CUIABÁ

CIDADES

Classificado como inconsequente pelo presidente da Ampa proposta de redução de incentivos

Publicados

CIDADES

O setor produtivo, industrial, de comércio e serviços de Mato Grosso tem criticado duramente o projeto de autoria do Poder Executivo que revisará os incentivos fiscais concedidos no Estado. O presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão, Alexandre Pedro Schenkel, classificou como um ato inconsequente uma possível redução dos incentivos aplicados no estado que pode colocar em risco a atividade em Mato Grosso.

“Isso traz imensa insegurança de investimento às indústrias nos estados. Tanto os produtores como as indústrias fizeram investimentos que temos que honrar com os contratos já celebrados. E os empregos, tanto das indústrias como no campo, nas revendas, no comércio e serviços? Fizeram essa conta das demissões em todos esses setores? ”, ponderou Alexandre Pedro Schenkel.

Schenkel afirmou ainda que não teve acesso ao projeto final e nem mesmo a entidade foi procurada para debater a proposta. “Estamos muito preocupados com a maneira em que a Secretaria de Fazenda tem conduzido a proposta, de forma velada, sem transparência e sem chamar as partes envolvidas para uma apresentação prévia, onde poderíamos contribuir com dados reais do setor”.

De acordo com o presidente da AMPA, o setor é contrário a qualquer diminuição de incentivo que já foi consolidado pela cultura do algodão, uma vez que os produtores ainda estão tentando se recuperar do desiquilíbrio causado pelo aumento da tributação do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).

“Já contribuímos muito com a restruturação do estado. Tivemos a maior tributação proporcional do Fethab. Já fomos penalizados. O setor contribui com R$ 10 bilhões do PIB de Mato Grosso e ainda querem mais? ”, apontou.

Alexandre Schenkel criticou ainda a apresentação do projeto quase no prazo final, às vésperas do recesso parlamentar, justamente para dificultar as discussões. “O secretário de Fazenda não está medindo o perigo dessas medidas inconsequentes, colocando a atividade que gera R$ 10 bilhões de movimento no caixa do estado em risco”, sinalizou.

Leia Também:  Lula diz ser "amigo de Blairo Maggi", mas reforça olhar para pequenos

Para muitos produtores rurais, o Governo tem agido da mesma forma como foi com a discussão do novo Fethab, em janeiro desse ano, quando o projeto foi apresentado a toque de caixa na Assembleia Legislativa, sem ter sido discutido com os representantes da cadeia produtiva do Estado.

“O governo nunca chamou para conversar. Nós temos trabalhado para honrar com os compromissos com o estado e gostaríamos que ele honrasse conosco também. Estamos mais uma vez sendo pegos de surpresa com a proposta de diminuição do programa”, conta o presidente.

O Proalmat é um programa de incentivo do algodão é um programa que serve, inclusive, para equilibrar as diferenças entre os outros estados produtores como Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, os quais são incentivados, cada qual com sua particularidade.

“Com essa proposta, o produtor que atende o mercado nacional terá uma diminuição direta de mais 20% em no incentivo, deixando-o ainda menos competitivo. Faz com que tenha uma grande diferença perante outros estados, penalizando o produtor que atende a indústria nacional”, reforçou o presidente da Ampa.

“O secretário demonstra que não conhece a realidade do campo. A exemplo disso, cobra uma eficiência na arrecadação, através de nota fiscal eletrônica para os produtos agropecuários, sem ao menos disponibilizar conectividade nas regiões produtoras. Além de não termos estradas no interior, também não temos estradas digitais (internet). Me parece que, nem cotação de mercado ele acompanha, porque não faz noção sequer de quanto tem perdido valor o nosso produto”.

Leia Também:  Fábio Garcia leva invertida de Emanuelzinho, que aprova visita ao VLT

“A cultura do algodão já teve um aumento do Fethab em 7 vezes e meio neste ano, somos responsáveis pelo movimento de mais de R$10 bilhões no PIB do nosso estado, seguimos legislações sociais, ambientais, trabalhistas e tributárias, cumprimos com todos os nossos compromissos, e não vamos tolerar essa diminuição de incentivo de 20% do produtor que fornece a pluma para a nossa indústria. Devido a essa insegurança jurídica do programa, o governo Mauro Mendes será responsável pelo desincentivo da cultura do algodão no Estado do Mato Grosso”, explica.

Insegurança

Outro ponto preocupante apontado por Alexandre Schenkel é que existem contratos fechados até 2021, com base na legislação e índices atuais.

“Nós somos cumpridores de contrato e temos contratos fechados até 2021 e, agora, a regra está sendo mudada no meio do jogo, deixando o prejuízo para todo produtor mato-grossense. Da mesma forma que temos compromisso contratual com nossos clientes e fornecedores o estado deveria ter esse compromisso com todos os cidadãos para se ter as regras mais claras e transparentes, com bastante antecipação”, pontua.

O presidente da Ampa ressaltou que com essa insegurança jurídica do programa, os produtores também perderão a credibilidade perante o fornecedor e dos principais clientes que são a indústria nacional e a exportação.

“A Ampa vai trabalhar para demonstrar o lado da verdade. Gostaríamos que o secretário Gallo, desta vez, tivesse diálogo com o setor, já que nunca teve. Todos necessitamos de estabilidade, segurança jurídica e contratual para atuar em qualquer mercado. Se Mato Grosso não oferece isso à sua gente, ficará difícil atuar aqui. O produtor fica instável e, com certeza, irá optar por outras culturas, uma vez que ele não planta prejuízo”, finalizou.

 

Fonte: MinutoMT Com Assessoria 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

CIDADES

Com emenda de R$ 300 mil de Claudinei, distrito de Vale Rico terá uma quadra poliesportiva

O deputado destinou R$ 300 mil para a construção de quadra poliesportiva, com a contrapartida da outra parte do valor pelo prefeito de Guiratinga

Publicados

em

O deputado estadual Delegado Claudinei (PL) atendeu o grande anseio dos moradores do distrito de Vale Rico, localizado em Guiratinga, que almejavam ter uma quadra poliesportiva para a prática esportiva de crianças e jovens e realização de eventos. Ele garantiu uma emenda no valor de R$ 300 mil para a construção do espaço e que, também, contará com a contrapartida da outra parte do valor pelo prefeito municipal, Waldeci Barga Rosa (UB).

O parlamentar chegou a visitar o distrito, em janeiro de 2021, junto com o gestor municipal e a vereadora Fabiana Rocha (UB) e se deparou com a situação precária da quadra utilizada pela comunidade local. “Neste dia, me comprometi a buscar alternativas junto aos gestores municipais e contribuir com melhorias na infraestrutura deste distrito. E ainda mais, soube que era um grande anseio dos moradores e me sinto realizado de estar ajudando nesse desejo. Em breve terão um espaço para o esporte e lazer”, posicionou Claudinei.

Fabiana conta que o distrito de Vale Rico possui uma média de 450 habitantes. “É uma região que tem uma população bastante carente e esquecida. A gente procura ajudar o distrito e vê a necessidade de incentivar os jovens a estarem praticando o esporte, participando de campeonatos e ter o lazer merecido, algo que não tinham, pois não havia uma estrutura boa. E o novo espaço também poderá ser utilizado para outros meios, como na promoção de eventos. Será bem amplo”, comentou a vereadora.

Leia Também:  Emanuelzinho quer R$ 20 mil de Abílio por postagem com sua foto

Localização – O município de Guiratinga fica a uma distância de aproximadamente 110 km de Rondonópolis. Em relação ao distrito de Vale Rico, é de cerca de 60 km.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍCIA

BRASIL E MUNDO

AGRO E ECONOMIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA