CUIABÁ

USO INDEVIDO

Emanuelzinho quer R$ 20 mil de Abílio por postagem com sua foto

Ex-vereador fez post nas redes sociais sobre sua pré-candidatura a deputado federal e tentou reviver a “rivalidade” com a família Pinheiro

Publicados

POLÍTICA

Jovem parlamentar não gostou do uso de sua imagem e acionou a Justiça. FOTO - Ednilson Aguiar/OLivre

O deputado federal Emanuelzinho (MDB-MT) já entrou na Justiça contra o ex-vereador de Cuiabá, Abílio Jacques Brunini Moumer, o “Abilinho” (PL), por um post do ex-membro da Câmara de Vereadores da capital, no Instagram, neste início de semana, que utiliza sua imagem.

De acordo com o processo, Emanuelzinho pede a retirada da publicação (que já foi feita), uma retratação pública de Abilinho, além do pagamento de uma indenização de R$ 20 mil. Em seu pedido, o deputado federal, que é filho do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), aponta que Abilinho possui uma “rixa” com sua família.

O ex-vereador fazia oposição ao prefeito da capital e chegou a disputar o segundo turno das eleições de 2020, no entanto, acabou sendo derrotado por Pinheiro, que conseguiu se reeleger. “Tal imagem, retrata o autor em papel antagonista ao do réu, se valendo de uma rixa infundada que o réu possui com a família do autor e que demonstra o claro viés vexatório da aludida publicação, uma vez que incita o ódio por parte de seus correligionários para com a pessoa do autor”, diz o parlamentar no processo.

Leia Também:  Sem Mauro e Bolsonaro, Neri confirma reunião com Gleisi por apoio do PT

No post discutido nos autos, Abilinho aparece na frente da imagem, ressaltando sua pré-candidatura a deputado federal, e Emanuelzinho em segundo plano, em uma tentativa de criar a mesma “rivalidade” que teve com o pai do deputado federal, em busca de atrair holofotes.

A montagem sugere que o parlamentar seria um “alvo” do ex-vereador. “A imagem está sendo exposta sem o consentimento do autor, que em momento algum autorizou este tipo de publicação veiculada pelo réu com caráter degradante e ridicularizante”, reclama o parlamentar no processo.

O caso está sob análise do 2º Juizado Especial Cível de Cuiabá, que ainda não proferiu uma decisão sobre o assunto. O post no Instagram já foi apagado por Abilinho, que a um seguidor esclareceu em novo post, agora sozinho na imagem, que “sua esposa tinha achado a imagem muita feia”.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍTICA

Pátio e Mauro se revoltam com ações de socorro econômico de Bolsonaro

Elevação do Auxílio-Brasil para R$ 600, voucher de R$ 1.000,00 para caminhoneiros e outras medidas irritaram governador e prefeito

Publicados

em

O prefeito é defensor declarado do retorno de Lula ao comando do país, já o governador diz ser bolsonarista, mas não tem economizado em críticas ao atual presidente. FOTO - Antônio Carmelo

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil) e o prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio (PSB), cada dia mais próximos e trocando “carícias verbais” na imprensa, detonaram o Congresso Nacional e o Governo de Jair Bolsonaro (PL) pela aprovação da PEC 01/2022, que abriu, nesta semana, R$ 40 bilhões de créditos no orçamento da União para conceder aumento ao programa Auxílio Brasil e outros benefícios sociais.

Para o governador, não passa de “mais uma medida eleitoreira”, em virtude de ter sido aprovada a apenas três meses das eleições. “É muito ruim você ver o governo federal, nas vésperas de eleição, não só o Executivo, mas todo o Congresso, pensando apenas num jeito de ganhar um ‘votinho’. Isso é muito ruim, isso quebra a sociedade brasileira, isso quebra o nosso país, quebra o nosso estado. Ou você faz um trabalho sério, honesto, verdadeiro, ou a gente vai pro buraco”, afirmou Mauro, em entrevista nesta sexta-feira (1º), causando estranheza, sobretudo após o próprio Bolsonaro surgir publicamente para dizer que caminhará lado a lado ao gestor estadual nas eleições 2022.

Entre as medidas aprovadas, dentro de um pacote de “socorro econômico”, para minimizar sobretudo  efeitos da pandemia, está previsto reajuste de R$ 400 para R$ 600 do Auxílio Brasil (ex-Bolsa Família), aumento de R$ 53 para R$ 120 do vale-gás, criação do auxílio-caminhoneiro de R$ 1 mil e criação de um auxílio para taxistas, com custo de R$ 2 bilhões.

Leia Também:  Justiça Eleitoral define o máximo de gasto nas campanhas 2022 em MT

Para Mauro, que não costuma colocar a população mais carente como pauta de suas ações, o momento é o pior possível, pois o Governo Federal está sem capacidade para investimentos e, ainda assim, amplia a assistência social. “Eu sempre critiquei e vou continuar criticando medidas eleitoreiras, medidas de cunho eleitoral sem planejamento, sem lastro na capacidade real, sem lastro numa política pública de médio e longo prazo. O governo federal hoje não consegue fazer nada de investimento”, atacou o governador.

Mauro, na verdade, está em uma espécie de “guerra fria” com Bolsonaro desde que o presidente conseguiu aprovar no mesmo Congresso Nacional, nos últimos dias, um teto máximo de 17% ao ICMS, imposto estadual que representa próximo de 90% da sua arrecadação. Mendes terá que reduzir em 6%, por exemplo, a incidência tributária sobre a gasolina e, ao todo, perderá mais de R$ 1 bilhão de recursos que recolheria do bolso do cidadão.

Mendes até foi orientado a segurar os ataques a Bolsonaro em virtude do ano eleitoral, todavia, o governador se sente absoluto e diante da inércia da oposição em lançar um nome competitivo não vê mais necessidade de ter o apoio do presidente para garantir sua reeleição e decidiu “chutar o balde” e vem chamando de “manobra” todas as recentes atitudes do mandatário nacional.

Leia Também:  Sobre candidatura, Percival diz: "na política, tem que estar pronto"

“Se tivesse feito esse planejamento lá atrás, em 2021, aprovado pra esse ano, eu não estaria fazendo essa fala. Agora, de última hora, 3 meses antes da eleição, é achar que o povo é bobo também, né. O povo não é bobo. Hoje em dia o cidadão eleitor está muito esperto (…) O que salva esse país é um trabalho sério, honesto e competente. Fora disso, é papagaiada, é medida eleitoreira”, esbravejou o governador.

Já o prefeito Zé do Pátio (PSB), que comanda a maior cidade do interior de Mato Grosso, também tratou de criticar. O que chamou atenção, contudo, é que Pátio, defensor assíduo de Lula (PT), principal ameaça ao projeto de reeleição de Bolsonaro, teve muito mais cuidado de criticar do que o próprio Mendes, que se diz aliado bolsonarista.

“Não posso aqui deixar de colocar uma dúvida no ar, com esses projetos de emenda constitucional que estão acontecendo em Brasília. Que na minha opinião está comprometendo a receita dos municípios e pode comprometer sim os interesses da sociedade mato-grossense neste momento. Nós não podemos fazer demagogia por dinheiro com a receita dos municípios. E isso está acontecendo (…) Estamos vendo algumas atitudes em Brasília que têm que ser questionadas”, sinalizou Pátio, sem utilizar palavras mais fortes, feito o governador.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍCIA

BRASIL E MUNDO

AGRO E ECONOMIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA