DISPUTA AO SENADO
Áudio mostra Medeiros citando Janaína como adversária a ser batida
Em conversa com prefeito de Diamantino, candidato do PL afirma que emedebista pode vencer eleição e relata dificuldade para criticá-la
POLÍTICA
Um áudio atribuído ao candidato ao Senado José Medeiros (PL) revela trechos de uma conversa com o prefeito de Diamantino, Chico Mendes (União), na qual o parlamentar comenta a disputa eleitoral e a candidatura de Janaína Riva (MDB).
Na gravação, Medeiros afirma considerar Janaína uma das principais adversárias na corrida ao Senado e diz acreditar que ela tem condições de vencer a eleição. O conteúdo integra uma série de áudios enviados pelo candidato ao prefeito, irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.
“Como a Janaína é uma candidata que provavelmente vai vencer a eleição aí, que tem uma desenvoltura muito boa”, afirma Medeiros no trecho. Na sequência, ele menciona a disputa envolvendo outros candidatos: “É adversário a ser batido, né? Pelo Fávaro, pelo Mauro, por todo mundo”.
Durante a conversa, o candidato também relata dificuldades decorrentes da composição política envolvendo o MDB. Segundo Medeiros, ele não poderia fazer críticas diretas a Janaína pelo fato de ela ser nora do senador Wellington Fagundes (PL), candidato ao Governo de Mato Grosso, mas também avaliava que não poderia aparecer publicamente muito próximo dela por causa da reação de parte de seus eleitores.
“Eu não tenho como atacá-la porque ela é nora do senador Wellington, enfim. E naquela época ela nem estava na coligação”, afirma.
Em outro trecho, Medeiros faz uma referência ao próprio eleitorado e diz que parte de seus apoiadores poderia deixar de acompanhá-lo caso o visse politicamente próximo de Janaína.
“Você sabe que o meu eleitor é aquele eleitor que ora para alienígena e bebe detergente, né?”, afirma o candidato.
Na sequência, ele explica a preocupação com a exposição conjunta: “Esse eleitor, Chico, ele no momento que ele vê eu abraçado com Janaína, ele me larga. Ele me larga e vai pra Galvan, vai pra Mauro, vai para qualquer outro”.
Medeiros conclui dizendo que, por essa razão, não precisaria atacar Janaína, mas evitaria aparecer publicamente ao lado dela. “Eu não preciso atacar a Janaína, mas eu não posso estar abraçado, eu não posso estar na foto”, afirma.
O áudio veio a público em meio à repercussão de outra gravação enviada por Medeiros ao prefeito de Diamantino. Nesse primeiro material, o candidato afirmou que orientou sua equipe de campanha a retirar referências ao STF dos textos que seriam utilizados em sua propaganda. Medeiros confirmou a autenticidade dessa gravação e atribuiu o vazamento à disputa eleitoral.
POLÍTICA
Pivetta aumenta vantagem e chega a 39% em nova pesquisa
Instituto Veritá mostra governador avançando sete pontos desde agosto; série registra mudança em relação ao início do ano
O governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) registrou 39,1% das intenções de voto para o Governo de Mato Grosso, segundo nova pesquisa do Instituto Veritá. Wellington Fagundes (PL) aparece com 32,3% e Doutora Natasha (PSD), com 15%. A diferença numérica entre Pivetta e Wellington alcança 6,8 pontos percentuais.
Na sequência aparecem Sargento Laudicério (Agir), com 1,3%; Rafaell Milas (Missão), com 0,7%; e Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,5%. Brancos e nulos representam 5,8% e outros 5,3% não souberam ou não responderam.
A pesquisa foi realizada entre 20 e 24 de setembro e ouviu 1.220 eleitores. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A comparação com a rodada anterior do próprio Instituto Veritá mostra avanço numérico de Pivetta. Na pesquisa realizada entre 19 e 23 de agosto, o governador registrava 32,1%, Wellington tinha 28,8% e Natasha, 10,6%. Agora, Pivetta chega a 39,1%, Wellington a 32,3% e Natasha a 15%. No período, Pivetta avançou sete pontos, Wellington cresceu 3,5 pontos e Natasha, 4,4 pontos.
Os números mostram também redução dos eleitores sem candidato definido. Em agosto, 16,3% não sabiam ou não responderam e 6,5% declaravam voto branco ou nulo. Agora, esses percentuais são de 5,3% e 5,8%, respectivamente. No levantamento atual, portanto, apenas 11,1% estão nesses dois grupos.
De 16 atrás a quase 7 à frente
A série do Veritá registra uma mudança expressiva no cenário ao longo do ano. Em março, Wellington aparecia com 40,5%, contra 24,1% de Pivetta — uma diferença numérica de 16,4 pontos. Natasha tinha 7,7%.
Na rodada realizada entre 26 e 30 de abril, Wellington registrou 45,4%, enquanto Pivetta tinha 29,8%. Natasha aparecia com 8,3%.
Já em agosto, com uma configuração de candidatos mais próxima da atual, o Veritá registrou Pivetta com 32,1%, Wellington com 28,8% e Natasha com 10,6%. Foi nessa rodada que Pivetta passou a aparecer numericamente à frente de Wellington na série. gora, em setembro, a distância numérica passa de 3,3 para 6,8 pontos: Pivetta tem 39,1% e Wellington, 32,3%.
Entre março e setembro, Pivetta passou de 24,1% para 39,1%, crescimento de 15 pontos percentuais. Wellington foi de 40,5% para 32,3%, redução de 8,2 pontos, enquanto Natasha passou de 7,7% para 15%, aumento de 7,3 pontos. A comparação histórica deve considerar que os cenários apresentados aos entrevistados sofreram alterações ao longo do período.
*Votos válidos*
O relatório do Veritá também apresenta os resultados considerando apenas os votos válidos, excluindo brancos, nulos e entrevistados que não souberam ou não responderam. Nesse cálculo, Pivetta registra 44,1%, Wellington 36,3% e Natasha 16,9%. Laudicério tem 1,4%, Milas 0,8% e Maurício Coelho 0,6%.
A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob os números MT-09975/2026 e BR-04418/2026 e foi contratada pelo Sistema de Comunicação Pantanal/Rede Brasil de Televisão.
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