CUIABÁ

US$ 40 MILHÕES

Com o caixa

Pela cotação do dólar, o atual Governo do Estadual deve abrir uma dívida mínima R$ 200 milhões para os próximos anos.

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POLÍTICA

Pedido de autorização para a operação financeira foi aprovado, em primeira votação, pela ALMT

Mesmo com as falas recentes do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (UB), que existe mais de R$ 4 bilhões em caixa, que somam-se a cifras anunciadas no programa “Mais MT”, que promete um total de R$ 9,5 bilhões de investimentos (mas que até o momento ainda não conseguiu convencer), o Governo de Mato Grosso quer emprestar US$ 40 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), ainda neste ano.

O pedido de autorização da negociação já foi aprovado, em primeira votação, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso – ALMT, com apoio de 11 deputados. Pela cotação do dólar, o Estado deve abrir uma dívida mínima R$ 200 milhões para os próximos anos. Chama atenção a falta de detalhamento para o uso do dinheiro. 

Como já citado, nos últimos dois anos (2020 e 2021), o atual gestão anunciou fechamento de orçamento com superávit de R$ 4 bilhões, na soma das contas, sobretudo por uma política de intensificação da carga tributária, que fez a arrecadação sair de R$ 11 bilhões, em 2019, para prováveis mais de R$26 bilhões, em 2022, ou seja, elevação de impostos em plena pandemia.

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Mauro Mendes se defende e desafia pedindo uma lei sequer que ele tenha enviado para o legislativo com o objetivo de elevar o custo de vida do cidadão. O modelo de tributação do estado, contudo, e as manobras feitas para aumentar receita dão o mesmo efeito que o governador, espertamente tenta fugir.

É o caso, por exemplo, do ICMS que incide sobre o preço final do combustível e não sobre o litro, ou seja, a cada aumento da gasolina ou do diesel, por exemplo, arrecada-se mais. Proposta apresentada pelo Governo Bolsonaro e aprovada no Congresso Nacional criou um valor fixo para o imposto e deixou Mauro e outros governadores irritados.

Na prática, porém, os gestores estaduais se uniram e devem tentar ignorar a legislação. O presidente da Câmara Federal, contudo, Arthur Lira (PP), já ameaçou mexer nos índices do ICMS, caso os governadores decidem patrolar uma decisão dos congressistas.

No pedido de autorização do estranho empréstimo, o governador diz que o dinheiro ajudaria na “modernização e desenvolvimento da gestão fiscal” e na implantação de um programa chamado Pró-gestão, para “promoção de melhoria na gestão pública”. 

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POLÍTICA

Apressado, trio já se engalfinha por comando da ALMT em 2023

A ironia é que a própria Janaína é a atual vice-presidente reeleita da Casa e entende que seu nome no comando seria alternar o poder. 

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Janaína e Botelho já trocam farpas públicas, enquanto Russi adota o silêncio.. FOTO - Ednilson Aguiar/OLivre

A confiança na reeleição no pleito eleitoral de outubro é tão grande, que os atuais deputados estaduais, Max Russi (PSB), Eduardo Botelho (UB) e Janaína Riva (MDB) já travam uma batalha pesada nos bastidores visando o comando da próxima mesa diretora, a partir de janeiro de 2023.

A tensão atrás das cortinas, aliás, é tanta, que a Janaína externou, recentemente, a queda de braço e alfinetou o atual presidente, Eduardo Botelho, que recentemente retornou ao cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal – STF, isto porque já está em seu terceiro biênio como comandante da mesa diretora.

Em entrevista à Rádio Metrópole FM, Janaína foi dura ao dizer que a Assembleia “não tem dono” e que o seu comando precisa ser democrático. “Nós temos que acabar com esse coronelismo na Assembleia. Se Botelho e Max estão achando que vão ficar se perpetuando no poder, estão muito enganados. Porque eu não vou aceitar e os deputados não vão”, afirmou.

No seguimento da entrevista, a deputada foi pega na contradição, em virtude do pai, José Riva, ter ficado 20 anos no comando do parlamento e assumiu que o pai foi um dos “donos da ALMT”, teve que fazer uma crítica indireta familiar, mas reiterou que esse tipo de coisa acabou.

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“Meu pai foi dono da Assembleia como outros foram. […] E hoje nós temos uma legislação, que poderia até ter o nome de ‘Lei Riva’, que proíbe a troca de cargos entre primeiro-secretário e presidente. Essa legislação é extremamente importante para Assembleia parar de ter dono”, citou, referindo-se a manobra que era executada no passado pelo pai, que mantinha sempre o mesmo grupo no poder.

A emedebista mostrou estar obcecada pela gestão e disse que não aceitará que deputados tentem derrubar a legislação para se favorecer, ameaçando levar o povo pra dentro do plenário para fazer pressão nos colegas. Ela adiantou que fará oposição à Mesa Diretora, caso a intenção seja o seguimento dos mesmos.

A ironia é que a própria Janaína é a atual vice-presidente reeleita da Casa de Leis e entende que seu nome no comando seria alternar o poder.

Botelho reage

Como não poderia deixar de ser, Botelho reforçou que quem instituiu o modelo atual de comando do legislativo foi José Riva. “Quem criou isso dentro da Assembleia foi o pai dela. O Riva foi quem transformou a eleição de presidente, quem criou a reeleição. Agora é fácil [ela] falar, já usufruiu de tudo”, afirmou o atual presidente, em entrevista à TV Cidade Verde.

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Em outro momento, o deputado cutucou novamente Janaína e disse que “acabou o negócio de acertinho”, reforçando que cada deputado decide a própria vida, criticando a preocupação antecipada da deputada, já que não se sabe sequer quem serão os 24 a estar no parlamento em 2022.

 

 

 

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