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Detetive contratado para encurralar Aprá tem histórico de falsidade ideológica e pistolagem

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O detetive Ivancury Barbosa, contratado para perseguir e tentar montar um flagrante fajuto para assassinar a reputação do jornalista Alexandre Aprá, do site “ISSO É NOTÍCIA” – que vinha efetuando uma série de denúncias contra desmandos do atual Governo de Mato Grosso – tem histórico de processos na Justiça de Mato Grosso por falsidade ideológica e boletim de ocorrência, onde é apontado como pistoleiro.

De acordo com levantamento feito pelo MINUTO MT, Ivancury chegou a ser preso, em 2013, por posse ilegal de arma de fogo, tendo no mesmo ano tentado negociar uma Fazenda em Itanhangá-MT com documentos forjados, incorrendo em falsidade ideológica.

Já em um boletim de ocorrência registrado em junho de 2020, o “detetive” é acusado de ser pistoleiro por Luciano Batista de Jesus, também produtor rural, que afirma ter sido alvo de investidas criminosas de Ivancury, que o ameaçou, citando informações detalhadas do seu local de trabalho.

O detetive chegou ainda a lhe enviar fotos da mulher e do filho de Luciano, com fim de amedrontá-lo, conforme relatou à polícia.  Segundo consta no b.o., dois trabalhadores da propriedade onde atua o denunciante já teriam sido alvo de tiros.

Pego no flagra

O MINUTO MT trouxe, ainda na última semana, imagens do detetive instalando um rastreador no carro de Aprá. O vídeo só foi conseguido porque o jornalista, sabendo antecipadamente da perseguição, infiltrou um aliado que conseguiu convencer Ivancury que era um desafeto de Aprá.

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O infiltrado, que ganhou a alcunha de “anjo”, em meio a denúncia, acordou com o detetive uma falsa prestação de serviço, para que com a aproximação e a confiança ganha pudesse colher áudios e vídeos que desmontaram todo o esquema.

O material revelador, onde o detetive sinaliza abertamente que atua para o governador, Mauro Mendes (DEM), e para sua esposa, Virgínia Mendes, já foi entregue à Polícia Federal, no último dia 3 de setembro, pelo próprio Aprá, que posteriormente fugiu do estado por medo de morrer.

Por precaução, o governador não tinha contato direto com Ivancury, missão que ficou a cargo do empresário Ziad Fares, da ZF Comunicação, que há décadas tem relacionamento estreito com a Família Mendes. O detetive foi gravado entrando dentro da empresa de Ziad, inclusive.

Antes de entrar, ainda no carro, o detetive entregou todo o esquema para o infiltrado de Aprá, deixando muito claro que atuava no caso pelos interesses de Mauro e Virgína, além de Ziad. No fim de semana, após o caso ganhar as páginas do ESTADÃO, UOL, ISTO É e FOLHA DE SP, Ivancury, que vinha morando em Campo Grande -MS, surgiu nas redes sociais indicando que havia se mudado para Cuiabá.

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Outro lado

Para o UOL, assim como já vinha assumido ao próprio Aprá, em mensagem intimidadora que enviou ao jornalista após ter sido descoberto instalando o rastreador, o detetive confirmou que realizava um serviço que tinha o profissional da imprensa como alvo, mas publicamente não repetiu o que disse nos áudios gravados e tentou inocentar a primeira-dama, o governador e o empresário.

“Não fui contratado pelo governador, nem pela primeira-dama, nem pelo Ziad. Por causa uma questão de ética profissional, eu não posso revelar quem me contratou”, manifestou-se Ivancury.

Já o governador e a primeira-dama, por meio de suas assessorias, novamente usaram a tática de atacar Aprá para se esquivarem das fortes acusações e negaram o fato.

“É mentirosa e caluniosa a versão de que o Sr. Mauro Mendes e Sra. Virgínia Mendes teriam participado de suposta contratação de “detetive”, resumiu-se a nota desta segunda (13), mais concisa que a elaborada no fim de semana.

Já Ziad afirma que a “acusação do jornalista é absurda, de cunho político e com objetivo de prejudicar a minha imagem e os meus negócios”.

Veja abaixo, trechos de processos e do boletim de ocorrência que pesam contra Ivancury:

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TCE aponta superfaturamento de prefeitos de MT na pandemia

De acordo com o TCE, houve superfaturamento na compra de cada um dos kits de testes COVID. As unidades foram compradas por R$ 1,3 mil

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O Consórcio alvo do TCE é formado pelos municípios de Juara, Tabaporã, Porto dos Gaúchos e Novo Horizonte do Norte.

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) apontou superfaturamento no preço pago por testes de Covid-19 pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde Vale do Arinos (Cisva).

Conforme o TCE, a irregularidade ocorreu na compra de testes em 2020, em período agudo da pandemia. O julgamento da tomada de contas ocorreu nos últimos dias.

Ninguém do Consórcio Intermunicipal de Saúde Vale do Arinos se pronunciou, até o momento. A tomada de contas ordinária foi instaurada pelo TCE para apurar irregularidades no certame emergencial.

Segundo o Tribunal de Contas, o consórcio intermunicipal comprou cerca de 70 kits de testes com a dispensa de licitação. O valor pago por esses kits foi de 91 mil reais. Ainda de acordo com o TCE, houve superfaturamento na compra e cada um desses kits saiu por R$ 1,3 mil, enquanto que o estado, já tinha contrato firmado para entrega de itens parecidos, no valor de R$ 98,50.

Ao analisar o processo, o conselheiro-relator Antônio Joaquim ponderou que, embora a compra tenha sido superfaturada, os agentes públicos envolvidos estão isentos do dano ao erário, uma vez que foi constatada conduta dolosa por parte das empresas beneficiadas, mas estendeu a eles a responsabilização pelo dano, por entender que houve erro grosseiro na aquisição dos testes.

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Assim, Antônio Joaquim julgou regulares as contas prestadas pelo presidente e demais servidores e irregulares as contas prestadas pelas empresas.

Suspensão da compra

O TCE havia suspendido a compra dos kits emergenciais devido aos indícios de sobrepreço, em junho 2020. O Consórcio é formado pelos municípios de Juara, Tabaporã, Porto dos Gaúchos e Novo Horizonte do Norte.

Durante a compra somente Juara possuía casos de pacientes com Covid-19, o que, segundo o TCE, não justifica a forma como foi procedida a aquisição dos testes.

O Consórcio Intermunicipal de Saúde Vale do Arinos, presidido pelo prefeito de Porto dos Gaúchos (MT), Moacir Pinheiro Piovezan, afirmou que o valor pago no momento da compra estava de acordo com o valor de mercado e que se levou em consideração a ‘Lei da Oferta e Procura’.

O advogado do CISVA, Rony de Abreu Munhoz, disse, na época, que a comparação de preços realizada pelo TCE-MT foi com base em produtos distintos. Segundo ele, os produtos adquiridos pelo consórcio possuíam qualidade superior aos adquiridos pelo estado, que foram citados na ação.

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