CUIABÁ

PRIMEIRA-DAMA MAL DE SAÚDE

Botelho diz que não há risco de Mauro desistir por causa de Virgínia

O governador anunciou em coletiva de imprensa que pretende licenciar do cargo por alguns dias, para acompanhar o tratamento de saúde da mulher

Publicados

POLÍTICA

Presidente da Assembleia Legislativa comentou o momento de agonia que vive a família Mendes.

O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (União Brasil), descartou, nesta quarta-feira (1). a possibilidade de que o governador Mauro Mendes (União) desista de disputar a reeleição este ano, após a esposa dele, a primeira-dama Virgínia Mendes, ter apresentado sérios problemas na saúde. “Eu acho que não, que não tem essa possibilidade”, disse Botelho.

Desde o início do mês passado, Virgínia vem se sentindo mal e passou a se ausentar de diversos compromissos políticos e sociais em Mato Grosso. A informação é que ela deverá passar por uma cirurgia nos próximos dias, mas ainda não foram divulgados detalhes sobre o caso.

O governador anunciou em coletiva de imprensa que pretende licenciar do cargo por alguns dias, para acompanhar o tratamento de Virgínia. O chefe do Executivo, entretanto, não informou quanto tempo ficará ausente, nem a data em que se afasta.

Logo após sessão plenária na manhã de hoje, Botelho foi questionado se a licença de Mauro poderia atrapalhar as articulações para o pleito de outubro. O parlamentar acredita que não.

Leia Também:  VEJA aponta Bolsonaro 15 pontos à frente de Lula em MT

“Ele teve problema de saúde familiar e todo mundo passa por isso, todo mundo entende e a discussão continua e vamos continuar trabalhando. Ele vai ficar à distância, recolhido com a família. É um direito dele e vamos continuar trabalhando. Isso não prejudica em nada”, garantiu.

Saúde frágil

No dia 05 de maio, a primeira-dama se sentiu mal enquanto visitava a filha em São Paulo e chegou a ser hospitalizada em uma unidade particular. Após uma bateria de exames, foi informado que ela teve uma crise hipoglicêmica.

Entretanto, o quadro de saúde dela tem piorado a cada dia. Em 2014, por conta de uma doença renal crônica, a primeira-dama passou por uma cirurgia de transplante do órgão, que foi doado pelo próprio Mauro.

A primeira-dama está em São Paulo para cirurgia e Mauro decidiu também ir à capital paulista. Ele indicou, nos últimos dias, que em breve deve vir a público dar mais detalhes da nova batalha médica da esposa.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍTICA

Bezerra dá novo “chega pra lá” em Janaína e expõe desgaste com Mauro

Veterano contrapôs fala da correligionária e diz que não há qualquer deslealdade em curso caso o MDB lance um candidato ao Governo

Publicados

em

Veterano deixa questão em aberto e coloca decisão nas mãos da convenção.

A deputada estadual, Janaína Riva (MDB), embora vice-presidente estadual do seu partido, novamente quis falar com voz de chefia e tomou uma lição pública do verdadeiro mandatário do MDB, o deputado federal, Carlos Bezerra (MDB).

O veterano deixou claro, nesta quarta-feira (6), que a voz de Janaína é só mais uma e desqualificou uma avaliação feita pela correligionária, que tentou constranger o próprio Bezerra, forçando-o a seguir na base do governador, Mauro Mendes (UB).

Riva afirmou que o MDB seria desleal se não apoiasse a reeleição de Mauro, atual chefe do Executivo Estadual. Bezerra rebateu  Janaína e mostrou que não passa nem perto de ter o apego que a deputada tem com o atual governador.

Bezerra disse que não vê nenhum “ato de deslealdade”, como sugeriu a parlamentar, caso a sigla decida deixar a base de Mendes para lançar o ex-prefeito de Rondonópolis e ex-deputado federal constituinte, Percival Muniz (MDB), ao Palácio Paiaguás.

Alas do MDB se movimentam para levantar Percival como o representante dos grupos que não aprovam a gestão de Mauro e defendem uma candidatura própria para rivalizar com o atual gestor estadual nas urnas.

Bezerra contrapôs Janaína ao site RDNEWS e disse que é um direito dos emedebistas postularem um nome para o pleito. O Federal pontuou que a decisão irá acontecer apenas na convenção, cuja data ainda não foi fechada, mas deve ocorrer após o dia 20 de julho.

Leia Também:  CPI aponta improbidade e pede afastamento de secretária filha de prefeito

“Não é um ato de deslealdade, mas um direito que cada um tem”, citou Bezerra. Com uma longa carreira política, Percival é ex-deputado estadual, ex-federal e ex-prefeito de Rondonópolis. Bezerra disse que reconhece a força política que o possível pré-candidato carrega.

“O Percival é um membro de partido, uma pessoa histórica e tem um bom perfil. Ele tem o mesmo direito que qualquer outro membro do MDB de concorrer ao governo, mas é a convenção que vai resolver”, disse.

A projeção de Percival, que vem ganhando holofotes, nos últimos dias, tem perturbado a ala “maurista”, liderada por Janaína, dentro do MDB. O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), por outro lado, é um entusiasta do projeto Percival.

Opositor ferrenho a Mauro, Pinheiro antagonizou com Janaína e disse que insistir em se manter na base, aí sim, seria uma traição ao partido. “Defender o MDB na base é naufragar o partido e trair a legenda, uma das maiores de Mato Grosso e do Brasil”, disparou.

Cenário conflituoso

Janaina Riva vem sofrendo com conflitos que envolvem interesses pessoais, familiares, eleitorais e partidários desde o fim do ano passado. Militante de diversas bandeiras de esquerda, ela teve de reduzir a silhueta e passou a ser uma “bolsonarista envergonhada” depois que o sogro, o atual senador, Wellington Fagundes (PL), passou a integrar o mesmo partido do presidente, Jair Bolsonaro (PL).

Leia Também:  Emanuel cobra que vereadores deem resposta ao povo no caso Paccola

Riva criticou abertamente e, como agora, foi chamada atenção de maneira pública por Bezerra, quando tentou força o MDB a não seguir conjunto ao projeto Neri Geller (PP) senador, algo que o líder emedebista não parece cogitar. Janaína teria a opção de sair no partido para poder apoiar o sogro, na janela que se fechou em março, mas não quis correr o risco de ir para outra sigla e ver sua reeleição ameaçada em uma legenda mais fraca.

Por causa de Wellington, Janaína já teve de declarar que vai de Bolsonaro em 2022, o que provou reação de Bezerra, apoiador declarado da senadora Simone Tebet (MDB), do seu partido, ao maior cargo da nação. O veterano chamou o manifesto de Riva de “pensamento isolado” dentro do partido.

 

 

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍCIA

BRASIL E MUNDO

AGRO E ECONOMIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA