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ELEIÇÕES 2026

“É melhor trair o partido que trair o povo”, afirma Mauro Mendes

Candidato ao Senado diz que eleitor avalia histórico e resultados dos políticos; declaração ocorre em meio a apoios de prefeitos de diferentes partidos à candidatura de Pivetta

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POLÍTICA

“É melhor trair o partido que trair o povo.” A frase foi dita pelo candidato ao Senado Mauro Mendes (União Brasil) ao comentar, em entrevista ao programa A Notícia de Frente, nesta segunda-feira (31), a disputa interna no União Brasil e a decisão de lideranças políticas de apoiar Otaviano Pivetta (Republicanos) na disputa pelo Governo de Mato Grosso.

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), deixou de apoiar o candidato do próprio partido, o senador Wellington Fagundes, para apoiar Otaviano Pivetta.

Mauro afirmou que a fidelidade partidária não deve se sobrepor à relação dos políticos com a população. Segundo ele, o eleitor estaria mais interessado no histórico e nos resultados apresentados pelos candidatos do que na legenda à qual pertencem.

“A nossa fidelidade é a nossa esposa, a nossa família, a Deus e ao povo. Ponto. Partidos políticos no Brasil não representam muita coisa na cabeça do eleitor. O eleitor nunca me perguntou qual partido eu estou”, afirmou.

Mauro também comparou a escolha de um candidato à contratação de um profissional, defendendo que o histórico deve ser um dos principais critérios para a decisão.

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“É assim que se contrata alguém. Você olha o currículo, você olha o histórico daquela pessoa, por onde ele trabalhou, o que ele já fez de experiência e de resultado. E aí você contrata essa pessoa. Então, contratar um político é mais ou menos igual”, afirmou.

A declaração ocorre em um cenário de apoio de prefeitos de diferentes siglas à candidatura de Pivetta. Uma carta de apoio à reeleição de Pivetta foi assinada por 133 dos 142 prefeitos de Mato Grosso.

“E a turma do MDB que está apoiando o Piveta? Vocês têm que noticiar também. Tem um monte de gente aí de outros partidos que também estão”, afirmou.

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POLÍTICA

Natasha recebe R$ 4,5 milhões do PSD e lidera arrecadação

Pivetta declarou R$ 1,7 milhão em receitas, enquanto Wellington Fagundes já soma R$ 5,4 milhões para disputar o Governo de Mato Grosso

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Rodinei Crescêncio/Rdnews

A candidata do PSD ao Governo de Mato Grosso, Natasha Slhessarenko, recebeu R$ 4,5 milhões do diretório nacional do partido para financiar sua campanha eleitoral. O repasse consta na prestação de contas disponibilizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por meio do sistema DivulgaCand.

Além dos recursos provenientes do fundo eleitoral, a médica declarou outros R$ 52 mil em receitas, referentes a recursos próprios destinados à campanha.

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que disputa a reeleição, também recebeu dinheiro do fundo eleitoral, mas em valor significativamente menor. Até o momento, foram destinados R$ 1 milhão à campanha.

Com os recursos do fundo eleitoral, o candidato declarou ainda R$ 500 mil em autofinanciamento e doações de apoiadores. Entre os doadores estão Osmar Ribeiro Mello e Adecrescio Pedro de Aguiar, que contribuíram com R$ 100 mil cada. O ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Marino Franz, destinou R$ 50 mil.

Ao todo, a campanha de Pivetta registra R$ 1,7 milhão em receitas declaradas.

Wellington lidera

Entre os candidatos ao Palácio Paiaguás, quem aparece até agora com o maior volume de recursos declarados é o senador Wellington Fagundes (PL).

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O candidato recebeu R$ 4,8 milhões do diretório nacional do Partido Liberal, comandado por Valdemar Costa Neto. O diretório estadual da sigla, presidido por Ananias Filho, acrescentou outros R$ 240 mil.

Com os demais recursos declarados, Wellington já contabiliza R$ 5,4 milhões em receitas para a campanha.

O limite de gastos estabelecido pela Justiça Eleitoral para os candidatos ao Governo de Mato Grosso no primeiro turno é de R$ 7,1 milhões.

Os valores podem sofrer alterações conforme novas receitas e despesas sejam declaradas e atualizadas no sistema oficial da Justiça Eleitoral.

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