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Alunos de Rondonópolis são orientados sobre os cuidados com o meio ambiente

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Cada ser humano tem um papel junto à natureza e pode, com seu comportamento, preservá-la ou destruí-la. Baseada nessa premissa, a Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Agton Kayro, da Secretaria Municipal de Educação (Semed), trabalha desde 2018 questões de sustentabilidade e consciência ambiental por meio do projeto “Eu e o meio ambiente”, com o qual foi ganhadora do prêmio práticas exitosas na categoria Emei, recebido na abertura da Semana da Educação Infantil que aconteceu no dia 20 de agosto.

Preservação de rios e lagos, proteção dos animais, alimentação saudável, descarte adequado do lixo, aproveitamento de materiais por meio da reciclagem, fauna e flora são alguns dos temas abordados pela Agton Kayro com seus 200 alunos, de quatro e cinco anos.

“Por meio de uma linguagem infantil que trabalha os assuntos utilizando a ludicidade, nós integramos a questão ambiental às diversas abordagens que aplicamos diariamente em sala de aula. Então, ao trabalharmos oralidade, leitura, escrita, matemática e musicalidade, por exemplo, mesclamos essas práticas com noções de sustentabilidade, ecologia e preservação do planeta. Assim, levamos às crianças musiquinhas, histórias, representações e brincadeiras dentro da sequência didática, em que os cuidados com o meio ambiente sempre estão presentes”, relata a diretora da Emei Agton Kayro, Sebastiana Félix da Cruz.

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Esses e outros temas são vivenciados pelos pequenos em atividades variadas oferecidas na escola, como a visita ao Horto Florestal, o passeio pelo bairro, o projeto horta e a feirinha de conhecimento, só para citar algumas. “Muitas vezes, em casa, nossos alunos não têm o olhar crítico sobre a proteção dos recursos naturais. Então, nós, como educadores, indicamos atitudes apropriadas para conservação e recuperação do meio ambiente, conscientizando-os e, assim, eles reproduzem esse aprendizado em casa, sendo multiplicadores do conhecimento que passamos”, afirma a diretora.

Uma professora excepcional, a natureza dá lições que devem ser introjetadas pelas novas gerações, como assinala Sebastiana: “Falamos com eles sobre acúmulo do lixo e destinação correta de detritos, uso racional da água, ingestão de produtos sem agrotóxicos, problemas causados pelas queimadas e como evitá-las, aquecimento global e assim por diante”.

Todas essas ações e diálogos com as crianças têm alcançado um resultado notável, como sublinha a diretora: “Percebemos a mudança de comportamento em detalhes. Elas passam a fechar a torneira quando vão escovar os dentes, colocar o papel e a ponta do lápis no lixo, encher o copo só com a quantidade de água que vão beber. E o interessante é que os alunos, além de transmitirem esse aprendizado aos pais em casa, também se monitoram e chamam a atenção dos coleguinhas quando estes cometem algum descuido”.

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Convicta da responsabilidade que tem nas mãos, Sebastiana ressalta: “Estamos formando cidadãos para a sociedade do amanhã. E a natureza é nossa fonte de vida, ela nos dá tudo. Por isso, queremos despertar essa sensibilidade nas crianças. Se, agora, nosso planeta está nessa situação problemática, como será daqui a 20 anos se não fizermos nada? Então, precisamos trabalhar desde a primeira infância a importância de preservar os recursos naturais, pois, se a natureza adoece, nós também adoecemos. Como uma mãe, ela nos dá energia vital de graça, nos dá oxigênio, àgua, sombra das árvores… e a única coisa que ela pede é zelo, respeito. Que é o que atualmente está faltando”, vaticina a diretora.

 

Fonte: MinutoMT com Assessoria

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Pesquisadores alertam para perdas de até 100% das plumas de algodão por ataque de Aphelenchoides

Nematoide que acomete a parte aérea da planta, ainda com poucos resultados de estudos, também é o vilão causador da Síndrome da haste verde e retenção foliar na soja, e apresenta maior perigo com incidência elevada de chuvas

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Estragos do fitonematoide em lavouras de algodão podem causar perdas, em alguns casos ,de 80% a 100% dos frutos, ou seja, das plumas.

Não é só o produtor de soja que deve se preocupar com o ataque de Aphelenchoides besseyi, nematoide que se alimenta de fungos presentes no solo e restos culturais e que parasita a parte aérea da planta. Na soja, causa a Síndrome da haste verde e retenção foliar (“Soja Louca II”), que leva a mais de 60% de abortamento das inflorescênciasMas ele não fica restrito à oleaginosa, os pesquisadores – a nematologista Rosangela Silva, da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT, e Santino Aleandro, da Agronema, consultoria nematológica, têm visto a campo grandes estragos do fitonematoide em lavouras de algodão, com perda em alguns casos de 80% a 100% dos frutos, ou seja, das plumas.

Um fator muito importante para quantificar o nível de infestação e multiplicação desse nematoide é o regime de chuvas. Se desde o início do plantio da cultura houve muita precipitação e com constância até o florescimento, segundo Santino, observam-se situações em que as perdas vão de 80 até 100% da produção de frutos. “O produtor não vai colher nada nessa área que foi atacada. É uma preocupação que se deve ter com a soja, mas também com o algodão”, destaca. Um dos agravantes apontados por ele são as regiões sob pivô, pois ainda que a chuva cesse é possível criar condições favoráveis “por conta da umidade oferecida pela irrigação”.

Situação em Mato Grosso

Referência em produção de algodão, Mato Grosso plantou na safra 2021/22, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), uma área de cerca de 1,18 milhão de hectares. No Estado, o início da semeadura acontece de dezembro a fevereiro e a colheita a partir de junho, momento que possivelmente as lavouras implantadas mais cedo já estão sendo colhidas. “É a partir daí que o produtor vai verificar as perdas, visualizando até a presença de plantas que continuam vegetando quando deveriam começar a senescência. Ainda que ele possa utilizar o dessecante químico, essas plantas podem continuar vegetando”, pontua o pesquisador da Agronema.

Santino Aleandro, da Agronema, consultoria nematológica

Esse ano, os meses de janeiro, fevereiro e março foram chuvosos, mas dentro da média prevista, com o acumulado mensal na casa de 200 milímetros. No entanto, em abril, a quantidade de chuva caiu significativamente, ficando abaixo de 80 milímetros. “Essa redução influencia na presença dos sintomas de Aphelenchoides porque deixa de oferecer condição ideal para o desenvolvimento do patógeno”, conta Santino. Ainda assim, não se pode descuidar, já que ano após ano, de acordo com as condições climáticas, há maior ou menor incidência do problema.

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Identificação recente

A Síndrome da haste verde da soja é relativamente nova. Seu agente causal foi identificado há quase uma década e, somente em 2017, a presença da doença foi observada no algodão, especificamente no município de Sapezal-MT. “Já sabemos que em áreas onde há o patógeno sem o manejo de plantas daninhas, o problema tende a ser mais agravado porque boa parte delas, principalmente as leguminosas e dicotiledôneas, multiplicam mais esse nematoide, permitindo que esteja não só presente no campo, mas em maior quantidade”, explica Rosangela.

Santino diz que o plantio direto traz uma série de melhorias para o solo e produção, mas, por outro lado, também oferece condições de manutenção desse fitonematoide, por causa da umidade e da palhada, que permitem a multiplicação de fungos. Estes, por sua vez, alimentam Aphelenchoides besseyi na entressafra. A introdução desse nematoide nas áreas em que ainda não há a sua presença também pode acontecer por meio do plantio de sementes forrageiras, especialmente a braquiária, “que não foi devidamente processada, que tenha restos de torrões e sem tratamento nematicida”.

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A recomendação de ambos os pesquisadores é evitar, sempre que possível, a sequência de plantio de algodão em áreas que estavam com soja com histórico da Síndrome da haste verde. Também orientam para que, em plantações com grande infestação, adote-se o revolvimento do solo. A prática, mesmo ainda sem dados técnicos científicos de comprovação, é observada com bons resultados aliados à utilização de nematicidas em tratamento de sementes e/ou aplicação de algum produto foliar.

“Estamos em um momento inicial das pesquisas. Há vários testes com produtos químicos e biológicos sendo conduzidos. Ainda não temos uma posição técnica que ofereça um manejo com a certeza de um nível de controle satisfatório. A Fundação MT está com experimentos em andamento e esperamos em breve ter resultados. Por isso, fica o alerta para a máxima atenção às lavouras, seja de soja ou algodão”, completa a pesquisadora Rosangela.

Fundação MT: Criada em 1993, a instituição tem um importante papel no desenvolvimento da agricultura, servindo de suporte à classe agrícola na missão de dar vida aos resultados através do desenvolvimento de tecnologias aplicadas à agricultura. A sede está situada em Rondonópolis-MT, contando com três laboratórios e casas de vegetação, um centro de pesquisa local e outros seis Centros de Pesquisa Avançada (CAD) distribuídos pelo Estado nas cidades de Sorriso, Nova Mutum, Sapezal, Itiquira, Primavera do Leste e Serra da Petrovina. Saiba mais em www.fundacaomt.com.br.

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