CUIABÁ

EXPECTATIVA MATO-GROSSENSE

Distrato com Rota Oeste e nova licitação da 163 já estão com Bolsonaro

No trecho deste setembro de 2015, a Concessionária arrecadou perto de R$ 3 bilhões e só executou 26% da duplicação prevista em contrato

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POLÍTICA

Concessão acordada em 2015 não atende expectativa e realidade conflituosa de recolhimento de pedágio e duplicação não feita impulsionou o rompimento.

A frustação dos mato-grossenses quanto a expectativa estabelecida há quase uma década, quando iniciou-se a conversação sobre a concessão de mais de 800 quilômetros da BR-163 em Mato Grosso, desde a divisa com Mato Grosso do Sul até Sinop, capital do nortão, deve ganhar um novo capítulo nos próximos dias.

O deputado federal, José Medeiros (PL), publicou vídeo, nesta semana, após reunião na Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, no qual relatou que apenas um decreto do presidente Jair Bolsonaro (PL) separa Mato Grosso de um distrato com a Rota Oeste e início do processo de nova licitação de concessão da BR-163 para que, enfim, se duplique a via até a chamada “capital do nortão”.

Com a Rota Oeste, subsidiária do Grupo Odebrecht, que estabeleceu contrato com o Governo Federal durante o mandato de Dilma Roussef (PT), constava a duplicação de todo o trecho, mas a empresa acabou se valendo de diversas cláusulas, argumentou diversos direitos infringidos e não efetuou o serviço devido.

De Rondonópolis à Cuiabá, o trecho foi totalmente duplicado, mas este intervalo, em específico, majoritariamente, era responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura – DNIT. A concessionária chegou a ter, durante quase um dia, em 2016, a cobrança de pedágio suspensa, mas rapidamente conseguiu garantir novamente o direito de exploração.

Arrecadação

Presente no trecho deste setembro de 2015, a Concessionária arrecadou perto de R$ 3 bilhões e só executou 26% da duplicação prevista em contrato. Na fase atual do acordo, já eram para ter sido duplicados 453 km da rodovia federal, todavia, apenas 120 km foram executados, expondo um déficit de 328 km.

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Segundo a subsidiária, as obras pararam por motivos alheios a vontade da empresa, como um uma negativa de um pedido de financiamento público, que utilizaria na duplicação, além de “um aumento jamais visto nos insumos derivados do petróleo (asfalto e combustíveis) e a queda na projeção de tráfego devido aos maus momentos econômicos do país, entre outros”, defende-se.

Revolta popular

Para Medeiros, vice-líder do Governo Bolsonaro, a população não aguenta mais desculpa. “Quando chamamos esse contrato de herança maldita do PT é porque ele, de fato, o é. Veja que nesse acordo tem tudo, garantias e mais direitos expressos para a concessionária, enquanto para o povo nada. São mortes, corpos e mais corpos que se avolumam e creio que este sangue está nas mãos de quem não pensou na população para estabelecer esse contrato. Pagar pedágio e não ter uma rodovia decente é algo que não entra na cabeça do cidadão e com toda a razão”, acrescentou.

O assunto ganhou ares de urgência após uma colisão frontal entre um ônibus e uma carreta, que deixou perto de 10 mortos, próximo de Sorriso (MT). Nesta sexta-feira (10), quatro caminhões se chocaram e uma pessoa morreu. Medeiros afirma que tem buscado contato direto com Bolsonaro para que a definição de uma nova empresa seja o mais rápido possível. “O presidente é muito sensível à causa, o ex-ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, trabalhou muito para desamarrar esta questão e, enfim, vamos dar o devido encaminhamento nesta questão”, disse Medeiros.

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Transição 

Medeiros explicou que durante o desenrolar da burocracia que envolve a definição de uma nova concessionária para a rodovia federal no estado, uma empresa assumirá a manutenção da via, o que pode ser a própria Rota Oeste, mas com outros termos de acordo. Após isso, a nova titular assume a responsabilidade de manter o trecho em bom estado, bem como evoluir a infraestrutura com a implantação da duplicação.

“Neste novo acordo vamos incluir gargalos importantes, como é a necessidade urgente da criação de novos traçados na Serra de São Vicente, em trechos de alta incidência de acidentes, bem como a questão da ponte sobre o Rio Vermelho em Rondonópolis, a travessia urbana de Sinop, dentre questões pontuais e demandas de várias cidades, que já anexamos no processo”, finalizou o deputado federal.

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POLÍTICA

VEJA aponta Bolsonaro 15 pontos à frente de Lula em MT

Segundo média de pesquisas publicadas, o atual mandatário crava 47,7% da preferência no estado e o ex-presidente petista surge com 32,6%.

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Em nenhum outro estado analisado o presidente tem o índice de aprovação popular mais alto que Mato Grosso. A diferença em relação a Lula, porém, é maior no Acre

Levantamento da empresa de consultoria Vector Research, publicado no site da revista Veja, nesta semana, confirma o atual presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), absoluto em Mato Grosso.

O levantamento traçou um paralelo direto entre Bolsonaro e Lula (PT), seu principal adversário e com quem deve, de fato, disputar diretamente o maior cargo do país nas urnas, em 2022.

Os números confirmam a liderança bolsonaristas em Mato Grosso com 15 pontos percentuais de frente, com o atual mandatário cravando 47,7% da preferência e o ex-presidente petista surgindo com 32,6%.

Cenário geral

Embora em solo mato-grossense o índice de apoio bolsonarista seja o maior registrado, do ponto de vista de vantagem direta sobre Lula, ou seja, de diferença entre um e outro, o estado mais bolsonarista é o Acre.

Por lá, são mais de 18 pontos de frente do atual presidente. Enquanto Bolsonaro chega a ter 47,4% das intenções de voto, Lula surge com 29,1%.

Diferença similar ocorre, também, em Santa Catarina, onde Bolsonaro supera Lula por 45,1% a 29%. A liderança se mantém acima do patamar de 40% em Goiás, com 42,4% contra 32,1% do petista..

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O MAIS PETISTA

Do outro lado dos números, o Piauí é onde Lula (PT) tem a maior vantagem sobre Jair Bolsonaro (PL), com mais de 46 pontos de diferença.

O ex-presidente tem 64,2% de preferência entre os eleitores do estado nordestino, enquanto o presidente que busca a reeleição marca 17,3%.

Apanhado geral

O mapa da disputa presidencial nos estados foi montado pela Vector Research a partir de uma análise média com pesquisas de 15 institutos, realizadas entre os dias 6 de maio e 29 de junho em 24 estados (exceto Amapá e Rondônia) e no Distrito Federal.

A empresa preferiu restringir a análise à dupla de atuais líderes nas sondagens.

Veja abaixo os índices comparativos entre os principais candidatos à Presidência da República por estado:

 

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