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Bezerra decreta: "não há espaço para Lula no palanque do MDB em MT"

O líder partidário tratou de endossar a defesa do combate à polarização entre petistas e bolsonaristas, ressaltando a “terceira via”

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Veterano não mostra empolgação com tese de "liderança e favoritismo" do líder petista. FOTO - MINUTO MT

Diferente do que muitos imaginavam, até pelas constantes críticas endereçadas ao atual presidente da República e pré-candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), o cacique do MDB em Mato Grosso, o deputado federal Carlos Bezerra não vai de Lula (PT) na disputa de outubro.

O veterano descartou a possibilidade, neste início de semana, do partido dar espaço no palanque estadual para o ex-presidente e líder petista, tido hoje como principal adversário de Bolsonaro na corrida pelo Palácio do Planalto. Segundo a unanimidade das pesquisas, os dois monopolizam as chances reais de vitória.

Todavia, para o maior nome emedebista, por todo o contexto, estadual e nacional, “não há espaço para Lula no palanque do MDB em MT”, o que chegou a pegar muita gente de surpresa, já que existe uma conversa, por exemplo, entre Emanuel Pinheiro (MDB) e forças progressistas ligadas ao PT, estudando até um projeto majoritário.

Bezerra, entretanto, focou na questão nacional para afirmar que o MDB deve tentar viabilizar a senadora Simone Tebet como terceira via na disputa pelo Palácio do Planalto. O líder partidário tratou de endossar a defesa do combate a polarização entre petistas e bolsonaristas.

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“O MDB tem candidato a presidente, que é a Simone Tebet, e vamos trabalhar para ela, pela terceira via. Somos contra essa radicalização que existe aí. Está fazendo muito mal para o Brasil isso”, criticou.

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Números e cenário ameaçam diretamente reeleição de Bezerra

Com redutos consolidados, mas também com uma rejeição considerável, que empaca seu crescimento, o político de 80 anos terá de se reinventar

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Veterano tem, pelo menos, duas figuras relevantes na sua chapa vivendo momentos melhores que o seu. FOTO - Lislaine Anjos / RepórterMT

O veterano líder partidário, Carlos Bezerra (MDB), terá de tirar um “coelho da cartola” para seguir na representação de Mato Grosso na Câmara Federal. Números recentes do instituto Percent não foram animadores para o veterano.

A amostragem apontou o jovem Emanuelzinho (MDB), filho do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), com boas condições de ser o mais votado da chapa a federal da sigla. Ele surgiu com 6,1%.

Em segunda colocação entre os nomes da chapa, surgiu Juarez Costa, ex-prefeito de Sinop e também atual deputado federal, que marcou ameaçadores 3,2% na pesquisa.

Bezerra, que tentará o quinto mandato consecutivo, veio quase um ponto percentual abaixo, com 2,3%. Com redutos consolidados no estado, mas também com uma rejeição considerável, que empaca seu crescimento, o político de 80 anos terá de se reinventar.

Havia até a expectativa de que Bezerra pudesse “se beneficiar” de uma provável candidatura da ex-prefeita de Sinop, Rosana Martinelli, ao cargo de deputada ederal, pelo PL, o que enfraqueceria Juarez.

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Contudo, Martinelli recuou do projeto e pode acabar echando chapa com Fagundes, que busca reeleição ao Senado Federal. Internamente, apesar de todo o respeito que se prega, o MDB já admite que Emanuelzinho e Juarez são os favoritos da chapa.

A chance da sigla, ou qualquer outra, eleger três nomes dos oito possíveis para a Câmara Federal, neste pleito, em Mato Grosso, é praticamente descartada. Além de Bezerra, ainda surge com chances o atual suplente, Valtenir Pereira (MDB).

Os partidos terão de alcançar a soma aproximada dos 190 mil votos para garantir uma vaga direta e em torno de 150 mil na chamada sobra. A expectativa é que cinco ou, no máximo, seis partidos elejam representantes.

 

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