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Com destaque, três mulheres de Rondonópolis miram a Câmara Federal

Enquanto Neuma é declarada militante lulista, Kalynka e Marchiane são bolsonaristas e defensoras das pautas da direita. 

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POLÍTICA

O trio tenta convencer eleitorado a aumentar a representatividade feminina no Congresso Nacional. FOTO - Arquivo RegionalMT/ATribuna

Maior cidade do interior de Mato Grosso, Rondonópolis deve ter três mulheres concorrendo com destaque nas eleições 2022, em busca da Câmara Federal. Tanto a atual vereadora, Kalynka Meirelles (REPUBLICANOS), a primeira-dama, Neuma de Morais (PSB) e a empresária, Marchiane Fritzen (UB), vão às urnas, contudo, em busca dos votos da cidade, mas também da região sudeste, até para fazer frente ao volumoso eleitorado da chamada “baixada cuiabana”.

No caso das três, não se admite o discurso prévio de disputar apenas por disputar, ou seja, agregando votos à legenda do partido para preencher a cota feminina e já com foco em pleitos futuros. As três sonham com a vitória e já começam a se projetar, inclusive se posicionando na polarização direita x esquerda que deve nortear as principais discussões do pleito. Enquanto Neuma é declarada militante lulista, Kalynka e Marchiane são bolsonaristas e defensoras das pautas da direita.

Atualmente, apenas uma mulher, a deputada federal, Rosa Neide (PT), compõe a bancada que representa Mato Grosso no Congresso Nacional. Ainda assim, Rosa foi apenas a penúltima mais votada dentre o grupo de oito mato-grossenses que faz parte no parlamento. Somente o ex-prefeito de Sinop, Juarez Costa (MDB), fez menos votos que a petista, em 2018, para alcançar a vitória. Outra mulher, todavia, Gisela Simona, que concorreu pelo PROS, fez mais votos que o emedebista.

Aos 38 anos, Kalynka é vereadora de primeiro mandato. Jornalista e corretora, ela fez carreira na cidade como repórter de televisão e posteriormente se destacou no mercado imobiliário, tornando-se empresária no setor. Ainda em 2016, na sua primeira investida nas urnas, conquistou relevantes 688 votos e chamou atenção da classe política. Em 2018, concorreu a deputada estadual e subiu sua votação para mais de 2.500 votos. Em 2020, na terceira tentativa, veio a primeira vitória eletiva, ao conquistar a cadeira de vereadora com o apoio de 823 rondonopolitanos. Ela se destaca pela boa comunicação e coragem, que inclusive têm marcado seu atual mandato.

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Já Neuma é uma figurinha “carimbada” da política mato-grossense. Embora nunca tenha se enveredado em nenhuma candidatura, a esposa do folclórico prefeito, Zé do Pátio (PSB) – que também já ocupou a cadeira de deputado estadual – sempre foi conhecida por ser a “companheira” perfeita do marido, principalmente para segurar seus conhecidos excessos. Mais recentemente, quando aflorou-se o debate entre Lula x Bolsonaro, a postura calma da primeira-dama deu lugar a uma ativa militante lulista.

As redes sociais de Neuma, até o ano passado, eram praticamente o espelho das páginas oficiais de apoio ao PT ou dos mais extremistas parlamentares do partido. Desde que sua filiação ao PSB e sua pré-candidatura foi lançada, provavelmente até por força de orientação profissional, a primeira-dama reduziu a silhueta e parou de atacar o atual presidente da República e seus apoiadores, provavelmente pelo grande eleitorado pró-Bolsonaro que existe na cidade. Embora também queira Lula eleito, Pátio não quer ver a mulher vaiada em eventos públicos pela legião de antipetistas que moram em Mato Grosso.

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Marchiane é a mais novata do trio no páreo e na cena política, embora ela tenha, em relação da Neuma, o histórico e a experiência de já ter concorrido em uma eleição. Na última, quando o marido da provável “adversária” de outubro se reelegeu prefeito, em 2020, a empresária era vice na chapa do empresário, Luizão (REPUBLICANOS), que acabou em segundo na disputa. Muita gente que acompanhou o desenrolar da campanha considera que se Marchiane tivesse na cabeça de chapa a distância para Pátio poderia ter sido, no mínimo, menor.

Também dona de boa desenvoltura e oratória, feito Kalynka, Fritzen tem ainda uma marca pesada no tom de voz e na maneira de agir, ocupando bem os espaços onde chega, característica comum de líderes. Ela disputará no partido do governador, Mauro Mendes (UB), que embora terá Fábio Garcia (UB) no centro de suas atenções quando o assunto for Câmara Federal, também terá olhos atentos no crescimento da empresária, já que vê nela uma maneira de enfraquecer e tirar votos do atual deputado federal, José Medeiros (PL).

Mendes deixou claro, nesta semana, que gostaria de ver o bolsonarista com base em Rondonópolis, e que costuma lhe tirar do sério com diversas denúncias sobre obras com qualidade duvidosa de sua gestão, fora da política.

 

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POLÍTICA

Apressado, trio já se engalfinha por comando da ALMT em 2023

A ironia é que a própria Janaína é a atual vice-presidente reeleita da Casa e entende que seu nome no comando seria alternar o poder. 

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Janaína e Botelho já trocam farpas públicas, enquanto Russi adota o silêncio.. FOTO - Ednilson Aguiar/OLivre

A confiança na reeleição no pleito eleitoral de outubro é tão grande, que os atuais deputados estaduais, Max Russi (PSB), Eduardo Botelho (UB) e Janaína Riva (MDB) já travam uma batalha pesada nos bastidores visando o comando da próxima mesa diretora, a partir de janeiro de 2023.

A tensão atrás das cortinas, aliás, é tanta, que a Janaína externou, recentemente, a queda de braço e alfinetou o atual presidente, Eduardo Botelho, que recentemente retornou ao cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal – STF, isto porque já está em seu terceiro biênio como comandante da mesa diretora.

Em entrevista à Rádio Metrópole FM, Janaína foi dura ao dizer que a Assembleia “não tem dono” e que o seu comando precisa ser democrático. “Nós temos que acabar com esse coronelismo na Assembleia. Se Botelho e Max estão achando que vão ficar se perpetuando no poder, estão muito enganados. Porque eu não vou aceitar e os deputados não vão”, afirmou.

No seguimento da entrevista, a deputada foi pega na contradição, em virtude do pai, José Riva, ter ficado 20 anos no comando do parlamento e assumiu que o pai foi um dos “donos da ALMT”, teve que fazer uma crítica indireta familiar, mas reiterou que esse tipo de coisa acabou.

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“Meu pai foi dono da Assembleia como outros foram. […] E hoje nós temos uma legislação, que poderia até ter o nome de ‘Lei Riva’, que proíbe a troca de cargos entre primeiro-secretário e presidente. Essa legislação é extremamente importante para Assembleia parar de ter dono”, citou, referindo-se a manobra que era executada no passado pelo pai, que mantinha sempre o mesmo grupo no poder.

A emedebista mostrou estar obcecada pela gestão e disse que não aceitará que deputados tentem derrubar a legislação para se favorecer, ameaçando levar o povo pra dentro do plenário para fazer pressão nos colegas. Ela adiantou que fará oposição à Mesa Diretora, caso a intenção seja o seguimento dos mesmos.

A ironia é que a própria Janaína é a atual vice-presidente reeleita da Casa de Leis e entende que seu nome no comando seria alternar o poder.

Botelho reage

Como não poderia deixar de ser, Botelho reforçou que quem instituiu o modelo atual de comando do legislativo foi José Riva. “Quem criou isso dentro da Assembleia foi o pai dela. O Riva foi quem transformou a eleição de presidente, quem criou a reeleição. Agora é fácil [ela] falar, já usufruiu de tudo”, afirmou o atual presidente, em entrevista à TV Cidade Verde.

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Em outro momento, o deputado cutucou novamente Janaína e disse que “acabou o negócio de acertinho”, reforçando que cada deputado decide a própria vida, criticando a preocupação antecipada da deputada, já que não se sabe sequer quem serão os 24 a estar no parlamento em 2022.

 

 

 

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