CUIABÁ

BANDIDAGEM

Emanuel e Medeiros se revoltam com venda às escuras de vagões do VLT

Prefeito criticou a negociação “às escuras” e chamou de “piada de mau gosto”. Medeiros classificou de “bandidagem”

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POLÍTICA

Após ação da Prefeitura, Tribunal de Contas da União - TCU suspendeu implantação do BRT

O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) e o deputado federal, José Medeiros (PL), reagiram, neste início de semana, às possíveis negociações do Governo do Estado e a Prefeitura do Rio de Janeiro para a venda dos vagões do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT).

Defensor do modal, o chefe do Executivo criticou as articulações “às escuras” e disse que a movimentação é uma “piada de mau gosto” para a população.

“É uma piada de mau gosto, uma violência muito grande com a população carente e que depende do transporte coletivo. Já passou dos limites a forma de condução e a postura do governo do Estado em relação ao modal VLT”, disse, ontem (23)

Conforme noticiou o Jornal A Gazeta, o governador Mauro Mendes (UB) apresentou os vagões do VLT para uma comitiva da Prefeitura do Rio de Janeiro, com o objetivo de firmar um acordo para vender os trens para a gestão do prefeito Eduardo Paes (PSD-RJ).

Após a visita, o secretário municipal de Coordenação Governamental do Rio, Jorge Luiz Arraes, chegou a afirmar que o grupo ficou “impressionado” com a conservação dos modais, que seguem parados há mais de 8 anos no Centro de Operações construído próximo do Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande.

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A tentativa de venda dos veículos ocorre justamente porque eles não terão mais utilidade para o Estado, que “enterrou” o VLT para implantar o Ônibus de Transporte Rápido (BRT) em Cuiabá e Várzea Grande.

Contudo, os procedimentos das obras do BRT estão suspensos por meio do Tribunal de Contas da União (TCU) a pedido da própria Prefeitura de Cuiabá. “É uma medida sem limites de maldade, de insensibilidade do governo do Estado. Ele acabou de dizer, inclusive, sustentando na tese junto ao Tribunal de Contas da União, que os vagões estavam acabados, quebrados e enferrujados. Agora, às escondidas tentava vender para a Prefeitura do Rio, que curiosamente, está enterrando o BRT para ampliar os trilhos do VLT”, finalizou Emanuel.

“BANDIDAGEM”

Medeiros foi ainda mais incisivo e em postagem nas redes sociais chamou a manobra do governador de “bandidagem”. O deputado federal é crítico ferrenho da troca de modal e chama o sistema de BRT de GOL, explicando que se trata de um “Grande Ônibus Lotado” e que Mauro o defende, talvez, porque “nunca andou de ônibus”.

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O deputado já chegou ir ao Rio de Janeiro, andou de VLT e demonstrou, em suas redes sociais, a modernidade do sistema que defende para a capital do estado, sobretudo pelo R$ 1.2 bilhão já gasto e a execução majoritária do projeto.

 

 

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POLÍTICA

Bezerra dá novo “chega pra lá” em Janaína e expõe desgaste com Mauro

Veterano contrapôs fala da correligionária e diz que não há qualquer deslealdade em curso caso o MDB lance um candidato ao Governo

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Veterano deixa questão em aberto e coloca decisão nas mãos da convenção.

A deputada estadual, Janaína Riva (MDB), embora vice-presidente estadual do seu partido, novamente quis falar com voz de chefia e tomou uma lição pública do verdadeiro mandatário do MDB, o deputado federal, Carlos Bezerra (MDB).

O veterano deixou claro, nesta quarta-feira (6), que a voz de Janaína é só mais uma e desqualificou uma avaliação feita pela correligionária, que tentou constranger o próprio Bezerra, forçando-o a seguir na base do governador, Mauro Mendes (UB).

Riva afirmou que o MDB seria desleal se não apoiasse a reeleição de Mauro, atual chefe do Executivo Estadual. Bezerra rebateu  Janaína e mostrou que não passa nem perto de ter o apego que a deputada tem com o atual governador.

Bezerra disse que não vê nenhum “ato de deslealdade”, como sugeriu a parlamentar, caso a sigla decida deixar a base de Mendes para lançar o ex-prefeito de Rondonópolis e ex-deputado federal constituinte, Percival Muniz (MDB), ao Palácio Paiaguás.

Alas do MDB se movimentam para levantar Percival como o representante dos grupos que não aprovam a gestão de Mauro e defendem uma candidatura própria para rivalizar com o atual gestor estadual nas urnas.

Bezerra contrapôs Janaína ao site RDNEWS e disse que é um direito dos emedebistas postularem um nome para o pleito. O Federal pontuou que a decisão irá acontecer apenas na convenção, cuja data ainda não foi fechada, mas deve ocorrer após o dia 20 de julho.

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“Não é um ato de deslealdade, mas um direito que cada um tem”, citou Bezerra. Com uma longa carreira política, Percival é ex-deputado estadual, ex-federal e ex-prefeito de Rondonópolis. Bezerra disse que reconhece a força política que o possível pré-candidato carrega.

“O Percival é um membro de partido, uma pessoa histórica e tem um bom perfil. Ele tem o mesmo direito que qualquer outro membro do MDB de concorrer ao governo, mas é a convenção que vai resolver”, disse.

A projeção de Percival, que vem ganhando holofotes, nos últimos dias, tem perturbado a ala “maurista”, liderada por Janaína, dentro do MDB. O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), por outro lado, é um entusiasta do projeto Percival.

Opositor ferrenho a Mauro, Pinheiro antagonizou com Janaína e disse que insistir em se manter na base, aí sim, seria uma traição ao partido. “Defender o MDB na base é naufragar o partido e trair a legenda, uma das maiores de Mato Grosso e do Brasil”, disparou.

Cenário conflituoso

Janaina Riva vem sofrendo com conflitos que envolvem interesses pessoais, familiares, eleitorais e partidários desde o fim do ano passado. Militante de diversas bandeiras de esquerda, ela teve de reduzir a silhueta e passou a ser uma “bolsonarista envergonhada” depois que o sogro, o atual senador, Wellington Fagundes (PL), passou a integrar o mesmo partido do presidente, Jair Bolsonaro (PL).

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Riva criticou abertamente e, como agora, foi chamada atenção de maneira pública por Bezerra, quando tentou força o MDB a não seguir conjunto ao projeto Neri Geller (PP) senador, algo que o líder emedebista não parece cogitar. Janaína teria a opção de sair no partido para poder apoiar o sogro, na janela que se fechou em março, mas não quis correr o risco de ir para outra sigla e ver sua reeleição ameaçada em uma legenda mais fraca.

Por causa de Wellington, Janaína já teve de declarar que vai de Bolsonaro em 2022, o que provou reação de Bezerra, apoiador declarado da senadora Simone Tebet (MDB), do seu partido, ao maior cargo da nação. O veterano chamou o manifesto de Riva de “pensamento isolado” dentro do partido.

 

 

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