dois demonstram uma aparente harmonia.

Todavia, recentemente, uma nova sinalização nacional dava conta de um pedido maior para que a sigla se posicionasse na oposição no estado. Talvez até por isso, o PSB saiu na frente e já fez a convenção, confirmando apoio à reeleição de Mauro Mendes. A situação azedou, nesta terça (2), com o provável martelo batido entre Mendes e o PL de Jair Bolsonaro.

A cena atual impulsiona Max a fazer o óbvio, ou seja, caminhar junto do PT. Caso contrário, Neuma e companhia vão ter que subir no palanque do atual governador em silêncio e sem condição alguma de “fazer o L”.

 

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POLÍTICA

Mauro vê plágio em plano de Governo de Márcia e Emanuel ironiza

Grupo de oposição quer colocar em prática aquilo que o governador, enquanto candidato, teorizou e nunca entregou

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Emanuel é o coordenador da campanha de Márcia e vai explorar os desgastes do atual gestor para dar fôlego ao projeto oposicionista. FOTO - Marcus Vallant GD

A candidata a governadora de Mato Grosso, Márcia Pinheiro (PV), rebateu a acusão de que seu plano de governo é plágio das propostas apresentadas por Mauro Mendes (UB), nas eleições de 2018.

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), coordenador da campanha de Márcia, disse que as propostas descritas no Plano de Governo de Marcia atendem exatamente a necessidades universais não cumpridas pela atual gestão do Estado.

Dentre os pontos, cita o pagamento da Revisão Geral (RGA) e a valorização dos servidores públicos. “Não se trata de nenhum demérito. É uma questão de redação. E se o gestor atual não conseguiu cumprir o que havia prometido, é uma necessidade do povo, vai constar no Plano de Governo”, Emanuel Pinheiro (MDB).

A coordenação da campanha a reeleição de Mauro apontou que 23 compromissos protocolados na Justiça Eleitoral em 2018 pelo então candidato e atual governador Mauro Mendes (UB) foram plagiados, na íntegra, pela candidata de oposição Márcia Pinheiro (PV), em seu Plano de Governo das eleições de 2022.
No total, 71 propostas de Mauro em 2018 foram alvo de “inspiração” para a primeira-dama de Cuiabá, sendo 23 integralmente copiadas. De acordo com Emanuel, “o fato de serem propostas idênticas ou semelhantes deve-se, exclusivamente, a inoperância da atual gestão que não cumpre o que promete. E, logicamente, o debate deve ser retomado. Se é uma necessidade da população, o assunto retornará a pauta”, asseverou.

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Quanto à entrega do novo hospital municipal de Cuiabá , o coordenador lembra que foi a gestão Emanuel Pinheiro quem finalizou e entregou à população de todo estado o maior e mais moderno hospital de Cuiabá, obra que foi prometida pelo então prefeito Mauro Mendes e que não foi entregue.

Hoje, em razão da desassistência da saúde no interior do Estado, o novo pronto-socorro é a referência a milhares de moradores de Mato Grosso e a citação à construção, descrita no Plano de Governo, trata-se de um erro da equipe redatora e será devidamente corrigido.

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