CUIABÁ

REVOLTA

Colegas de agente morto por Paccola vão à Câmara e pedem justiça

Com cartazes, eles pediram que a Câmara faça justiça pelo colega e que não deixe a morte passar impune. Já há pedidos de cassação de Paccola

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POLÍTICA

O movimento foi organizado pelo Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Socioeducativo (SINDPSS), do qual Alexandre Miyagawa fazia parte.

Manifestantes se reuniram em frente à Câmara Municipal de Cuiabá, nesta terça-feira (5) para pedir justiça pela morte do agente penitenciário Alexandre Miyagawa, de 41 anos.

Ele foi morto com tiros disparados pelo vereador da capital, Marcos Paccola (Republicanos), que também é tenente-coronel da Polícia Militar.

O movimento é organizado pelo Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Socioeducativo (SINDPSS), do qual Alexandre fazia parte.

Os manifestantes homenagearam o colega e expressaram sentimento de luto. Com cartazes, eles pediram que a Câmara faça justiça pelo colega e que não deixe a morte passar impune.

Entenda o caso

Alexandre Miyagawa foi assassinado na noite de sexta-feira (1º), no bairro Quilombo, na capital, quando estava com a namorada, Janaina Sá, após uma confusão em frente a uma distribuidora.

O casal estava num carro branco que tinha entrado na contramão na Rua Presidente Arthur Bernardes minutos antes, porque Janaína queria usar o banheiro da distribuidora.

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Na sequência, o casal discute com algumas pessoas e o agente teria sacado a arma e levantado para cima, segundo uma testemunha. A namorada dele sai andando e Miyagawa vai logo atrás, quando é atingido por tiros disparados pelo vereador.

Paccola tinha chegado de carro cerca de dois minutos antes, e parou no local por causa da confusão. Ele desceu do veículo já com a arma na mão, conversa com pessoas que estavam na distribuidora na esquina, e depois vai ao local onde estavam Alexandre e a namorada.

Câmeras de segurança registraram a movimentação antes dos tiros e também o momento em que são feitos os disparos.

Vereador Paccola mata homem no centro de Cuiabá — Foto: Matheus Maurício

Vereador afirma que agente teria sacado arma e estaria colocando vidas em risco — Foto: Matheus Maurício

O que diz o vereador

O vereador Paccola se pronunciou sobre o caso pela primeira vez, neste início de semana, em coletiva de imprensa na Câmara de Vereadores.

Ele afirmou que seguiu um “procedimento técnico” e agiu de “forma correta” diante da situação.

 

 

 

 

 

Ele ainda prestou condolências à família de Alexandre e disse que não iria rivalizar com a namorada dele em relação às versões do que aconteceu.

“É triste demais, na minha posição. Então, imagina tirar a vida de um colega de profissão em uma situação que eu realmente não gostaria de estar passando, mas na certeza de ter feito o procedimento técnico, da forma correta”, afirmou.

O que diz a namorada

Em vídeo postado nas redes sociais, Janaína Sá explicou que entrou na contramão para ir até o banheiro da distribuidora de bebidas, o que deu início ao tumulto porque outro motorista se incomodou com a atitude. O namorado dela, Alexandre, também era conhecido pelo apelido de ‘Japa’.

“Sai andando rápido para ir no banheiro na distribuidora e o ‘Japa’ tem mania de andar com a mão na camisa, mania de policial, tipo fazendo guarda atrás de mim e disse: ‘amor espera’. Depois disso eu só vi ele caindo no chão”, disse.

Segundo ela, Alexandre estava com um aparelho eletrônico na mão no momento em que foi atingido pelos tiros disparados pelo vereador Paccola, ressaltando que sua arma estava na cintura.

“Era o celular. Nos vídeos dava para ver que a arma tava nele e tiraram. Ele estava com o celular porque estava o corpo, o celular e a carteira que estava caída no chão. Se ele tivesse com a arma na mão, como o vereador está falando, quando ele tivesse caído, a arma estaria lá, mas estava na cintura, então morto ele colocou na cintura? Depois ele estava falando que deu voz de prisão. Ele não deu porque eu vi”, disse.

Ela informou que nunca havia sido ameaçada pelo companheiro e tinham uma boa relação. Segundo a namorada, o vereador efetuou quatro disparos contra Alexandre.

Testemunhas ouvidas

De acordo com uma das testemunhas, que não quis se identificar, não houve nenhuma agressão contra Janaína por parte de Alexandre. Porém, a testemunha afirmou que ela pediu para que o namorado sacasse a arma em meio à confusão.

“Eu nem conhecia o Paccola, eu só vi quando chegou uma pessoa de camiseta preta, ficou de braço cruzado analisando, ele ia e voltava. Analisou bem a situação, ouvindo e em um momento ele disse “é só briga, discussão”, mas a mulher se alterou com alguém dentro da distribuidora, virou e falou para o Japão: ‘saca sua arma e atira em todo mundo. Saca sua arma aí”, contou.

Repercussão política

A parlamentar Edna Sampaio (PT) protocolou, ainda na segunda-feira (4), um pedido de cassação por quebra de decoro do vereador Marcos Paccola.

Na representação, o documento ainda recomenda o afastamento do parlamentar do cargo. Segundo a vereadora, esse caso serve de exemplo para toda a população sobre o uso indiscriminado de armas.

Em coletiva, o vereador Lilo Pinheiro (PDT) afirmou que a Câmara irá abrir uma investigação interna para esclarecer sobre a conduta de Paccola.

“Esse episódio deve servir como exemplo para todos nós que porte de arma e uso coloca em segurança todo mundo. Se um policial altamente treinado, de excelência como é o Paccola, não conseguiu atirar para imobilizar, imagina um cidadão comum que não tem treinamento nenhum”, afirmou.

“A comissão vai solicitar as imagens do que aconteceu e ele vai ter que se explicar tanto para a autoridade policial que está investigando, como para os parlamentares”, disse.

Investigação

A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) abriu uma investigação para esclarecer a motivação do crime. Até o momento, as câmeras de segurança da região tiveram as imagens recolhidas e estão em análise. As testemunhas também seguem sendo ouvidas.

Na ocasião, o vereador Paccola se apresentou à delegacia e prestou depoimento logo após o incidente. A polícia segue trabalhando na apuração dos fatos.

Veja o vídeo do exato momento da morte do agente: 

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POLÍTICA

Mauro vê plágio em plano de Governo de Márcia e Emanuel ironiza

Grupo de oposição quer colocar em prática aquilo que o governador, enquanto candidato, teorizou e nunca entregou

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Emanuel é o coordenador da campanha de Márcia e vai explorar os desgastes do atual gestor para dar fôlego ao projeto oposicionista. FOTO - Marcus Vallant GD

A candidata a governadora de Mato Grosso, Márcia Pinheiro (PV), rebateu a acusão de que seu plano de governo é plágio das propostas apresentadas por Mauro Mendes (UB), nas eleições de 2018.

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), coordenador da campanha de Márcia, disse que as propostas descritas no Plano de Governo de Marcia atendem exatamente a necessidades universais não cumpridas pela atual gestão do Estado.

Dentre os pontos, cita o pagamento da Revisão Geral (RGA) e a valorização dos servidores públicos. “Não se trata de nenhum demérito. É uma questão de redação. E se o gestor atual não conseguiu cumprir o que havia prometido, é uma necessidade do povo, vai constar no Plano de Governo”, Emanuel Pinheiro (MDB).

A coordenação da campanha a reeleição de Mauro apontou que 23 compromissos protocolados na Justiça Eleitoral em 2018 pelo então candidato e atual governador Mauro Mendes (UB) foram plagiados, na íntegra, pela candidata de oposição Márcia Pinheiro (PV), em seu Plano de Governo das eleições de 2022.
No total, 71 propostas de Mauro em 2018 foram alvo de “inspiração” para a primeira-dama de Cuiabá, sendo 23 integralmente copiadas. De acordo com Emanuel, “o fato de serem propostas idênticas ou semelhantes deve-se, exclusivamente, a inoperância da atual gestão que não cumpre o que promete. E, logicamente, o debate deve ser retomado. Se é uma necessidade da população, o assunto retornará a pauta”, asseverou.

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Quanto à entrega do novo hospital municipal de Cuiabá , o coordenador lembra que foi a gestão Emanuel Pinheiro quem finalizou e entregou à população de todo estado o maior e mais moderno hospital de Cuiabá, obra que foi prometida pelo então prefeito Mauro Mendes e que não foi entregue.

Hoje, em razão da desassistência da saúde no interior do Estado, o novo pronto-socorro é a referência a milhares de moradores de Mato Grosso e a citação à construção, descrita no Plano de Governo, trata-se de um erro da equipe redatora e será devidamente corrigido.

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