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De volta ao PT, Tigresa diz: "quero que conheçam essa menina simples"

O PT define seus candidatos neste fim de semana, onde Tigresa deve encarar mais um desafio: emplacar seu nome na chapa à ALMT

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POLÍTICA

A jovem foi alvo de uma articulação interna, liderada pela deputada Rosa Neide, para barrar sua chegada ao partido.

A atriz pornô Ester Caroline Pessatto, popularmente conhecida como ‘Tigresa Vip’, concedeu uma coletiva de imprensa, ontem (26), após o retorno da sua filiação no Partido dos Trabalhadores (PT), onde afirmou que “sempre se interessou por política” e que quer mostrar a “menina simples” que se esconde atrás de sua “personagem”

Ela relembrou de sua trajetória e citou um vídeo de protesto, onde surgiu nua, em 2018, em meio a buracos no asfalto de uma rodovia de Mato Grosso. Na época, a filmagem acabou viralizando e abrindo caminho para sua ascensão nas redes sociais. Tigresa se coloca como pré-candidata à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

“Eu sempre gostei de ajudar a população. Teve aí o vídeo do protesto, que inclusive na época eu era menor de idade, tinha 17 anos. Desde àquela época, desde antes também, eu tenho observado a situação do nosso estado. Eu sempre quero trazer benfeitorias ao nosso estado. A situação que está é o que me motivou, estradas esburacadas, saúde. Isso foi o que me motivou, ajudar a população”, enfatizou.

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Ao ser questionada sobre as suas principais bandeiras na ALMT, caso seja eleita, Ester afirmou que irá defender a diversidade de gênero e sexualidade, além de se posicionar a favor das mulheres e da população ribeirinha.

“LGBTQIA+, defender as mulheres, uma classe também que está bem abandonada que é a dos pescadores, a cidade de Barão de Melgaço está abandonada, é um povo sofredor, eu moro na beira do rio, converso com os pescadores, sei a dificuldade que eles estão passando. Uma coisa é você falar, outra coisa é você estar ali e conhecer os ribeirinhos, as dificuldades que eles passam”, destacou.

Na última quarta-feira (25), o juiz Alexandre Paulichi Chiovitti, da 38ª Zona Eleitoral de Santo Antônio do Leverger (a 34 km de Cuiabá), determinou que o PT restabelecesse a filiação de Tigresa. Segundo o magistrado, a suspensão do seu ingresso na sigla ocorreu sem o direito à ampla defesa por parte do diretório.

“Quero que conheçam essa menina simples, que começou a trabalhar com nove anos de idade, que sempre quis ajudar todo mundo. Isso nunca vai mudar, quero mostrar para a população, para as pessoas, que eu não sou só a Tigresa”, disse ela, que afirma não ter certeza que vai parar de gravar vídeos, mesmo se for eleita.

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O PT avança para definir seus candidatos no pleito de 2022 neste fim de semana, onde Tigresa deve encarar mais um desafio: emplacar seu nome na chapa de pré-candidatos a deputado estadual. Caso a tendência dos últimos momentos se repita, a jovem deve ter problemas para conseguir espaço.

Sua filiação foi barrada por um grupo liderado pelo presidente do diretório estadual do partido, o deputado estadual, Valdir Barranco (PT), que apontou um erro administrativo no caso. Um áudio que vazou da deputada federal, Rosa Neide (PT), expôs uma articulação de bastidores para barrar Tigresa, envolvendo até mesmo a ação da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PT).

Segundo Rosa, era preciso agir “antes que fosse tarde” para evitar que o partido virasse “alvo de chacota”.

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POLÍTICA

CPI aponta improbidade e pede afastamento de secretária filha de prefeito

O relatório, finalizado nos últimos dias, enquadra Viviane em improbidade administrativa e agora segue para encaminhamento do MPE

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Viviane Orlato, filha do prefeito Nelson Orlato, de Pedra Preta, é acusada por quatro servidores de diversos abusos contra os trabalhadores.

O relatório de uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI, instaurada na Câmara Municipal de Pedra Preta, concluiu que são procedentes as denúncias que apontam assédio moral, por parte da secretária de saúde da cidade de Pedra Preta (240 KM de Cuiabá), Viviane Santana Orlato, filha do prefeito local, Nelson Orlato (PSB), contra servidores municipais.

O relatório, finalizado nos últimos dias, enquadra Viviane em improbidade administrativa. Instalada no início de fevereiro, a CPI teve como base o relato de quatro testemunhas que reforçaram  diversas ações, por parte da secretária, que extrapolaram qualquer limite do razoável dentro do relacionamento hierárquico.

Os denunciantes, que não são especificamente do mesmo posto de trabalho, registraram ainda um boletim de ocorrência onde citam diversas condutas de Viviane atentando contra sua lá dignidades psíquicas e, por reiterada vezes, expondo os trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras. No relatório da CPI, cita-se o artigo 140 do Código Penal, relacionando a filha do gestor municipal ao crime de injúria.

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Segundo o relator da CPI, o vereador João Marco Amorim (DC), a conclusão do inquérito parlamentar será encaminhado ao Ministério Público Estadual – MPE com a recomendação pelo afastamento imediato da chefe da pasta de saúde. “A comissão não tem o poder de afastar a secretária, por isso enviamos relatório ao Ministério Público e se a promotora tiver o mesmo entendimento que nós aí é competência do MP tomar a decisão”, ressaltou o parlamentar, que cumpriu a palavra de não deixar qualquer tipo de interferência política externa interferir nas oitivas e no trabalho de investigação legislativa.

O possível atentado de Viviane contra a saúde mental dos envolvidos, antes mesmo do relatório da CPI, também já foi materializado ao MPE. São citadas perseguições evidenciadas em remanejamentos administrativos de cargos, ligações fora de hora de trabalho, cobranças excessivas e feitas de maneira descontrolada, dentre outros exemplos.

Segundo o apurado pelo MINUTO MT, em meio às vítimas existem, pelo menos, dois casos de pessoas que precisaram de ajuda psiquiátrica e que tiveram de adotar tratamento medicamentoso contra ansiedade e síndrome do pânico, depois de episódios repetidos e traumáticos no ambiente de trabalho, envolvendo a secretária. Em um caso mais grave, uma servidora teria tentado suicídio.

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Lei do Stalking

Criminalmente falando, caso as denúncias contra a secretária sejam confirmadas, ela poderá sofrer os efeitos punitivos da recente Lei 14.132, aprovada em 2021, conhecida como Lei do Stalking, que prevê como pena reclusão de seis meses até dois anos, além de multa.

O texto tipificou como crime no Código Penal o ato de “Perseguir alguém, reiteradamente e por qualquer meio, ameaçando-lhe a integridade física ou psicológica, restringindo-lhe a capacidade de locomoção ou, de qualquer forma, invadindo ou perturbando sua esfera de liberdade ou privacidade”.

Espaço aberto

A Administração Municipal de Pedra Preta, seja por meio de Viviane, do pai, Nelson Orlato, ou do corpo jurídico, ainda não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido. O espaço segue aberto.

Filha do prefeito seria a razão de crises de síndrome do pânico e até de tentativa de suicídio entre os trabalhadores da área da saúde, a qual comanda

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