CUIABÁ

JÁ ARTICULA COM LIRA

Bolsonaro se irrita com novo aumento e fala em CPI da Petrobrás

Enquanto presidente da Câmara cita estatal sem nenhuma sensibilidade, Bolsonaro reclama de lucros seis vezes mais que outras petrolíferas

Publicados

POLÍTICA

Presidente da República já tenta trocar o comando da Petrobrás há 30 dias e é boicotado pelo Conselho da Estatal

Em reação ao novo reajuste dos combustíveis anunciado, nas últimas horas, pela Petrobras, o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), mostrou que sua paciência com a estatal acabou e sugeriu, nesta sexta-feira (17),  a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso Nacional para investigar a atuação da empresa e o aumento dos preços, chamado por ele de ‘inconcebível’.

“A ideia nossa é propor uma CPI para investigar o presidente da Petrobras, os seus diretores e também o Conselho Administrativo e fiscal. Nós queremos saber se tem algo errado nessa conduta deles”, afirmou o mandatário nacional, em entrevista a uma rádio em Natal, no Rio Grande do Norte.

De acordo com o presidente, a medida já é negociada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), junto a líderes partidários. ‘É inconcebível se conceder um reajuste, com combustível lá em cima e com os lucros exorbitantes que a Petrobras está tendo’, seguiu Bolsonaro na entrevista.

O chefe do Executivo disse que a CPI é o caminho para ‘colocar a nu’ e dar um ‘ponto final’ no que chamou de ‘processo irracional’ de aumento dos combustíveis.

Ele também voltou a atacar os lucros da estatal. ‘Ninguém consegue entender, algo estúpido, ela lucra seis vezes mais que a média das petrolíferas de todo o mundo. As petroleiras fora do Brasil reduziram sua margem de lucro’.

Bolsonaro disse, ainda, que o presidente da Petrobras e o Conselho da empresa ‘traíram o povo brasileiro’, ao anunciar o aumento nos preços. A Petrobrás anunciou que o preço da gasolina será reajustado, neste sábado (18), em 5,2%, passando a custar R$ 4,06, na refinaria. Já o litro do diesel subirá 14,2%, para R$ 5,61.

Leia Também:  Emanuel cobra que vereadores deem resposta ao povo no caso Paccola

O entorno de Bolsonaro teme os impactos do salto dos combustíveis nos planos de reeleição do presidente. Como mostrou o Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o governo pressiona pela saída imediata do presidente da Petrobras, José Mauro Coelho.

Acusações de boicote ao MME

Bolsonaro disse também que o Conselho de Administração da Petrobras está ‘boicotando’ o Ministério de Minas e Energia. O chefe do Executivo se referiu ao fato de a troca no comando da estatal ainda não ter ocorrido, apesar de ele já ter demitido, em público, o atual presidente da estatal, José Mauro Coelho.

A ideia do Palácio do Planalto é emplacar Caio Paes de Andrade, ex-secretário de Paulo Guedes, no comando da empresa na semana que vem. “Quando eu troquei o ministro de Minas e Energia, ele tem carta branca para mexer no que está abaixo dele. Ele está há 30 dias tentando trocar o presidente da Petrobras e o conselho. O conselho não se reúne para dar o sinal verde para ele. Ou seja, estão boicotando o ministro das Minas e Energia”, disse Bolsonaro.

O chefe do Executivo disse esperar trocar o presidente da Petrobras nos próximos dias. ‘Porque, com a troca, nós podemos botar gente mais competente lá dentro para poder entender o fim social da empresa e não conceder esse reajuste, que destrói a economia brasileira, leva inflação para a população, leva perda de poder aquisitivo para toda a população que já vive uma situação bastante crítica’, declarou.

Leia Também:  CPI aponta improbidade e pede afastamento de secretária filha de prefeito

Na entrevista, Bolsonaro também afirmou que vai sancionar o projeto de lei que estabelece um teto de 17% para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, energia elétrica, telecomunicações e transporte coletivo. A proposta foi aprovada nesta semana no Congresso com apoio do Palácio do Planalto.

Redução da margem de lucro

O presidente da República disse ainda que é possível reduzir a margem de lucro da Petrobras porque o ‘fim social’ da empresa estaria previsto na Lei das Estatais. Após o anúncio de um novo aumento nos preços dos combustíveis, o chefe do Executivo voltou a criticar a empresa, em linha com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

‘Você tem como reduzir essa margem de lucro, porque está previsto na lei das estatais que ela tem que ter um fim social’, declarou Bolsonaro, em entrevista a uma rádio em Natal.

Mais cedo, Lira disse que o governo pode dobrar a taxação dos lucros da Petrobras para reverter em benefício ao consumidor. ‘Não custava nada para a Petrobras diminuir um pouco os seus lucros agora e esperar o resultado do que nós estamos fazendo, para diminuir a inflação dos mais vulneráveis. Ela não tem, absolutamente, nenhuma sensibilidade’, afirmou o presidente da Câmara, em entrevista à GloboNews.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍTICA

Mauro ignora apelo ribeirinho e veta projeto de proteção ao Rio Cuiabá

Após o veto de Mendes, cabe a Assembleia Legislativa uma nova análise. O veto pode ser mantido ou derrubado em votação em plenário

Publicados

em

Mendes tem filho no ramo de PCHs, algo que defende abertamente em detrimento ao interesse protecionista

O governador Mauro Mendes (União Brasil) vetou integralmente, nesta semana, o projeto de lei que proibia a construção de usinas hidrelétricas (UHE) e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) no Rio Cuiabá.

A medida foi aprovada em maio pela Assembleia Legislativa. A decisão de Mendes circulou em edição extra do Diário Oficial nesta terça-feira (5).

Na sua justificativa, Mendes disse que o dispositivo é inconstitucional por interferir em assunto cuja tratativa é de competência da União.

“Interfere na competência privativa da União para legislar sobre águas, violação ao art.22, IV da CF, bem como na competência material para explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão aproveitamento energético dos cursos de água; instituir sistema nacional de gerenciamento de recurso hídricos e definir critérios de outorga de direitos de seu uso”, disse na publicação.

De autoria do deputado estadual Wilson Santos (PSD), o projeto colocava em discussão a viabilidade ambiental do projeto apresentado pela Maturati Participações e que visa a construção de PCHs na região.

Após o veto de Mendes, cabe a Assembleia Legislativa uma nova análise. O veto pode ser mantido ou derrubado em votação em plenário. Se derrubado, a expectativa é que Governo, mais uma vez, judicialize um tema que perdeu no parlamento, como tem feito em outras matérias.

Leia Também:  Novo outdoor de ataque da direita em MT vira pauta nacional

Entusiasta de PCHs

O governador já tinha sinalizado que seria contra o projeto de Wilson Santos, que atende apelo de ribeirinhos, sobretudo por ser um entusiasta das PCHs. Segundo já declarou Mendes, “represar água não mata rio”.

O olhar de Mauro sobre o assunto, contudo, pode ser conotação mais pessoal do que de gestão ambiental, já que seu filho, o fenômeno dos negócios, Luis Antônio Taveira Mendes, de apenas 24 anos, tem como um dos seus negócios o de PCHs, inclusive articula, junto com o genro do ex-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Mauro Carvalho, a liberação de um licenciamento ambiental, por parte do Governo do Estado, para tocar o empreendimento de R$ 100 milhões.

 

 

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍCIA

BRASIL E MUNDO

AGRO E ECONOMIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA