CUIABÁ

SEM JÁ GANHOU

Deputada do PT diz que Lula quer vir em julho a MT e que irá a debates

Sobre o “favoritismo”, Rosa Neide afirma que não há sentimento de “já ganhou” e defende que ex-presidente intensifique debate

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POLÍTICA

Rosa Neide, do PT, crê que no próximo mês o ex-presidente deve vir ao estado. FOTO - Gustavo Bezerra

A deputada federal, Rosa Neide (PT), afirmou, neste início de semana, que mesmo diante de bons números nas pesquisas eleitorais para a Presidência da República, o candidato do Partido dos Trabalhadores não deve entrar na campanha de “salto alto”.

Segundo ela, o ex-presidente e pré-candidato Lula quer participar dos debates e deve vir a Mato Grosso no mês de julho. “Eu sempre defendo o debate, eu acho que o debate é muito importante. Agora, essas decisões a equipe toda vai tomar junto, da parte dele eu vejo sempre ele dizer que gostaria de ir aos debates para qualificar a discussão no país”, defendeu.

Recentemente, correu nos bastidores a informação de que Lula não iria aos debates, assim como o presidente Bolsonaro (PL), que já disse que só participaria no segundo turno (e depois afirmou que vai, se Lula também for).

Sobre o “favoritismo”, Rosa Neide afirma que não se ilude e que não há sentimento de “já ganhou”. “Eleição se ganha até o último minuto do dia da eleição. Então, enquanto o voto não estiver na urna e a abertura das urnas o que vai dizer quem ganhou. O PT não embarca nessa situação. Pesquisa é importante, dá um rumo, mas a gente tem que trabalhar todos os dias de forma muito intensa para garantir um projeto novo pro Brasil”, defendeu.

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Sobre a vinda do ex-presidente para Mato Grosso, a parlamentar afirmou que deve acontecer em julho. “Ele está montando um calendário. Ele foi para o sudeste, agora pro sul, já foi no Nordeste, mas não foi para as ruas, então ele quer voltar pro Nordeste. E depois para o Centro-Oeste. A gente pensa que lá para julho será o mês que ele provavelmente virá aqui”, finalizou.

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POLÍTICA

Mauro ignora apelo ribeirinho e veta projeto de proteção ao Rio Cuiabá

Após o veto de Mendes, cabe a Assembleia Legislativa uma nova análise. O veto pode ser mantido ou derrubado em votação em plenário

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Mendes tem filho no ramo de PCHs, algo que defende abertamente em detrimento ao interesse protecionista

O governador Mauro Mendes (União Brasil) vetou integralmente, nesta semana, o projeto de lei que proibia a construção de usinas hidrelétricas (UHE) e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) no Rio Cuiabá.

A medida foi aprovada em maio pela Assembleia Legislativa. A decisão de Mendes circulou em edição extra do Diário Oficial nesta terça-feira (5).

Na sua justificativa, Mendes disse que o dispositivo é inconstitucional por interferir em assunto cuja tratativa é de competência da União.

“Interfere na competência privativa da União para legislar sobre águas, violação ao art.22, IV da CF, bem como na competência material para explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão aproveitamento energético dos cursos de água; instituir sistema nacional de gerenciamento de recurso hídricos e definir critérios de outorga de direitos de seu uso”, disse na publicação.

De autoria do deputado estadual Wilson Santos (PSD), o projeto colocava em discussão a viabilidade ambiental do projeto apresentado pela Maturati Participações e que visa a construção de PCHs na região.

Após o veto de Mendes, cabe a Assembleia Legislativa uma nova análise. O veto pode ser mantido ou derrubado em votação em plenário. Se derrubado, a expectativa é que Governo, mais uma vez, judicialize um tema que perdeu no parlamento, como tem feito em outras matérias.

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Entusiasta de PCHs

O governador já tinha sinalizado que seria contra o projeto de Wilson Santos, que atende apelo de ribeirinhos, sobretudo por ser um entusiasta das PCHs. Segundo já declarou Mendes, “represar água não mata rio”.

O olhar de Mauro sobre o assunto, contudo, pode ser conotação mais pessoal do que de gestão ambiental, já que seu filho, o fenômeno dos negócios, Luis Antônio Taveira Mendes, de apenas 24 anos, tem como um dos seus negócios o de PCHs, inclusive articula, junto com o genro do ex-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Mauro Carvalho, a liberação de um licenciamento ambiental, por parte do Governo do Estado, para tocar o empreendimento de R$ 100 milhões.

 

 

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